terça-feira, setembro 14, 2010

Porque Rigotto é o meu candidato ao Senado

(Escolho meus candidatos porque o voto é obrigatório, e não serei omissa como cidadã. Mas sou a favor do voto facultativo (tema para outro dia).
Enquanto os políticos forem responsáveis pelas decisões das nossas vidas, eu estarei atenta aos eleitos. Até que provem o contrário, tenho o direito de questioná-los, de saber as suas posições).

O meu voto para o senado será para o Germano Rigotto.
Acredito que ele representará bem o povo gaúcho. Batalha pela reforma tributária, a qual o Brasil precisa e não tenho dúvida que o Rigotto tem capacidade e liderança para lutar para este tema.
Quem acompanha as minhas opiniões sabe que sou contra a pensão de ex-governador. Questionei o Rigotto,caso ele seja eleito, se fará como o Pedro Simon e receberá somente o salário de senador.Rigotto respondeu pelo twitter e pelo seu email do site pessoal
(http://www.germanorigotto.com.br/) que optará pelo salário de senador. Eu guardei as respostas, e estarei atenta ao cumprimento da "palavra' do ex-governador.( eu cobro, vou atrás,e divulgo as promessas não cumpridas..)
As propostas apresentas por ele estão no site, assim como o currículo dos suplentes (aprovados)
(http:// www.rigottosenador.com.br/
Falando em suplente, falava à Ana Amélia (PP) que ela era minha pré candidata, pois deveria aprovar os seus suplentes, e assim que foi divulgado, a avisei, que não poderia dar o meu voto porque não aprovei o seu primeiro suplente (José Alberto Wenzel).
Quando a Ana era minha pré candidata, respondia minhas perguntas que fazia "à candidata".
Dia 30/08 perguntei a sua opinião sobre o projeto que está no senado que propõe a castração química para pedófilos.
Eis a resposta: anaamelialemos @marianamoura_rs Estou concentrada na campanha, minha Cara! Prefiro cuidar desse assunto qdo chegar no Senado!
1:19 AM Aug 30th vía Twitter for BlackBerry® en respuesta a marianamoura_rs
Sempre admirei o trabalho da jornalista, mas agora a vejo como candidata a um cargo que tomará decisões "por mim”, pela minha família e pelo povo que pertenço... e tenho Sim o direito de saber as posições dos candidatos.
Não votarei no Paulo Paim (PT), porque sempre o questionei (assim como faço com tds os nossos representantes) e ele ignora questionamento como senador e também como candidato.
Saiu na imprensa que alguns senadores candidatos a reeleição contrataram mais assessores, só que estes não estão em Brasília e sim no Estado do senador. O Paim é um deles, e questionado, disse que contratou para trabalhar para o seu mandato.
Porque aumentar assessores justamente no oitavo e último ano do seu mandato?
Sei que dos três: Rigotto, Ana Amélia e Paulo Paim, dois serão eleitos.
Independente de quem for, eu fiscalizarei,questionarei, este é o meu papel de eleitora e cidadã.
Eu desejo que o Rigotto represente o povo gaúcho. E sendo eleito, ele saberá que a minha cobrança e fiscalização é maior para quem recebe o meu voto. ( "coitado" se não andar na linha).
Quem recebe o meu voto e não o respeita, terá para o resto da vida, um cabo eleitoral, mas para tirar votos e nesta parte eu sou implacável.

Quem eu votei e faço sempre campanha contra:
Emília Fernandes (PT), Daniel Bordignon (PT), Yeda Crusius (PSDB), Berfran (PPS)
Meus candidatos deste ano:
Pres:José Serra (PSDB)
Senadores: Rigotto (PMDB) e Marcos Monteiro (PV)
Gov:Montserrat (PV)
Federal:???????????
Estadual: Miki Breier (PSB)

segunda-feira, setembro 13, 2010

Os gabolas

O homem que se gaba de ser “o milionário mais rico do Brasilrevelou que financia as campanhas eleitorais de dois candidatos à Presidência da República – José Serra e Dilma Rousseff.
Já que um dos dois triunfará, ele se decidiu por ambos, mesmo sem ler os programas de governo de nenhum deles e sem ter interesse por isso. Oportunismo e desfaçatez?? Nada disto, “tudo em prol da democracia”, disse Eike Batista num programa de TV, dias atrás.
Não é gabolice. Ele aspira ser “o homem mais rico do planeta” e adora contar de como extraiu do fundo da terra os bilhões que tem. Sua esdrúxula visão de “prestigiar a democracia” através do dinheiro (como se tudo fosse bem de consumo, que se compra e vende) talvez escandalize sociólogos e analistas políticos, mas retrata a realidade. A eleição está cheia de iscas. O povão contenta-se com a cesta básica. Os “grandes” buscam peixe maior: para amansar o cipoal burocrático federal, a intimidade com o poder começa na campanha eleitoral!
Nosso milionário-mor, porém, financia seus candidatos com dinheiro do BNDES. Sim, pois a fortuna de Eike Batista multiplicou-se desde que se fez íntimo de Lula da Silva e obteve mais de R$ 4 bilhões em financiamentos do BNDES, a prazos tão longos, que parecem sem fim.
Dos grandes ou pequenos produtores gaúchos, quem conseguirá sequer 1% do que foi dado a Eike?
A maré da campanha eleitoral envolve a todos. O eleitorado brasileiro é quatro vezes a população da Argentina, mas nem por isto o povo se politizou. Os grandes temas desapareceram, o debate de ideias evaporou-se. Já não se exige que os candidatos exibam o passado para afiançar o futuro.
Em menos de um mês, festejaremos 21 anos do retorno à eleição presidencial direta. Em 1989 nos libertamos da última tutela que a ditadura nos havia pendurado ao pescoço, como canga em boi, e votamos pela primeira vez desde o golpe de 1964. Pouco progredimos, porém. Continuamos a votar só porque é obrigatório. Os partidos (inundados de gente inculta, sem passado e alheia às realidades profundas da vida) abrigam corruptos e aventureiros. Até ridículos, pois isso “dá voto”.
A “politização” se resume a apertar botões. A urna eletrônica fez do sufrágio um ato de manejar números e acabou com a recontagem de votos, dando margem à fraude. Quem assegura que peritos em eletrônica (desses que violam as senhas das contas na internet) não possam configurar as urnas antecipadamente, para que o voto a fulano se compute para beltrano?
Se violar o sigilo do Imposto de Renda passou a ser quase comum na Receita Federal, o que dizer da urna?
O escândalo da violação dos dados da filha de José Serra, pela Receita Federal, será indício de que começam a instaurar um “Estado policial” que exerce o poder também pela chantagem? Não creio que sua oponente Dilma Rousseff esteja implicada na trama sórdida, mas o presidente da República tinha obrigação de esclarecer tudo e punir os envolvidos, para tranquilidade geral.
Ou, no governo, até os espiões são gabolas?
Flávio Tavares *Jornalista e escritor

Fonte:ZH 05/09/10

sexta-feira, setembro 10, 2010

É preciso Reagir

Diante dos fatos políticos no Brasil e no RS, não precisamos de muitas palavras. Desejo um ótimo fim de semana para todos, iluminada por Deus.
Não consegui visitá-los nesta semana, e senti falta.
Estou chegando, me aguardem com chimarrão ou café.

quarta-feira, setembro 08, 2010

Abrir a porta em pleno voo

"Na madrugada da última segunda-feira, um passageiro se sentiu mal e tentou abrir a porta do avião em que viajava de São Paulo para João Pessoa. Posso imaginar perfeitamente o tumulto a bordo. Certa vez, eu estava num airbus quando um garoto de uns 18 anos tentou a mesma proeza, em plena madrugada, a mais de 20 mil pés de altitude. Ele foi detido a tempo pela tripulação, lógico, ou eu não estaria aqui contando o episódio. Mas foi um susto e tanto. Como é que alguém aparentemente sereno, saudável, de repente levanta do seu assento e tenta pular fora sem levar em consideração as consequências?

São inúmeros os claustrofóbicos. Estando num avião fechado, distante da terra firme, o desespero não deve ser fácil de controlar. Uma vez dentro, não há para onde fugir. Ainda assim, alguns arriscam. Imagino que o impulso torna-se mais forte do que a razão. É preciso tentar escapulir, mesmo que o desfecho seja trágico.

