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segunda-feira, julho 01, 2013

O que revelam as manifestações?

A onda de manifestações que atinge as principais cidades brasileiras já entrou para a história. Cinco características são marcantes: 1. Mudança comportamental. O silêncio da população frente a situações indesejadas deu lugar a protestos veementes. 2. Ausência de uma pauta única de reivindicações. A questão do valor das passagens foi somente o estopim dos protestos, que passaram a contemplar outras questões, passando pela corrupção, má qualidade dos serviços públicos, gastos com a Copa do Mundo, privilégios de corporações etc. 3. Noção de que a irresignação popular não pode ficar restrita ao mundo virtual das redes sociais. Para ganhar força e ser eficaz, um protesto tem que ganhar as ruas. 4. Pluralidade de atores e ausência de lideranças. Para a maioria dos participantes, o comparecimento às ruas tem sido espontâneo, fruto de um sentimento de mudança. 5. Caráter apartidário. As manifestações estão repelindo as agremiações partidárias, o que revela o esgotamento do atual sistema eleitoral, a descrença nos partidos políticos e nos seus quadros.

Essas características, por sua vez, levantam questões relevantes: qual será a duração desses movimentos? A partir do instante em que a pauta de reivindicações é ampla, não se esperam resultados em curto prazo. Contudo, se a pressão popular ceder, as reivindicações tendem a perder força. Os protestos tendem a descambar para a violência? Por mais simpática que seja a causa, ela não resistirá à violência, que não é tolerada pela sociedade. O desafio está nas mãos das autoridades que, em colaboração com a maioria pacífica dos manifestantes, têm que remover dos protestos aqueles que, mediante atos violentos, abusam do direito de protestar.

Como a mensagem dos manifestantes será recebida e interpretada por quem detém o poder político? A amplitude das reivindicações, somada à ausência de lideranças, dificulta a interlocução dos seus objetivos. Por fim, esses movimentos terão repercussão nas eleições de 2014? Um baixo índice de renovação dos órgãos de representação coletiva no próximo pleito seria uma contradição com a própria ideia que as manifestações passam. Por certo, o país enfrenta um momento de aprendizado e de reflexão.

*Professor de Direito Constitucional, doutor em Direito do Estado
MARCELO SCHENK DUQUE* | *PROFESSOR DE DIREITO CONSTITUCIONAL, DOUTOR EM DIREITO

Fonte: Zero Hora

terça-feira, junho 18, 2013

O Povo Precisa Acabar Com a Sua Passividade:


É preciso protestar, reagir,chega de ser um povo inerte. É preciso exigir candidatos melhores, estou cansada de votar no menos pior. A reforma política precisa sair do papel, os impostos precisam ser bem aplicados, é preciso dar um basta para a corrupção.
Não é possível aceitar que foi investido mais de um 1 bilhão para o Mané Garrincha ( em Brasília não tem clubes de futebol ); 1 bi no Mineirão; 1 bi no Maracanã; 800 milhões no Fonte Nova; perdão da dívida dos países africanos; doações de helicópteros da FAB à Bolívia; doações para a construção de um centro médico na palestina; gastos absurdos nas viagens ( US$19 mil foi o valor da diária da suíte presidencial do hotel onde Dilma se hospedou em Nova York em setembro passado. A parada técnica em Atenas, onde visitou museu e o Parthenon antes de ir à China (abril de 2011), custou US$ 121,3 mil só em hospedagem e diárias de servidores...) o remédio que ajudou a curar o câncer da Dilma foi vetado pelo SUS...(esqueci de algo mais?).
Enquanto isso o povo não encontra atendimento médico digno.
Os presídios não socializam os presos e sim tornam eles doutores e mestres em crimes, e quem sofre as consequências com o caos nos presídios é a sociedade.(sim, somos nós).
Se queremos uma escola melhor, que não falte professor, nossos filhos precisam estudar numa escola privada.
Nunca me conformei com a passividade do povo.
É preciso votar melhor e também fiscalizar sempre. Sou a favor do protesto, jamais da destruição do patrimônio público e privado.
Espero que o maior protesto seja feito nas urnas.
Nunca aceitarei a violência... nada a justifica.
Dizem que o Brasil melhorou, só se foi para "eles".
Esta é a minha opinião.

terça-feira, novembro 13, 2012

Fazer rir


O deputado federal Francisco Everardo Oliveira Silva (PR-SP) alcançou esta semana o cume do noticiário político ao fazer o inesperado: participou de 100% das sessões legislativas ordinárias deste ano na Câmara dos Deputados. Inesperado porque apenas 18 parlamentares, Silva incluído, tiveram assiduidade total às sessões de votação, conforme levantamento divulgado esta semana. E mais inesperado ainda porque Francisco Everardo é o nome de batismo do palhaço Tiririca, aquele do slogan de campanha "Pior do que está, não fica".
Antes mesmo de ser eleito para a Câmara, em 2010, com 1,3 milhão de votos, Tiririca tornou-se alvo de um dos mais gritantes episódios de bullying político da história. O Ministério Público Eleitoral tentou impugnar sua candidatura por falsidade ideológica _ teria transferido todos os bens para terceiros para escapar de processos trabalhistas, de alimentos e partilhas movidos pela ex-mulher _ e por ser analfabeto. (Num protesto respeitável contra o preconceito e a hipocrisia, a ex-deputada e educadora Esther Pillar Grossi ofereceu-se para alfabetizá-lo antes da posse.) Criou-se a expressão "Efeito Tiririca" para designar celebridades que, sem maior relação com a política, tornam-se puxadores de votos e garantem a eleição de candidatos com votações ínfimas em eleições legislativas.
É impossível fazer rir sem um senso preciso de oportunidade. Conhecedor dessa velha regra do circo, Tiririca guardou alguns números para depois da eleição. Não se limitou a dar quórum a sessões sonolentas. Votou a favor do direito a proventos integrais com paridade para servidores aposentados por invalidez, da regulamentação da carreira de procurador municipal, da efetivação dos atuais donos de cartórios, da expropriação de terras onde houver trabalho escravo e da criação do Sistema Nacional de Cultura. E foi contrário à transferência, da União para o Distrito Federal, da atribuição de manter a Defensoria Pública do Distrito Federal.
Além de ser figura carimbada em plenário, Tiririca deu o ar da graça na comissão da qual faz parte, a de Educação e Cultura. Participou de audiências públicas sobre alvarás para instalação de circos e regulamentação do ensino de música, cultura e cinema. É ativo na Frente Parlamentar Mista em Defesa da Cultura, condição na qual participou de reuniões nos ministérios da Educação, da Cultura e da Saúde e no Palácio do Planalto. A pedido da UNE, apresentou emenda ao Plano Nacional de Educação prevendo mutirão pela alfabetização de jovens e adultos. Suas emendas ao Orçamento Geral da União deste ano privilegiam programas culturais, esportivos, de saúde e de assistência social, totalizando recursos de cerca de R$ 15 milhões. Um terço desse montante é destinado a hospitais de câncer, santas casas e fundações de assistência infantil.
Em matéria de projetos de lei, a produção de Tiririca foi modesta _ apenas oito em quase dois anos, a maioria sobre questões ligadas à cultura. E, em pelo menos um item da atividade parlamentar, sua performance foi zero: discursos em plenário. Não que o deputado não tenha o que dizer. No único boletim publicado até hoje pelo mandato, ele afirma: "Estando político, é minha obrigação desenvolver projetos e colocar minhas ideias em prática. Sou fruto de uma sociedade que escraviza sem observar os mais humildes, que continuam carentes das ações do Estado. Por isso, o meu compromisso é o de lutar pelo desejo dessa pessoa que não se sente representada como cidadã. Quero muito que a arte popular seja valorizada, que o artista tenha a garantia de que o seu trabalho representa a qualidade do próprio trabalho".
Esse é o deputado Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca. E o seu?
LUIZ ANTÔNIO ARAUJO *Jornalista
Fonte: Zero Hora 11/11/12

segunda-feira, outubro 08, 2012

Eleição Municipal de Gravataí 2012

Resultado das eleições em Gravatai:
Prefeito:            

Marco Alba        PMDB              51.283  votos      54,82 %
Anabel lorenzi      PSB                 40.043  votos      42,80 %
Ailton Goulart       PDT                  1.597 votos        1,71%  
Sadão                  PSTU                  628 votos         0,67%
Daniel Bordignon  PT                    0 votos               0,0%

Eleitores:178.355
Abstenção: 24.449 votos                13,71%
Comparecimento:153.906 votos  86,29%
Válidos: 93.551 votos                      60,78%
Brancos:11,290 votos                        7,34%
Nulos:      49,065 votos                    31.88 % 


Marco Alba (PMDB) foi eleito com 54,82% dos votos válidos. 
Ele interrompe um ciclo de quase 16 anos do PT à frente da prefeitura.