Poucas coisas são tão angustiantes quanto se sentir preso a uma situação desconfortável. Há quem faça loucuras menores, mas ainda assim loucuras, como sair de um carro em movimento, sem esperar que ele pare. Temos pressa em nos desvencilhar do que é violento. E nem estou falando de tentativas de agressão, estupro, em que a fuga se faz necessária. Estou falando de violência psicológica. É quando a mente não consegue mais nos ajudar a contemporizar, esperar, relevar. Ela nos deixa totalmente na mão. Apenas ordena: corra!
Abrir a porta em pleno voo é uma metáfora perfeita para essas situações-limite.
Mas seria mais prudente sair fora com algum planejamento e enquanto ainda resta um pouco de juízo. Em vez de terminar uma relação simplesmente sumindo, melhor ter a cortesia de se despedir, o que será levado em conta no caso de um arrependimento. Em vez de sair de um emprego explodindo com o patrão, melhor mandar uma mensagem por e-mail dizendo “venho por meio desta...”, elegantemente deixando a porta aberta para uma nova oportunidade mais adiante. A empregada que não vem trabalhar na segunda, nem na terça, nem na quarta, deixa para trás seus direitos e uma boa carta de recomendação. O adolescente que briga com o pai e desaparece levando uma mochila rompe um laço que um dia lhe fará falta. O pai que também desaparece levando uma mochila e abandona a família rompe um laço que, mesmo que não lhe faça falta, fará aos filhos. Nada como aguardar o momento certo de dar adeus, saindo com calma, explicando seus motivos e dizendo até logo, em vez de abrir a porta em pleno voo sem pensar um segundo nos parceiros de viagem.
Sair esbaforido é quase sempre um suicídio com riscos não calculados."
Fonte:Zero Hora
Agradeço a visita de todos durante o feriadão.A viagem foi ótima. Nesta semana postarei fotos e "relatórios".
Hoje compartilho este texto da Martha,pois para mim, quarta-feira é um dia "cheio".
Desejo um dia iluminado por Deus e produtivo à todos.
Aguardem a minha visita.

sexta-feira, setembro 03, 2010

"Quem inventou o Amor?"

Quem inventou o amor?
" Só pode ser alguém com poder supremo,
alguém capaz de diferenciar os sentimentos,
capaz de mudar o mundo com um simples gesto.
Quem inventou o amor?
Só pode ser alguém especial,alguém único, capaz de inundar corações com emoção,
com desejos de reparação.
Quem inventou o amor?
Só poderia mesmo ser nosso Deus, nosso Pai.
Capaz de criar um mundo com tantas perfeições,
que só mesmo o homem para danificá-lo com suas más intenções.
O amor é perfeito, a vida é perfeita,
só depende de quais são olhos que a vê,
de quais são os corações que a sente.
Ame!
Pois o amor é gratuito!"

Amigos,farei feriadão,retorno a atualizar dia 08.Irei visitar minha terra natal, Dom Pedrito (Capital da Paz) e como também sou filha de Deus, darei um pulinho em Rivera(Uruguai).
Desejo à todos um ótimo feriadão, muito juízo e que Deus proteja à todos e seus familiares.
Um abraço forte, de urso.

quinta-feira, setembro 02, 2010

Auxílio-reclusão beneficia mais de 28 mil famílias de detentos

O Ministério da Previdência esclarece que são os familiares dependentes dos presos que recebem o benefício – desde 1960 – para manter o seu sustento enquanto o segurado está na prisão. E, portanto, o preso não tem acesso direto ao dinheiro.
“O princípio constitucional para o pagamento é de que a pena não pode avançar da pessoa que cometeu o crime a outras”, explica o defensor público federal Claudionor Barros Leitão. “Há dependentes que são crianças sem nenhuma consciência sobre as falhas dos pais e não seria justo que ficassem totalmente carentes de recursos.”
Segundo o Ministério, só pode receber os recursos a família de um detento que seja classificado como segurado pelo INSS e tenha renda de até R$ 810,18 no ato da prisão, independentemente da renda dos dependentes. São considerados familiares os cônjuges, filhos, menores sob tutela, pais e irmãos até 21 anos de idade – estes dois últimos, desde que comprovem dependência econômica do preso.
Em geral, a pessoa que recolheu para a previdência social é considerada segurada até doze meses após interromper pagamentos ou ter sacado benefícios, mas há condições específicas. Para quem não recolheu o INSS no passado recente, portanto, não há benefício para a família.
Mais que o salário-maternidade
A família do preso segurado tem direito a receber como auxílio-reclusão 80% da média mensal das contribuições anteriores do segurado, a partir de 1994. Segundo o Ministério da Previdência, os familiares receberam, em média, R$ 586,51 em junho, quantia que está acima do que é pago como salário-maternidade, de R$ 519,01, também em média. Esse valor é dividido entre os beneficiários e não varia conforme o número de dependentes do preso, outra falácia que consta no email que circula na rede.
O benefício é pago, atualmente, a 28,3 mil famílias, o que significa valor mensal total de R$ 16,6 milhões para o cofre do INSS. Mais pessoas recebem auxílio-reclusão do que auxílio-acidente no país. O número de famílias beneficiárias cresceu 6% neste ano em relação a dezembro, mas o número total ainda é bastante restrito, se considerada a população carcerária brasileira, de mais de 470 mil detentos.
Fonte:http://economia.ig.com.br/

terça-feira, agosto 31, 2010

Problemas na qualidade de ensino extrapolam a sala de aula

Municípios com piores Idebs não têm centro cultural ou áreas de lazer. Nas escolas, faltam bibliotecas e laboratórios.
Os estudantes de alguns dos municípios com piores índices de qualidade na educação enfrentam problemas dentro e fora da sala de aula. Na sala de aula, professores com falhas na própria formação e sem cursos contínuos de atualização encaram disparidades que complicam o processo de aprendizagem. Como crianças e adolescentes que não aprenderam a ler e a escrever na idade correta e correm atrás do prejuízo. Muitas vezes, os alunos desinteressam-se pelas lições do professor. Em casa, não encontram o apoio que precisam. As famílias, quase todas c om baixo nível de escolaridade, estão preocupadas em driblar a pobreza e a falta de emprego.
As estatísticas criadas para apontar a qualidade da educação não são capazes de medir todas essas variáveis, que influenciam diretamente o sucesso ou o fracasso de estudantes, escolas e municípios.
Na maioria dos municípios visitados, grande parte da população se sustenta com o Bolsa Família. Os municípios, pobres, não oferecem biblioteca, espaços culturais, atividades esportivas ou de lazer. Nas escolas, não há livros ou laboratórios de ciências. Nas casas, falta qualquer material didático e escolar.
Até sexta-feira, o iG publica uma série de reportagens que mostrará os obstáculos ao direito de aprender. Nesta terça, conheça a realidade de Apuarema, Jussari e Dário Meira, municípios com alguns dos piores resultados do Ideb:
• Apuarema amarga o peso da pior nota na educação do País
• Em Dário Meira, gestores tentam compreender nota no Ideb
• Em Jussari, alunos não conseguem aprender a ler e escrever
Veja mais
Consulte e compare o Ideb das escolas nos anos iniciais
Consulte e compare os números do Ideb das escolas nos anos finais
Conheça a realidade por trás dos números que avaliam a educação

Fonte:http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao

segunda-feira, agosto 30, 2010

Invisibilidade Pública


Tese de Mestrado na USP por um PSICÓLOGO

'O HOMEM TORNA-SE TUDO OU NADA, CONFORME A EDUCAÇÃO QUE RECEBE'

'Fingi ser gari por 8 anos e vivi como um ser invisível'
Psicólogo varreu as ruas da USP para concluir sua tese de mestrado da 'invisibilidade pública'.
Ele comprovou que, em geral, as pessoas enxergam apenas a função social do outro. Quem não está bem posicionado sob esse critério, vira mera sombra social.
O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou oito anos como gari, varrendo ruas da Universidade de São Paulo. Ali, constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são 'seres invisíveis, sem nome'. Em sua tese de mestrado, pela USP, conseguiu comprovar a existência da 'invisibilidade pública', ou seja, uma percepção humana totalmente prejudicada e condicionada à divisão social do trabalho, onde enxerga-se somente a função e não a pessoa.
Braga trabalhava apenas meio período como gari, não recebia o salário de R$ 400 como os colegas de vassoura, mas garante que teve a maior lição de sua vida:
'Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari, pode significar um sopro de vida, um sinal da própria existência', explica o pesquisador.
O psicólogo sentiu na pele o que é ser tratado como um objeto e não como um ser humano. 'Professores que me abraçavam nos corredores da USP passavam por mim, não me reconheciam por causa do uniforme. Às vezes, esbarravam no meu ombro e, sem ao menos pedir desculpas, seguiam me ignorando, como se tivessem encostado em um poste, ou em um orelhão', diz.
Uma vez, um dos garis me convidou pra almoçar no bandejão central. Aí eu entrei no Instituto de Psicologia para pegar dinheiro, passei peloandar térreo, subi escada, passei pelo segundo andar, passei nabiblioteca, desci a escada, passei em frente ao centro acadêmico, passei em frente a lanchonete, tinha muita gente conhecida.
Eu fiz todo esse trajeto e ninguém em absoluto me viu. Eu tive uma sensação muito ruim. O meu corpo tremia como se eu não o dominasse, uma angustia, e a tampa da cabeça era como se ardesse, como se eu tivesse sido sugado.
Fui almoçar, não senti o gosto da comida e voltei para o trabalho atordoado.
E depois de oito anos trabalhando como gari? Isso mudou?
Fui me habituando a isso, assim como eles vão se habituando também a situações pouco saudáveis. Então, quando eu via um professor se aproximando - professor meu - até parava de varrer, porque ele ia passar por mim, podia trocar uma idéia, mas o pessoal passava como se tivesse passando por um poste, uma árvore, um orelhão.
E quando você volta para casa, para seu mundo real?
Eu choro. É muito triste, porque, a partir do instante em que você está inserido nessa condição psicossocial, não se esquece jamais. Acredito que essa experiência me deixou curado da minha doença burguesa.
Esses homens hoje são meus amigos. Conheço a família deles, freqüento a casa deles nas periferias. Mudei.
Nunca deixo de cumprimentar um trabalhador.Faço questão de o trabalhador saber que eu sei que ele existe. Eles são tratados pior do que um animal doméstico, que sempre é chamado pelo nome. São tratados como se fossem uma 'COISA'.
*Ser IGNORADO é uma das piores sensações que existem na vida!
Plínio Delphino, Diário de São Paulo.

domingo, agosto 29, 2010

Laços fortalecidos evitam solidão


Desde criança faço amizade "com Deus e todo mundo"(palavras da minha mãe).
Para mim conviver com as pessoas somente nos torna melhores, mais tolerantes,mais humanas.
Gosto de estar as vezes sozinha,mas não saberia "viver" com a solidão.
Por isto achei esta reportagem muito interessante e coloco aqui:
" Contra o isolamento"
Pessoas sociáveis tendem a ficar menos estressadas e a se cuidar mais.
Um círculo de amigos próximos e fortes laços familiares podem melhorar a saúde de uma pessoa
mais do que exercícios físicos, perda de peso ou abandono do vício em álcool e cigarros, de acordo um artigo publicado no periódico científico Plos Medicine.
Pessoas sociáveis parecem colher recompensas extras de seus relacionamentos, ao se sentirem menos estressadas, cuidando melhor de si e se arriscando menos em sua rotina diária do que pessoas mais isoladas, segundo a revisão de estudos científicos. As pesquisas que avaliam o impacto de relacionamentos na saúde mostraram que pessoas que pertenciam a um grupo social mais amplo – de amigos, vizinhos, parentes ou todos juntos – tinham uma taxa de sobrevivência 50% maior.
O impacto notável das conexões sociais no bem-estar orientou pesquisadores a alertarem clínicos gerais e autoridades da área de saúde para que levem a solidão tão a sério quanto outros riscos como alcoolismo e tabagismo.
A interação constante não é benéfica apenas psicologicamente, mas influi diretamente em nossa saúde física – afirma Julianne Holt-Lunstad, psicóloga da Brigham Young University, em Utah (EUA).
A equipe de Julianne revisou 148 estudos que rastreavam a interação social e a saúde de 308.849 pessoas ao longo de 7,5 anos, em média. A partir disso, os especialistas investigaram como a taxa de mortalidade variava dependendo do grau de sociabilidade de cada um.
Concluiu-se que ser solitário e viver isolado eram características que faziam tão mal a uma pessoa quanto fumar 15 cigarros por dia ou ser alcoolista. Ficou comprovado que os hábitos são tão perigosos quanto não se exercitar e duas vezes mais danosos à saúde do que ser obeso.
Julianne diz que a convivência com familiares e amigos pode ajudar em tempos difíceis e até a encontrar significado na vida.
Quando alguém é conectado a um grupo e se sente responsável em relação a outras pessoas, esse senso de propósito e de significado se traduz em ter mais cuidado consigo e em assumir menos riscos.
Ela explica que não há um número definido de quantos relacionamentos são suficientes para aumentar o bem-estar, mas as pessoas relataram sensações mais positivas nos casos em que raramente se sentiam sozinhas: próximas a um grupo de amigos, mantendo bom contato com a família e tendo alguém em quem podiam confiar e contar como confidente.
No artigo do Plos Medicine, os autores apontaram que médicos, educadores e mídia costumam levar a sério os perigos do fumo e a importância de dieta e exercícios físicos. O que deve ser feito a partir de agora é estimular esses profissionais a adicionar os relacionamentos sociais à lista.
Um relatório da Fundação de Saúde Mental, divulgado em maio, culpou a tecnologia e as pressões da vida moderna pelo sentimento disseminado de solidão em grupos de todas as faixas etárias na Grã-Bretanha. A enquete com mais de 2,2 mil adultos descobriu que uma pesssoa em cada 10 às vezes se sentia sozinha, e uma em cada três gostaria de se mudar para mais perto da família.
IAN SAMPLE The Guardian (fonte:ZH)
Tradução: Fernanda Grabauska
Atenção às amizades dos adolescentes:
Laços fortalecidos ao longo da vida evitam solidão na velhice:

sexta-feira, agosto 27, 2010

Ai de nós, quem mandou?

Para dar "continuidade" ao texto de ontem,publico este da Martha.
Homens e mulheres sempre serão temas interessantes, pois um não vive sem o outro, e são "seres" muito diferentes. Viva a diferença!
Não devemos generalizar,homens não são todos iguais, assim como as mulheres.
Desejo um ótimo fim de semana.

Ai de nós, quem mandou?
"Mulheres ganham salários menores do que os dos homens, e líderes feministas seguem lutando para reverter essa injustiça. Mas já não sei se é boa ideia continuar batalhando por igualdade. Depois de ler o resultado de uma recente pesquisa feita pela Universidade de Harvard, fiquei inclinada a pensar que talvez seja melhor manter as coisas como estão. A pesquisa chama-se Schooling Can’t Buy Me Love (Escolaridade não pode me comprar amor) e confirma que mulheres que estudam mais acabam progredindo e, quanto mais bem-sucedidas, menores as chances de se casar.
Os homens ainda não estão preparados para abrir mão da superioridade que o papel de provedor lhes confere. E mesmo os mais antenados, que apoiam que suas mulheres sejam independentes, ficam inseguros se elas tiverem cargos de chefia e muita visibilidade. Ganhar dinheiro, tudo bem, mas aparecer mais do que eles já é desaforo.
Beleza. O que vamos dizer para nossas filhas? Estudem, mas fazer doutorado e mestrado é exagero, antes um bom curso de culinária. Tenham opiniões próprias quando conversarem com as amigas, mas em casa digam só “ahã”, para não se incomodar. Usem seu dinheiro para comprar roupas, pulseiras e esmaltes, esqueçam o investimento em viagens, teatro e livros. E, na hora de se declararem, troquem o “eu te amo” por “eu preciso de você”, “eu não sou ninguém sem você”, “eu não valho meio quilo de alcatra sem você”. Homens querem se sentir necessários. Só amados não serve.
Que encrenca que as feministas nos arranjaram. Estimularam o pensamento livre, a autoestima, a produtividade e a alegria de trilhar um caminho condizente com nosso potencial. De apêndices dos nossos pais e maridos, passamos a ter um nome próprio e uma vida própria, e acreditamos que isso seria excelente para todos os envolvidos, afinal, os sentimentos ficaram mais honestos, e com eles os relacionamentos. O amor deixou de ser o álibi para um lucrativo arranjo social. Passou a ser mais espontâneo, e as carências de homens e mulheres foram unificadas, já que todos precisam uns dos outros para dividir angústias, trocar carinho, pedir apoio, confessar fraquezas, unir forças no momento das dificuldades. Todos se precisam da mesma forma, não de formas distintas. Mas há quem defenda que homem só precisa de paparico e mulher de quem tome conta dela, punto e basta.
Nunca imaginei que em 2010 ainda estaria escrevendo sobre isso. Achei que os homens já tivessem percebido o quanto ganham em ter uma mulher inteira a seu lado, e não um bibelô. Acreditei que a competitividade tivesse dado lugar a um companheirismo mais saudável e excitante, onde todos pudessem se orgulhar dos seus avanços e se apoiar nas quedas, mas que iludida: isso é coisa pra meia dúzia de emancipada, filha. Essas mulheres aí que não cozinham, não passam, não lavam, só evoluem, essas não são exemplo pra ninguém, são umas coitadas de umas infelizes que pagam as contas e ainda se acham divertidas, se fazem de inteligentes, querem bater perna em Nova York, pois vão arder no fogo do inferno, vão amargar na solidão, vão se arrepender de ter lido aquela Simone de Beauvoir, vão morrer abraçadas aos seus laptops, aqui se faz, aqui se paga, escreve aí.
Tamo ferrada."
Martha Medeiros
Fonte:ZH

quinta-feira, agosto 26, 2010

Tive sorte (não nasci homem)

"Seria muito diferente se a gente vivesse em um desses países que apedreja, mutila e anula as mulheres. Mas aqui, na relativa igualdade do Brasil, volta e meia me pego pensando: sorte que eu não nasci homem.
Nada contra o gênero, longe disso. Fã dos portadores do cromossoma XY, com muitos anos de honestos serviços prestados à raça masculina, não consigo imaginar nada mais sem graça que um mundo só de moças. Ainda assim, meu gosto pelos homens se resume a tê-los eternamente por perto, em relações de amizade, trabalho, amor e etc., sem jamais ter desejado, nem por um minuto, ser um deles. Inveja do pênis e outras perturbações do tipo? Estou foríssima.
Deixando de lado as complicadas questões sociais, que o assunto aqui segue por outro rumo, vida de homem é mais difícil que vida de mulher. Homem está sempre sob pressão, não pode relaxar nunca para não correr o risco de alguém achar que ele não é homem. Desde menino, homem se prova o tempo inteiro. Mesmo que deteste futebol, que prefira não levar socos nas costas ao ser cumprimentado pelos amigos, que odeie morcilha e torresmo, vai aguentar tudo isso no osso, e se forçando a gostar, pelo bem da sua imagem.
Homem não pode pedir sanduíche só de queijo, não pode ficar feliz com roupa nova, não pode se interessar pela salvação dos pandas. Não deve comprar um cachorro pequeno e peludo, a não ser que tenha o álibi de uma filha. Convém não dizer que está de dieta, não ler livros escritos por autoras, não criar gatos, não se matricular no Pilates. Se não produz barulhos corporais em público, parece meio afeminado. Se usa xampu e protetor solar, é suspeito. Se já fez quarenta anos e ainda não casou, aí tem.
É preciso muita firmeza para não dar uma escorregadinha que influa no próprio julgamento.
Uma camisa de cor menos convencional, um corte de cabelo diferente, chamar um bebê de fofinho, qualquer descuido pode ser fatal.
Ser homem é pedreira e agora me ocorre que só uma coisa exige mais macheza: ser gay.
Sorte que eu nasci do outro lado da força."
Claudia Tajes
Fonte:Zero Hora

terça-feira, agosto 24, 2010

De olho nos vereadores

"A lição do Bambu"
'Depois de plantada a semente deste incrível arbusto, não se vê nada, Durante 5 anos, todo o crescimento é subterrâneo, invisível a olho nu, Mas, uma maciça e fibrosa estrutura de raiz, que se estende vertical e horizontalmente pela terra está sendo construída".
Amigos,sei que só interessa para os cidadãos de Gravataí os gastos das diárias dos vereadores daqui.
Eu estou de olho, e sugiro que fiquem de olho na câmara do seus municípios.
A farra dos vereadores é denunciada pela imprensa há anos.