Em uma eleição tumultuada e marcada por ataques entre candidatos, Marco Alba(PMDB) foi eleito o prefeito de Gravataí com 54,82% dos votos válidos. Ele derrotou nas urnas o petista Daniel Bordignon, acabando com um clico de quase 16 anos do PT no comando do município da Região Metropolitana de Porto Alegre. Nesta segunda-feira (8), afirmou ao Jornal do Almoço (veja o vídeo) que espera recuperar a capacidade de investimentos do município. 
“(...) A cidade compreendeu que era necessária a mudança. Conseguimos isso pela estabilidade emocional durante a campanha. Gravataí sempre teve muita polêmica e a política se tornou um desestabilizador da tranquilidade da população. Optamos por uma campanha propositiva, discutimos os problemas da cidade e apresentamos propostas. Conhecemos os problemas e estamos preparados para construir, junto com toda a comunidade, as soluções que a cidade precisa" afirmou.
Gravataí é a quarta economia do Rio Grande do Sul, a quarta melhor receita. Em compensação, investe apenas 1,75% do seu orçamento. Somos a segunda pior gestão fiscal do estado. Temos que fazer um trabalho de recuperação da capacidade de investimento da prefeitura para podermos fazer serviços melhores na educação, na saúde e em tantas outras áreas que a cidade precisa. O desafio é grande, mas queremos unir a cidade, sem mais briga”, acrescentou o peemedebista.
Alba recebeu 51.283 votos. Com a candidatura impugnada pela Lei da Ficha Limpa em duas instâncias, Bordignon aparece com zero voto no resultado da eleição. Todos os votos dados a ele foram considerados nulos até o julgamento da questão no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Como o peemedebista obteve 2.218 votos a mais do que o total de nulos, está eleito independentemente do resultado do julgamento no TSE.
Fonte: G1 RS
PS: Votei na Anabel para prefeita e no Dilamar Soares para vereador. Agora minha obrigação é fiscalizar todos os eleitos. 

terça-feira, outubro 02, 2012

Campanha Eleitoral

As campanhas eleitorais têm muitas histórias folclóricas. No entusiasmo dos palanques, alguns candidatos perdem o bom senso, usam frases de efeito, prometem até a lua e, muitas vezes, dizem um monte de besteiras.
Ponta Grossa, PR. Uma longa fila de autoridades desfilava pelo palco. Deputado estadual, candidato a reeleição, pegou o microfone e, com uma voz rouca, gritou: “O povo está cansado de tanto político macarrão!”. Ficou um silêncio, pois ninguém entendeu onde ele queria chegar. Resolveu então explicar a analogia: “Político macarrão! No começo, são duros, cheios de princípios. Depois, quando entram na panelinha, começam a amolecer”.

Tem a história daquele senhor idoso de uma cidade do interior do RS, lançado candidato a senador. Era uma figura querida por todos, e resolveram fazer um evento para promover a candidatura. No dia da festa, recebeu uma lista das pessoas importantes que estavam presentes e resolveu saudá-los, um a um: “Saúdo fulano de tal, meu querido amigo. Obrigado ao beltrano, pela presença ilustre...”. E por aí foi, naquela lenga-lenga quilométrica até chegar ao nome de um tradicional político de outro partido: “Sr fulano, meu querido eleitor...”. Um assessor puxou-o pela manga do casaco e cochichou: “Doutor, esse aí é adversário”. Como já não escutava muito bem, pegou a deixa e arrematou na hora: “E ainda por cima está de aniversário! Eu convido a todos para cantarmos o parabéns a você!”. E puxou o coro.

Famoso político paulista, já meio velho e cansado, não aguentava mais a estressante rotina de viagens de uma campanha eleitoral. Depois de vários dias na estrada, num fim de noite, foi carregado para mais um palanque. Subiu de má vontade e foi direto ao microfone: “Meus queridos amigos de São Carlos...”. O prefeito cochichou no seu ouvido: “Aqui, não é São Carlos, é São Caetano”. Já de saco cheio, o velho resmungou: “Ah! É tudo a mesma merda!”. Só que o microfone estava aberto, e o comentário soou em alto volume pela praça lotada. Conclusão: não levou nenhum voto no município e teve de sair sob escolta policial.

Interior do Ceará. Candidata à vereadora, discursando entusiasmada em praça pública, soltou o chavão: “O voto é um instrumento da democracia, não pode ser vendido”. A plateia veio abaixo com uma salva de palmas. Empolgada com os aplausos, ficou ainda mais inflamada e arrematou: “O voto é que nem sexo. A gente só dá pra quem a gente quer!!!”.

Kledir Ramil
Fonte: Zero Hora 01/10/12

quarta-feira, abril 13, 2011

Financiamento público:Nós pagamos.