Gastos com Diárias da câmara de Gravataí no período de Janeiro a dezembro/2009 = Total 81 diárias 49.841,73


ACIMAR ANTONIO DA SILVA (PMDB) total 2 diárias 1.230,66
2 BRASILIA /DF 1.230,66
ANABEL LORENZI(PSB) total 2 diárias 1.230,66
2 BRASILIA /DF 1.230,66
FRANCISCO PINHO(DEM) TOTAL 18 11.075,94 (hj dep.est e cand)

=TOTAL 18 11.075,94
4 CRICIÚMA/SC 2.461,32
6 SÃO PAULO/SP 3.691,98
3 BRASILIA/DF 1.845,99
5 CRICIÚMA/SC 3.076,65
NADIR FLORES DA ROCHA(PMDB) total 15 diárias: 9.229,95
4 CRICIÚMA/SC 2.461,32
6 SÃO PAULO/SP 3.691,98
5 SÃO PAULO/SP 3.076,65
RICARDO CANABARRO(PV) total10 diárias 6.153,30
5 SÃO PAULO/SP 3.076,65
5 SÃO PAULO/SP 3.076,65
ROBERTO ANDRADE(PP) total 12 diárias 7.383,96
2 BRASILIA /DF 1.230,66
2 SÃO PAULO/SP 1.230,66
3 BRASILIA/DF 1.845,99
5 CRICIÚMA/SC 3.076,65
TANIA REGINA FERREIRA(PT) total 10 diárias 6.153,30(cand. a dep.est)
5 SÃO PAULO/SP 3.076,65
2 SÃO PAULO/SP 1.230,66
3 BRASILIA/DF 1.845,99
VAIL CARLOS CORREA(PTB) total 12 diárias 7.383,96 (cand.dep.est)
5 SÃO PAULO/SP 3.076,65
2 SÃO PAULO/SP 1.230,66
5 SÃO PAULO/SP 3.076,65

Gastos com Diárias da câmara de Gravataí no período de Janeiro a agosto/2010
Total =
78 diárias 47.303,94
ACIMAR DA SILVA
(PMDB) total 10 diárias 6.368,69
2 diarias Brasilia 1292,20
3 diárias Brasília 1.845,99
5 CASTRO/PR 3 .230,50
BERNARDO NUNES(DEM) 8 diárias total 5.046,12
4 CRICIUMA/SC 2.461,3
4 CAMBURIÚ/SC 2.584,80
LUIZ CARLOS DIAS (PT) total 5 diárias 3.076,65
5 diárias BRASILIA/DF 3.076,65
MARCIO SOUZA (PT) total 5 diárias 3230,50
5 diárias SÃO PAULO/SP 3230,50
NADIR FLORES DA ROCHA(PMDB) total 4 diárias 2.461,32
4 CRICIUMA/SC 2.461,32
RICARDO CANABARRO(PV) total 12 diárias: 7.383,96
4 CRICIUMA/SC 2.461,32
4 CRICIUMA/SC 2.461,32
4 FLORIANOPOLIS/SC 2.461,32
ROBERTO ANDRADE(PP) total 14 diárias 8.676,16
4 CRICIUMA/SC 2.461,32
3 BRASILIA/DF 1.845,99
5 BRASILIA/DF 3.076,65
2 BRASILIA/DF 1.292,20
TANIA FERREIRA total :10 diárias 4.753,39
3 BRASILIA/DF 1.845,99
5 LIVRAMENTO/RS 1.615,20
2 BRASILIA/DF 1.292,20
VAIL CARLOS CORREA total 10 diárias 6.307,15
5 BRASILIA/DF 3.076,65
5 SÃO PAULO/SP 3.230,50

domingo, agosto 22, 2010

Uma história para valorizar a nossa vida

Final de domingo, mais uma semana chegando e quantos problemas pendentes para resolver, ou que a solução nem depende de nós. Então antes de nos lamentar,vamos ler esta matéria, para descobrir o quanto somos felizes e que o tamanho dos nossos problemas não é tão grande quanto pensamos.
Desejo uma ótima semana para todos.
Conheça a rotina de um hospital onde vivem crianças que nasceram e nunca conseguiram ter alta.

"Minha casa é a UTI"

O segundo governo de George Bush começou em 2004.
O escândalo do mensalão explodiu em 2005.
Os ataques do PCC e a reeleição de Lula deixaram sua marca em 2006.
O maior acidente aéreo do Brasil e a morte de 199 pessoas com a queda de um avião da TAM em São Paulo aconteceram em 2007.
A eleição de Obama e a chegada de Ronaldo Fenômeno ao Corinthians, em 2008.
Todas estas voltas que o mundo deu nos últimos seis anos foram assistidas por Giovanna, Matheus e Gabrielle por um mesmo ângulo.
Desde que nasceram e até dois anos atrás, eles nunca haviam sequer sentado, sentido uma brisa no rosto ou um pingo de chuva na pele. Estavam em leitos de hospital de diferentes locais de São Paulo, precisando de aparelhos para respirar e de energia elétrica para sobreviver.
Histórias parecidas destas e de outras 25 crianças se encontraram em 2008 em uma mesma unidade de saúde. Na data, o hospital Arnaldo Pezzuti, em Mogi das Cruzes – Grande São Paulo, tornou-se referência para abrigar pacientes infantis que não tinham nenhuma perspectiva de alta hospitalar por conta de doenças degenerativas e malformações congênitas que os acompanham desde que chegaram ao mundo."
Quer saber toda a história, acesse o link :http://delas.ig.com.br/filhos/minha+casa+e+a+uti/n1237745366005.html#3

quinta-feira, agosto 19, 2010

Bi da América


A América foi pintada mais uma vez de vermelho.
Estou feliz.
Agradeço à todos que me desejaram sorte.

quarta-feira, agosto 18, 2010

Dia Especial:18/08





Quero compartilhar aqui, o quanto este dia 18 de agosto é especial para mim.
Primeiro porque eu pai faria aniversário, e todos 18/8 eu me lembro dele o dia todo.
E hoje é a decisão da Libertadores, e o Internacional decide o título em casa.
Estive em todos os jogos, mas não estarei na final, porque sou uma entre os 55 mil sócios que não conseguiu ingresso.
Sou colorada por causa do meu pai, meu marido é colorado e na semana que eu engravidei estive no jogo (Inter x Santos 07/09/95), ou seja, o Matheus vai ao estádio Beira-Rio desde a primeira semana de fecundação.
Nesta noite acordei várias vezes.
Estou muito ansiosa e para mim, o título só vem depois do apito final.
Para quem não tem paixão por time, deve já ter passado por algum dia muito esperado, as horas não passam.
Ansiedade e tensão são o que estou sentido.
Quero ser bi campeã da América.
Fotos:Meu Matheus em março na praia do Jacaré em João Pessoa(Paraíba)
Bebê Nathália,1 ano (fonte ZH)foto capa do jornal ZH.

segunda-feira, agosto 16, 2010

Sakineh, uma mulher como nós

" Adoçantes não calóricos. Massagem com compressas de ervas quentes. Máquinas high-tech para eliminar a celulite. Modelador térmico para criar cachos naturais. Esmalte de tratamento para unhas frágeis. Clareador de manchas com ácido bio-hialurônico. Hidratante bloqueador de radicais livres. E sigo folheando uma adorável revista feminina, que nos conduz a um mundo onde tudo é lindo, glamouroso e caro, mas sonhar não custa nada, e viro mais uma página, e outra, enquanto penso: uma moça chamada Sakineh Mohammadi Ashtiani pode morrer apedrejada a qualquer momento por um suposto adultério cometido anos atrás.
Mulheres se candidatam à presidência, dirigem empresas, pedem o divórcio, viajam sozinhas, investem na sua vaidade, mas nenhuma dessas conquistas pode nos orgulhar enquanto ainda houver o costume de enterrar uma criatura no chão com apenas a cabeça de fora para que leve pedradas de diversos homens e não podem ser pedras GG, tem que ser as de tamanho M, pois exige-se que o suplício seja longo. Que tom de gloss será conveniente para assistir ao badalado evento?
Sei que há diversas outras modalidades de desrespeito aos direitos humanos, inclusive no Brasil, mas neste momento estou vestindo a camiseta da Sakineh. Quero falar sobre o ato primitivo de se apedrejar uma mulher na cabeça até a morte. Não discuto o motivo torpe da condenação, pois nem que ela tivesse matado alguém, em vez de simplesmente ter feito sexo com alguém, seria justificativa. Não há justificativa para a brutalidade. É a lei do Irã, é a religião do Irã, é a tradição do Irã, e daí? Quando meu estômago embrulha, é sinal de que algo bem perto de mim está acontecendo. Distância só existe quando a gente racionaliza, o sentir unifica. O Irã faz parte do mundo em que eu vivo. O meu tempo e o da Sakineh são o mesmo. Somos contemporâneas. Ela não é um personagem, existe. Tem filhos. E se a mobilização internacional não surtir efeito, em breve será enterrada até a altura do busto, com os braços presos para não poder proteger o rosto.
O que dói, mais do que tudo, é reconhecer que avançamos tanto e ainda não conseguimos atingir um grau de humanidade que seja comum a todos, homens e mulheres de qualquer lugar e de qualquer crença. O que podemos fazer por Sakineh? Rezar para que ela seja enforcada, que é o plano B. Ufa, seria um alívio.
Há uma petição circulando pela internet. Acredito tanto na eficiência desses abaixo-assinados como acredito em creme antirrugas, mas volto a dizer: sonhar não custa nada. www.liberdadeparasakineh.com.br
Eu já assinei. Agora vou passar meu incrível tônico de renovação celular “future solution”, pois, como qualquer mulher, adoro cuidar da minha pele."
Martha Medeiros
Fonte:ZH

sábado, agosto 14, 2010

Por que se rouba tanto?

"Meu sobrinho que estuda em Sydney (e lava pratos num restaurante para se manter) contou aos colegas de serviço que seu pai teve o carro roubado aqui em Porto Alegre (um carro tão antigo, que nem imposto paga mais). Os australianos fizeram cara de espanto:
– Como assim? Roubam carros lá?
E como roubam! Roubam carros, carteiras, celulares, tampas de bueiros, qualquer coisa que tenha algum valor, por mínimo que seja. Pior do que isso: assaltam casas, bancos, shopping centers. Pior ainda: agridem para roubar, matam para roubar, às vezes matam até depois de roubar. Que país é esse? – devem pensar os australianos e todos os que moram num lugar civilizado, em que é possível deixar uma bicicleta escorada na calçada e voltar para pegá-la no fim do dia.
Confesso que não tenho resposta para esta pergunta. Não entendo por que se rouba tanto em nosso país. Certamente não é por necessidade. O país acaba de registrar uma histórica mobilidade social, com cerca de 27 milhões de pessoas ascendendo para a classe média, segundo reportagem recente da revista Exame. Significa que todas essas pessoas passaram a ter rendimentos suficientes para equipar suas casas com geladeiras, televisores e computadores. Moro num bairro habitado predominantemente por pessoas desta classe. Não passa semana sem que algum morador da vizinhança tenha sua casa arrombada e seus bens furtados por ladrões que não mais se intimidam diante de cachorros, cadeados e alarmes.
O que fazer? Ir para a Austrália lavar pratos?
Ainda acredito que um dia construiremos a nossa própria Austrália por aqui mesmo, mas essa roubalheira toda – que começa por cima, com governantes desonestos, políticos que fazem turismo com dinheiro público e instituições incompetentes para puni-los – me dá um certo desânimo.
Até parece que temos uma cultura da ladroagem. Há sempre alguém querendo apropriar-se do que não é seu. Todos correm riscos, os que têm muito, os que têm o suficiente e mesmo os que têm muito pouco. Rouba-se carro velho. Rouba-se placa de sinalização. Rouba-se qualquer coisa. E os presídios estão tão abarrotados, que a Justiça tem optado por libertar os presos.
Outro dia, num artigo irônico publicado neste jornal, um professor exigiu o direito de ser tratado como bandido – sob o argumento de que os marginais desfrutam de mais regalias do que os cidadãos honestos e ainda têm a vantagem de não precisar se trancar em casa. O único consolo que nos resta parece ser mesmo a ironia.
Se algum australiano lesse o texto, teria todo o direito de dizer:
– Como assim?"
Nilson Souza:jornalista
Fonte:ZH

terça-feira, agosto 10, 2010

Somos Responsáveis sempre

"Somos responsáveis não só pelo que fazemos, mas também pelo que deixamos de fazer. " ( Moliére)

domingo, agosto 08, 2010

Governo Estadual "zela" pelo que é do povo

O que é público esta sendo tratado com desprezo justamente por quem foi eleito para zelar, administrar o patrimônio do povo gaúcho.

Conforme reportagem do jornal ZH (maio/09) o RS poderia perder bafômetros adquiridos pelo Ministério da Justiça.
Após esta matéria, não soube se o governo retirou estes aparelhos.Perguntei ao jornal ZH, o qual não respondeu ( creio que não sabe) .
Comando rodoviário da BM (mandou perguntar para o fale conosco da BM (sem resposta) e tb para o Detran)
*Detran (mandou perguntar para daer,eptc,prf )
Daer é responsável pelas estradas
PRF respondeu que é com o governo estadual
ETPC é um órgão municipal,
Perguntei por email para o chefe de gabinete da governadora (sem resposta) e até para a governadora Yeda pelo twitter.

Não descobri se o governo estadual retirou os bafômetros no Ministério da Justiça.
Se não sei aonde estão os bafômetros,eu sei aonde estão as viaturas da BM:
Viaturas a céu aberto

Em uma fazenda da Brigada Militar (BM), em Itaara, na Região Central, 32 viaturas da corporação foram flagradas a céu aberto, atrás de um matagal. Todos os veículos pertencem ao Comando Regional da BM. São diversos modelos de automóveis – Uno, Palio, Corsa, entre outros –, van, caminhonete e até jipe, alguns com os vidros quebrados, outros com as portas danificadas e o porta-malas aberto, sem rodas e sem para-lamas. A lataria de muitos está danificada, mas a de outros tem pontos amassados. Alguns carros aparentam um estado razoável de conservação, com rodas, pneus, bancos, vidros intactos, entre outros itens. ZH 29/7/10

quinta-feira, agosto 05, 2010

Brasil levado a sério

Depois desta lista de candidatos "qualificados e preparados" apresentados pelos partidos para legislarem para o povo e pelo povo. Eu acho que meu filho não falou besteira quando me disse"mãe cria o Partido Vermelho(cor do Inter) já que nenhum presta e se candidata,tu e o pai, porque vocês não fazem besteira".
Cada vez que eu lembro disto, morro de rir, da ideia do guri.
Já a lista abaixo eu morro é de chorar.
Alguém se habilita a dar o seu voto?

Acelino Popó Freitas
(PRB-BA)ex-boxeador, concorre a deputado federal
Maguila(PTN -SP)Ex-boxeador, quer ser deputado federal
Marcelinho Carioca (PSB-SP)Ex-jogador, Câmara
Romário (PSB-RJ)Ex-jogador, Câmara
Vampeta (PTB-SP)Ex-jogador, Câmara
Fabiano (PMDB-RS )Ex-atacante do Inter, candidato a deputado estadual
Danrlei(PTB-RS )Ex-goleiro do Grêmio, deputado federal
Leandro(DE M-SP)Membro do grupo KLB, deputado estadual
Kiko(DE M-SP)Membro do grupo KLB, concorre adeputado federal
Netinho (PC do B-SP)Pagodeiro e apresentador de TV,Senado (como gosta de bater em mulher,acho que ele quer acabar com a Lei Maria da Penha).
Reginaldo Rossi
(PDT -PE)Cantor, Assembleia
Renner (PP-GO )Integrante da dupla Rick & Renner,Senado
Gaúcho da Fronteira (PTB-RS)Músico, Assembleia
Sérgio Reis (PR-MG)Cantor e ator,Câmara
Ronaldo Esper (PTC-SP )Estilista, Câmara
Pedro Manso(PRB-RJ)Humorista, Assembleia
Dedé Santana Júnior(PS C-PR)Filho de Humorista, Assembleia
Tiririca(PR-SP )Humorista, Câmara
Tati Quebra-Barraco (PTC-RJ)Funkeira, Câmara
Mulher Melão(PHS-RJ Assembleia
Mulher Pera(PTN-SP) Câmara

quarta-feira, agosto 04, 2010

A Justiça Brasileira me revolta

Como acreditar na Justiça, se ela "pune" um ministro com uma aposentadoria de R$25 mil reais?
O crime compensa neste país, esta é a única explicação.
Estou revoltada, indignada.
Devo acreditar que Supremo Tribunal Federal contestará?

Como explico este triste episódio para meu filho que tem 14 anos? Se eu não compreendo,o que dirá ele.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) puniu ontem, com aposentadoria compulsória um ministro de um tribunal superior. Paulo Medina, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), foi condenado por unanimidade pela participação em esquema de venda de sentença judicial em favor de bicheiros e donos de bingos.
A decisão ainda pode ser contestada no Supremo Tribunal Federal (STF). Medina também responde a uma ação penal no próprio STF, onde será julgado por prevaricação e corrupção passiva. No CNJ, ele respondeu a um processo administrativo disciplinar e recebeu a pena máxima prevista na Lei Orgânica da Magistratura Nacional, que é a aposentadoria.
Por conta das investigações, Medina já estava afastado do cargo havia mais de três anos. O CNJ foi criado em 2005 para realizar o controle externo do Judiciário e é formado por 15 membros.
Investigações da Polícia Federal, que culminaram no início de 2007 na Operação Hurricane, afirmaram que Medina teria negociado, por meio de seu irmão, Virgílio Medina, o recebimento de R$ 1 milhão por uma liminar concedida em 2006 e depois cassada pela ministra Ellen Gracie, do STF.(Fonte: ZH)

terça-feira, agosto 03, 2010

A Primeira Neve do ano aqui no RS


" A serra gaúcha registrou na noite de ontem a primeira neve do ano. Os relógios marcavam cerca de 23h em Cambará do Sul quando começaram a cair os primeiros flocos.
Os termômetros de rua apontavam 2°C quando o fenômeno teve início, após um dia de garoa em Cambará, nos Campos de Cima da Serra. Apesar do clima úmido, gelado e do horário, alguns moradores foram às ruas para ver a neve.
A meteorologia já previa frio intenso para hoje no Estado, com temperaturas próximas a zero grau e possibilidade de neve na serra catarinense." Fonte:Jornal Zero Hora
Sou gaúcha e apaixonada pela minha Terra.
O Rio Grande do Sul é muito lindo.

segunda-feira, agosto 02, 2010

Polícia para quem precisa

“Dizem que ela existe/Pra ajudar/Dizem que ela existe/Pra proteger/Eu sei que ela pode/Te parar/Eu sei que ela pode/Te prender/Polícia! Para quem precisa...”
Já assiti a mais de um show dos Titãs e eles sempre provocam uma excitação na plateia ao tocar essa música. Plateia majoritariamente jovem que têm com a polícia uma relação pouco amistosa ou muita amistosa, dependendo da situação. Polícia é pró ou contra conforme o lado que estamos.
Para o rapaz que atropelou o filho da atriz Cissa Guimarães, a polícia foi uma mãe. Os agentes foram testemunhas quase oculares do acidente, já que chegaram ao local do atropelamento poucos minutos depois, antes mesmo das ambulâncias, mas desdenharam do acidentado e se concentraram no atropelador, aquele que dirigia um carro semidestruído e que poderia render uma gorda propina. Infelizmente, no lugar do motorista, muitos teriam feito o mesmo: “Quanto você quer para não ter me visto?” No lugar do policial, poucos teriam respondido: “Quero os fatos, apenas”. Policiais ganham uma merreca, trabalham em atividade perigosa, são estigmatizados e mal treinados. Não há muito interesse em ser honesto às duas manhã.
Dias depois, um policial de Fortaleza, outro despreparado, atirou contra Bruce Cristian, que tinha nome de artista, mas não era artista, estava apenas na carona da moto do seu pai, que não viu o PM tentando interceptar seu caminho e acelerou em frente, o que bastou para que seu filho de 14 anos levasse um tiro na nuca, por trás.
“Dizem pra você/Obedecer/Dizem pra você/Responder/Dizem pra você/Cooperar/Dizem pra você/Respeitar/Polícia! Para quem precisa...”
Tudo é acidental. É o que consta dos relatórios, dos inquéritos, dos depoimentos: desculpe, foi acidental. Matar é um acidente. Corromper é um acidente. O Brasil é um acidente.
Difícil apontar inocentes e culpados num país que não consegue fazer seus cidadãos entenderem a importância da seriedade na conduta social, um país que não consegue moralizar o cotidiano, que possui uma lei para cada caso e não uma lei única e severa que se imponha sobre o “acidental”.
Somos todos franco-atiradores querendo se safar. Policiais vestem um uniforme e portam armas com a chance de brincar de mocinho e bandido, sem se darem conta de que a bala não é de festim. E ainda têm a rara oportunidade de se sentirem superiores a filhinhos de papai: “Quero 10 mil, estaciona ali e te vira”. E os cadáveres ficam pelo caminho. Polícia, quem precisa?
Todos nós precisamos da polícia. De homens cuja missão é nos proteger. E os policiais precisam de nós também, que deveríamos fazer a nossa parte, agindo com civilidade e assumindo nossos erros. Porém, sem treinamento e salário decente nas corporações, sem educação e respeito às leis na sociedade, enfim, sem uma ética nacional que valha para todos, instala-se o faroeste."
Martha Medeiros Fonte:ZH 28/7

quinta-feira, julho 29, 2010

Circo na Praça

"A grande tragédia da política e da administração pública é ter, sempre, as pessoas erradas nos lugares certos de certos lugares. É como se, no circo, o palhaço domasse os leões!
Escrevi isso, aqui, ao início da campanha eleitoral de 2006, ao discordar dos que comparam a atividade política a um circo. Frisei: o circo é algo sério; exige engenho e arte, treinamento e disciplina, coerência e precisão. Aqueles homens e mulheres no trapézio, nas argolas de fogo ou na destreza da pirueta, prepararam-se para nos transmitir a sensação de que o ser humano tem poderes até nas travessuras do palhaço.
Em quatro anos, tudo se solidificou ainda mais. O circo continua a exigir coerência e integridade. Na atividade político-partidária, os conluios esdrúxulos se multiplicaram. Hoje, na promiscuidade eleitoral já não se sabe quem é quem. O passado não vale; o futuro é a névoa do presente. Só é claro o absurdo, e as vantagens são a única meta.
Ouvi agora o “jingle” da campanha de Fernando Collor para governador de Alagoas. A música é pobre mas pegadiça, e o refrão é uma sucinta enciclopédia da desmemória brasileira: “É Lula apoiando Collor,/ é Collor apoiando Dilma/ pelo bem dos carentes,/ e é Dilma apoiando Collor/ e os três para o bem da gente”.
Nada melhor do que a eleição de presidente, governadores e senadores para mostrar que não há partidos políticos no Brasil. Os aglomerados disformes registrados como tais reúnem, mais do que tudo, ambições pessoais, não propostas de organização da sociedade. Não há tradição nem linha partidária e os adversários de ontem viram irmãos siameses hoje.
A “base aliada” do governo Lula da Silva, por exemplo, reúne 12 partidos. Vão do PT ao PMDB (ambos conhecidos de sobejo) ou do PDT (fundado por Brizola como opção socialista-democrática) ao PP (herdeiro dos 21 anos de ditadura direitista), além dos outros comensais das migalhas do banquete.
Essa mixórdia transmite-se às eleições presidenciais. O PP de Paulo Maluf, por exemplo, apoia Dilma Roussef, candidata do PT-PMDB, mas “informalmente”. Ou seja, se o outro candidato vencer, apoiará o governo de José Serra, do PSDB.
Entre nós, Yeda Crusius teve no governo multicoloridos partidos que, após usufruírem do poder, apearam do estribo formando montaria própria para enfrentá-la na reeleição. Como? Eles não eram “governo” também?
O apego ao poder é a característica de nossos políticos. Depois de provarem o sabor de governar, não vivem sem cargo público.
Altos cargos de grandes empresas públicas abrigam políticos sem nenhuma relação profissional com suas atividades. Dias atrás, a imprensa comentou o caso do ex-governador Alceu Collares, conselheiro da hidrelétrica de Itaipu, cobiçada sinecura de R$ 30 mil mensais. Ex-carteiro dos correios e bacharel em Direito, o Conselho de Itaipu só lhe exige participar de reuniões bimestrais.
Em artigo neste espaço, dias atrás, o empresário Paulo Vellinho advertiu aos governantes: “Em vez de artifícios sociais e econômicos, busquem a eliminação das desigualdades pela valorização do trabalho e a qualificação humana”. E com a lucidez da experiência, confessou: “Constrange-me ser brasileiro, um país que não teve coragem de eleger seu povo como principal objetivo da nação”.
Por tudo isto, no próximo horário eleitoral, se houver palhaços, não pensem no circo."

Flávio Tavares (Jornalista e escritor)
Fonte:Zero Hora 25/07

terça-feira, julho 27, 2010

Fome de "Leão":Já Pagamos 700 Bilhões

Mais de R$ 700 bilhões em impostos estaduais, municipais e federais já foram pagos pelos brasileiros neste ano, de acordo com o Impostômetro, painel que mostra a estimativa da arrecadação no país. A marca foi atingida ontem, 40 dias antes na comparação com o ano passado – quando igual cifra foi alcançada em 4 de setembro.
Enquanto a arrecadação aumenta em um ritmo de 15%, a economia cresce na faixa dos 5%
No ano passado, o país chegou a um recorde de arrecadação de R$ 1,09 trilhão, que neste ano deve ser ultrapassado com folga:
Na pior das hipóteses, teremos R$ 1,25 trilhão em 2010, mas se continuar crescendo a 15%, serão R$ 1,3 trilhão.
Em www.impostometro.org.br (imagem e link no blog à direita) é possível acompanhar o avanço da arrecadação no Brasil, nos Estados e nos municípios. (Fonte ZH).
Está aí um grande motivo para nós exercermos o nosso dever de cidadão que é cobrar e fiscalizar.
Para onde vai tanto dinheiro?Ele reverte em benefícios para o povo?
Não sabemos porque os órgãos de fiscalização "trabalham" com ineficiência.
A maioria dos eleitores não cobram dos seus representantes.
Está mais que na hora de mudar, afinal R$1,3 trilhão saindo do bolso dos cidadãos não é pouca coisa.
Este ano tem eleições, vamos fazer a nossa parte com responsabilidade.

segunda-feira, julho 26, 2010

Livro:"Orgulho e Preconceito"

Primeiro eu vi o filme, e agora acabo de ler este romance.
Autora:Jane Austen, considerada por muitos a figura mais importante da literatura inglesa depois de Shakespeare,com seu olhar aguçado sobre a sociedade inglesa dos século XIX, releva um mundo de orgulhos, interesses e preconceitos de classe..um impressionante retrato da burguesia inglesa na época.
"Pela primeira vez publicado em 1813, Orgulho e Preconceito tem sido consistentemente o romance mais popular de Jane Austen. A obra, retrata a vida pacata em uma sociedade rural daqueles dias; e contasobre osiniciais desentendimentos e mais tarde mútua compreensão entre Elizabeth Bennet (cuja vitalidade e humor tem geralmente atraído leitores) e a arrogante Darcy. O título Orgulho e Preconceito se refere (entre outras coisas) à maneira em que Elizabeth e Darcy se viram pela primeira vez. A versão original do romance, entitulado Primeiras Impressões ,foi escrita em 1796-1797..."
Desejo uma ótima semana para todos.

quinta-feira, julho 22, 2010

O descaso dos nossos governantes


Acidente na BR-116
Congestionamento chegou a 15 quilômetros no sentido Interior-Capital
Vejam o que aconteceu ontem na região metropolitana de Porto Alegre:
"Ao arrastar e destruir outros 12 veículos que estavam parados, um caminhão bitrem (com dois reboques), carregado com 31 toneladas de arroz, protagonizou um acidente impressionante ontem no final da manhã. O mega-engavetamento, que ocorreu na rodovia Porto Alegre-Novo Hamburgo (BR-116), paralisou Canoas por mais de três horas e produziu um congestionamento de mais de 15 quilômetros que se prolongou até Sapucaia do Sul." ZH
Trânsito difícil na BR 116 vem há anos, e "ninguém" toma uma atitude.
Ontem não houve nem uma vitíma fatal.Vão esperar acontecer uma tragédia?ela já é anunciada há muito tempo.
Ontem em entrevista o engenheiro e especialista em trânsito Mauri Panitz disse que até 2014, este problema não estará solucionado.
Na terça-feira um deputado federal colocou no twitter:"Estou na 116 entre Esteio e Canoas há exatos 40 minutos ( p 5 km)! Ate quando?" E eu respondi:"eu é que pergunto para os nossos governantes." resposta dele:"se fosse minha área te responderia agora! "

Atitude, planejamento e vergonha na cara é o que falta nas nossas "autoridades".
Nós elegemos representantes para quê?
Nós pagamos impostos para quê?
É por isto que eu sempre falo:se os cidadãos cobrassem, pressionassem, "eles" seriam obrigados a agir.
Neste ano o Brasil terá 136 milhões eleitores e o RS 8,1 milhões .
Será que esses tantos milhões não teriam a força diante de 81 senadores(3 do RS) e 513 deputados federais (31 do RS),um presidente e um governador por Estado?
E porque os nossos 55 dep.estaduais não cobram uma atitude do governo?Eles foram eleitos para serem nossos representantes.
Está mais que na hora do eleitor parar de ser omisso.
Voto consciente e fiscalização constante.
Eu faço a minha parte,e tu fazes a tua?

terça-feira, julho 20, 2010

A polêmica Lei da Palmada


Está claro que gerou polêmica e debates,pessoas contras ou não, sobre a Lei que proíbe pais darem palmadas nos filhos.
Não pode existir uma lei,se ela é impossível de ser fiscalizada, pois com as leis que são "possíveis" não ocorre a fiscalização.
Como o "governo" poderá "fiscalizar" cada lar que tenha filhos menores?
O único lado positivo que vejo é o tema debatido, a maneira de educar e tratar as nossas crianças.
Toda criança tem direito a um lar,alimento, educação, segurança e principalmente amor, mas não é esta a nossa realidade.
A criança deve viver num ambiente de amor, de respeito..
Para educar não é preciso agredir, há diálogo e castigo, e é assim que educo meu filho que tem 14 anos.
(Quando criança e adolescente, apanhei muito da minha mãe, pois sempre fui muito rebelde, questionava com a mesma intensidade que faço hoje. O que não aceitava por achar errado, queria respostas e sempre vinha em forma de "surra".
Isto não me intimidava, continuava rebelde e "apanhando", claro
.)
Educo o meu filho bem diferente como fui educada, se ele errar, oriento e quando necessário aplico castigo.
Nunca acreditei que surrar fosse a maneira correta de corrigir.
Posso garantir que nunca o Matheus ganhou um tapa ou beliscão tanto de mim como do meu marido.
Sei dizer "não", meu filho é educado com limites, e por ser único não é egoísta, muito menos tem o mundo ao seus pés .
É uma adolescente feliz e amado.
Não coloquei aqui tudo o que gostaria, mas o suficiente para resumir a minha opinião.
Feliz Dia do Amigo e muito obrigada por passarem por aqui.

quinta-feira, julho 15, 2010

Casamento homossexual na Argentina

Em uma polêmica que dividiu a população e os políticos do país, o Senado da Argentina aprovou nesta madrugada o projeto de lei que autoriza o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Segundo o texto "o casamento terá os mesmos requisitos e efeitos, independente de os contratantes serem do mesmo ou de diferente sexo". Um dos pontos mais controversos dessa equiparação está na possibilidade de os casais homossexuais adotarem crianças.
Eu acho "bobagem" o casamento no "papel" civil e religioso, mas respeito quem "sonha" em seguir a tradição,independente da condição sexual.
Acredito também que os homossexuais devem ter o mesmo direito dos heterossexuais, ambos são cidadãos com obrigações e pagam os mesmos impostos.
Então porque alguns podem casar e outros não?
Porque o casal heterossexual pode pôr de dependente seu companheiro(a) no convênio médico(por exemplo), já o homossexual tem de brigar na justiça para "tentar" conseguir?

Sei também que a maioria da sociedade é preconceituosa e hipócrita.
Acredito que ser homossexual é uma condição genética e não uma "opção sexual".
Sou da opinião que os direitos e as obrigações devem ser iguais para todos.

terça-feira, julho 13, 2010

Senado, para quê?

Em 2010, de acordo com fontes governamentais, o Senado da República vai custar ao bolso dos contribuintes a bagatela de R$ 3 bilhões.
São 81 senadores, rodeados por uma corte de 6 mil funcionários. Em números absolutos, significa dizer que cada senador, anualmente, custa uma média de R$ 37 milhões aos cidadãos que pagam impostos. E, neste momento, depois de o governo ameaçar não aprovar os 7,7% para os aposentados, utilizando o mais do que desgastado argumento de uma possível quebradeira na Previdência, o Senado aprova um aumento de 25% no salário de seus funcionários. É uma atitude que dá uma medida da distância que separa a “Câmara Alta” da sociedade que ele deveria representar.
Do meu ponto de vista, já há muito tempo, oO termo mais adequado seria “espúria Senado passou a ser uma instituição ilegítima. ”, mas, para não passar a ideia de intransigente e radical, fico com o “ilegítima”. Na verdade, creio que deveríamos ter uma representação unicameral, com candidatos eleitos para uma única legislatura, com mandados revogáveis a qualquer momento e com voto facultativo. Não creio que fosse resolver o problema da farsa parlamentar, mas, certamente, reduziria o nível de dissociação esquizofrênica e corrupção, hoje instalados na representação parlamentar.
O mais importante disso tudo é que poderíamos utilizar esses R$ 3 bilhões e mais os 25% de aumento, para melhorar nosso sistema público de saúde. Que, como é de conhecimento geral, continua em crise, com um modelo equivocado e sem um financiamento adequado.
Com esse dinheiro todo, poderíamos ampliar a rede básica de saúde, fator primordial na sustentação do sistema de saúde. Estimando que o custeio de uma Equipe de Saúde da Família gire em torno de R$ 360 mil/ano, seria plenamente possível manter mais 8.334 equipes/ano. Só para ter uma ideia, no RS existem 1,2 mil Equipes de Saúde da Família em atividade, correspondendo a 39% da cobertura necessária. Com esses valores, conseguiríamos alocar mais 1.876 equipes para uma cobertura ideal, e ainda sobrariam recursos para implantar mais 6.458 equipes em outros Estados. Ou ficaríamos com mais um naco desse dinheiro e colocaríamos em funcionamento o Laboratório Farmacêutico do Estado (Lafergs), que está, de uma forma criminosa, parado há mais de 20 anos, ali na Avenida Ipiranga.
Lucio Barcelos *Médico sanitarista, ex-secretário de Saúde de Porto Alegre

segunda-feira, julho 12, 2010

Um lugar para ler... por favor!


Falar, escrever, comentar, pesquisar, fundamentar e incumbir os fiéis escudeiros, anos de estudos para a educação, isso é prática comum de sucessivos governos que sempre, “sempre” possuem a fórmula do sucesso.
Mas sou professora e trabalho em escola pública que já foi referência educacional nos idos da década de 80, e como tantas outras não conseguiu resistir ao desmonte da escola pública.
Atualmente, na escola em que trabalho, a biblioteca está fechada, não tem professor para atendimento. Como se pode pensar em educação sem acesso à leitura na escola, será possível? Como?
Há pouco mais de 30 dias, participei de um curso, no qual, entre outros assuntos abordados, estava a linguagem, o conto de histórias, sugestões maravilhosas de incentivo à leitura e aí como colocar as ideias na prática? Se até mesmo a simples troca de livros, constantemente adiada, por não ter ninguém na biblioteca, é feita pela boa vontade do professor regente da classe, que se dispõe a interromper sua aula e promover a troca junto com seus alunos.
Entendo que também faz parte da prática pedagógica do professor, mas biblioteca na escola fechada serve para quê?
E sucessivamente, os governos vêm se especializando em edições cada vez mais caras e sofisticadas de visual impressionante, livros e mais livros que contenham a sua marca ou, pelo menos o nome de algum secretário impresso na primeira página, para lembrar para a posteridade que essa teoria “nova” ou prática “nova” foi pesquisada, estudada, cientificamente comprovada ou até mesmo “re” inventada em tal governo.
Se a biblioteca da tua escola está aberta e funcionando, vale dar uma olhada, para ver se ainda estão por lá, que não faz tanto tempo assim, uma variedade enorme de livros com “práticas novas de aprendizagens”, com as siglas da vez e palavras do modismo educacional da época.
E aqui chamo à reflexão, logo vamos ter em palanques, propagandas e horários eleitorais, a educação como prioridade estampada em qualquer programa de governo. Prestem atenção e verão os que defendem o modelo vigente sempre mostrando que podem ser melhorados e os que atacam mostrando que é possível uma nova forma.
Será que já não é hora de rever vários conceitos e procurar não o novo, o moderno, mas o simples, prático e possível para qualquer segmento da sociedade?
Todos passam pela mão do professor, e são tantas as ideias mirabolantes que todos acabam esquecendo que passaram e que todas as gerações continuarão passando pelas mesmas mãos do professor.
Lembre disso.
Rita de Cacia Pinto Bergental- Professora do Ensino Médio
Fonte:ZH

sexta-feira, julho 09, 2010

A Pedra


O distraído nela tropeçou...

O bruto a usou como projétil.

O empreendedor, usando-a, construiu.

O camponês, cansado da lida, dela fez assento.

Para meninos, foi brinquedo.

Drummond a poetizou.

Já, Davi, matou Golias, e Michelangelo extraiu-lhe a mais bela escultura...

E em todos esses casos, a diferença não esteve na pedra, mas no homem!

Não existe "pedra" no seu caminho que você não possa aproveitá-la para o seu próprio crescimento.

Independente do tamanho das pedras, no decorrer de sua vida. não existirá uma, que você não possa aproveitá-la para seu crescimento espiritual.

Quando a sua pedra atual, tenho certeza que Deus irá te dar sabedoria, para mais tarde você olhar para ela, e ter orgulho da maravilhosa experiência que causou em sua vida, no seu crescimento espiritual.

Abençoado dia pra você!!!
Autor Desconhecido
Não foi possível por estes dias passar por aqui.
Desejo um ótimo final de semana, e creio que na semana que vem, estarei com tempo para este mundo virtual.
Força e perseverança, pois é preciso saber "carregar" a nossa pedra.
Um grande abraço.

terça-feira, julho 06, 2010

O espelho mente?

' Nós, humanos, somos “bichos” especiais. Você pode, agora, por exemplo, dar-se por infeliz porque se acha feia, feio. Pode se olhar no espelho e não gostar do corpo que vê, achá-lo gordo, muito magro, baixo, muito alto, o que for, achá-lo, enfim, sem graça. Mas não deve esquecer que o que o espelho mostra não é o que você vê...
Pode, também, e em sentido contrário, ver esse mesmo corpo lindo, bonito, uma peça de ourives... Não virá do espelho essa “visão”, virá do seu conceito sobre si mesmo. Não somos, mais das vezes, o que pensamos ser, mas podemos ser muito mais do que somos, depende do modo como pensamos...
Pronto, já dei as voltinhas necessárias. Agora quero dizer que acabei de ler a história de um sujeito que conheço faz anos. A história estava num jornal.
Esse homem, quase na casa dos 60, passou por muitas e nada boas na vida. Por um acidente doméstico, acabou ficando “deformado” no rosto, tinha quatro anos. Foi-lhe muito difícil a vida de criança e de adolescente. Era alvo de chacotas, de risinhos estúpidos de parte de jovens mal-educados, etc, etc.
Esse homem é hoje uma pessoa realizada, de bem com a vida, apesar de tudo. Ele conta de seus sofrimentos em palestras. E costuma dizer uma frase especial, a frase que me trouxe até aqui. A frase é esta: “O maior preconceito do mundo é o que a gente sente de nós mesmos!”. Irretocável.
De fato, somos os maiores críticos e adversários de nós mesmos. Se sou “feio” e vejo isso no espelho, o que importa? Poderia nada me importar se eu não me importasse com os outros. Sofro por pensar no que os outros podem pensar de mim. Que estupidez!
Temos largos preconceitos sobre nós mesmos, por causas reais ou imaginárias, o que é pior. Uma causa real? Posso ter “três” orelhas. E daí? Vão desdenhar de mim? Aos desdenhadores, direi que ouço melhor do que eles... Faço isso? Não. Não me aceito, quero ser aprovado pelos outros, vivo pela cabeça dos outros, sofro, sou infeliz e não me dou conta de que sou um refinado estúpido em não me aceitar. E não se aceitar não significa não fazer esforços para crescer como pessoa – como pessoa, não como manequim dos outros...
Você tem razão, é muito fácil falar. Mas enquanto apontarmos o dedo acusatório contra nós mesmos, estaremos perdidos. De fato, somos os mais preconceituosos contra nós mesmos.
Ser
A psicologia psicanalítica garante que todos nós vivemos para compensar um sentimento de inferioridade real ou imaginário
. Real ou imaginário, os efeitos são os mesmos na vida. Compensar? Então, vamos lá.
Que compensemos com livros, artes, excelsitude num trabalho e excelência no caráter. E, assim, seremos apreciados como minas de ouro...
LUIZ CARLOS PRATES
Amigos, estou ciente da minha ausência nos blogs amigos, assim que der,estarei lá.
Desejo um dia produtivo para todos que passam por aqui.

segunda-feira, julho 05, 2010

O trouxa da vez


"Sexta-feira à noite. Na SC-401, no caminho que leva às praias do Norte da Ilha, em Florianópolis, um congestionamento enorme. Tudo certo, se fosse verão. Mas em pleno inverno? Passa um cara a pé pelo acostamento e pergunto:
– Moço, você sabe se aconteceu algum acidente lá na frente? O trânsito está todo parado.
– Não, senhora. Este povo todo está indo para Jurerê. Tem um show de um grupo de pagode lá. E é bom a senhora não ter pressa. Tá assim parado até depois do viaduto – responde e prossegue.
Isso ele nem precisava ter dito. Eu conseguia ver, para o meu desespero, que a fila não andava. Sem poder me mexer, fiquei lá, só esperando e observando a reação dos motoristas.
Em poucos minutos, o que era para ser fila única transformou-se em três.
Eu no meio, na pista certa. Um carro que veio pelo acostamento me esmagava de um lado, e, na esquerda, um veículo vinha grudado em mim, retrovisor colado com retrovisor. Dentro dos dois automóveis, turmas de jovens que não deviam ter mais do que 20 anos de idade, bebendo cerveja e escutando um som que retumbava nos meus ouvidos, de tão alto. Uma festa, com direito a garrafas de cerveja voando pela janela.
O motorista da esquerda tentou entrar na minha frente, e eu grudei no carro da frente, não dei passagem. Acho isso um absurdo. Os caras vêm, cortam fila e ainda te olham com cara feia se você não dá passagem. Ah não, comigo não.
Então, o motorista tentou grudar no veículo da frente, um pequeno caminhão com placas de Concórdia, e se deu mal. O motorista do caminhão não arredou pé e ainda puxou um pouco o veículo para a esquerda. Resultado: o motorista que se achava o dono da pista saiu com um lado inteiro do carro riscado, além do retrovisor quebrado.
Ele ainda teve a coragem de tentar puxar briga com o motorista do caminhão, mas foi contido pela namorada. Ela sabia que ele estava errado e que todos da fila acompanhavam atentamente o desenrolar da história e poderiam servir de testemunha das imprudências.
Eu, que normalmente sou contra qualquer tipo de violência, me senti vingada, com vontade até de bater palmas, porque esses motoristas que não respeitam filas merecem, mesmo, um castigo. E todos sabemos que não existe castigo melhor do que aquele que dói no bolso. Do caminhão, que tinha carroceria de madeira, não saiu sequer a tinta. Meu herói da sexta-feira!
Cada vez que preciso atravessar as pontes para ir ou voltar do centro de Florianópolis, principalmente nos horários de maior pique, quase morro de raiva destes motoristas que não respeitam a fila e, depois, se metem na frente dos outros, deixando o trânsito, já complicado, cada vez mais caótico. E o que mais me irrita é que raramente acontece algo com estes infratores, por falta de policiamento. Aí, onde a impunidade impera, os espertinhos tomam conta. E azar da gente, que teima em acreditar que as leis – incluindo aí as de trânsito – foram feitas para serem cumpridas. Nós passamos por trouxas."
Viviane Bevilacqua
Fonte: Diário Catarinense
04/07/10