Se alguém se arrepia de ouvir falar em financiamento público de campanha, talvez não tenha prestado atenção no quanto os partidos políticos recebem de dinheiro dos impostos e de multas aplicadas a eles mesmos quando infringem alguma lei. De janeiro a março deste ano, os 27 partidos legalmente inscritos no Tribunal Superior Eleitoral já receberam R$ 66,3 milhões. Até o final do ano, receberão, juntos, mais R$ 199 milhões, distribuídos de acordo com seu tamanho (veja tabela ao lado).

Do total de R$ 265 milhões do fundo partidário deste ano, somente R$ 36,1 milhões virão das multas. O resto é dinheiro do orçamento, que os partidos usam para manter suas estruturas e produzir os programas de rádio e TV que exibem em horário considerado gratuito, mas que também tem custo para os cofres públicos.

A maioria depende desse dinheiro para sobreviver. São poucos os que conseguem recursos expressivos com a contribuição de filiados. O PT, que recebe a maior fatia do fundo partidário – foram R$ 10,8 milhões nos primeiros três meses de 2011 –, é também o que mais arrecada, porque tem uma tradição de cobrar mensalidade dos filiados e uma espécie de dízimo dos que ocupam cargos nos governos do partido. Com milhares de cargos no governo federal e outros tantos nos Estados e municípios que administra, o PT chega capitalizado à próxima eleição e com maiores possibilidades de arrecadação, se persistir o financiamento privado das campanhas.

Os números sugerem que vale a pena criar um partido político, mesmo que ele seja um rotundo fracasso em matéria de resultado eleitoral. Sem representantes no Congresso, o folclórico PCO teria direito a receber no trimestre passado R$ 43,9 mil. Só não recebeu porque não está com as prestações de contas em dia. O PSTU, que também não tem deputados nem senadores, recebeu R$ 193,1 mil.

A fatia de cada um: Veja quanto cada partido recebeu do fundo partidário entre janeiro e março

Partido Valor (R$)

PT 10.831.697,14

PMDB 8.216.841,87

PSDB 7.416.130,47

PR 4.979.509,27

PP 4.770.812,22

DEM 4.654.435,61

PSB 4.581.810,74

PDT 3.238.472,41

PTB 2.730.930,94

PV 2.524.839,75

PSC 2.161.349,36

PC do B 1.933.685,52

PPS 1.689.286,65

PRB 1.341.069,34

PSOL 861.627,98

PMN 852.051,98

PHS 644.997,73

PTC 498.608,15

PSL 465.509,14

PT do B 385.969,28

PRTB 339.664,48

PRP 327.921,82

PTN 247.757,05

PSDC 241.670,02

PSTU 193.157,92

PCB 164.119,08

PCO* 43.960,84*

Valor total pago de janeiro a março:

R$ 66.337.886,76
Dotação orçamentária de 2011:

R$ 265.351.547,00
*A quantia destinada ao PCO permanece sem pagamento

Fonte:Zero Hora Rosane de Oliveira 03/04/11

terça-feira, abril 05, 2011

Ponte de Florianópolis corre risco de cair

"Um dos maiores símbolos de Florianópolis, a ponte Hercílio Luz corre risco de desabar.
Segundo o presidente do Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra), Paulo Meller, três das quatro rótulas embaixo das torres de sustentação estão desgastadas e comprometem a integridade da ponte.
As três estruturas, feitas para oscilar e amortecer o peso da ponte, estão rígidas. Em 1982, a ponte foi interditada por problemas estruturais.
Para diminuir o peso, foi retirada a capa de asfalto.
O coordenador do Consórcio Florianópolis Monumento, Cássio Magalhães, responsável pela reforma da estrutura, afirmou que uma fratura em uma das 360 barras de suspensão da ponte também a colocam em risco.
Iniciada em dezembro de 2008 e prevista para ser concluída até o início de 2014, a reforma da ponte deve consumir mais R$ 170 milhões, segundo o governo de Santa Catarina.
Uma estrutura provisória de aço será feita para aliviar o peso no vão central da ponte e tornar possível seu desmonte. A estrutura deve consumir cerca de R$ 60 milhões."
Fonte:Zero Hora 5/4/11

segunda-feira, março 07, 2011

Se não têm leite, que bebam cachaça!





Eu assistia ao jornal, quando apareceu o líder do governo na Câmara dos Deputados; e tive a impressão de que o homem dizia coisas como “mesmo que usem o Bolsa-Família para comprar cachaça, serão 11 ou 12 milhões de garrafas, o que é bom para a economia...”. Empertiguei-me no sofá e pensei: “Pronto, alucinei.” Como ando meio estressado e um tanto sugestionável pelo filme Cisne Negro, sabia que isso iria ocorrer-me cedo ou tarde, de forma que fui atrás de uma clínica na Capital para internar-me (como de costume agora).

Antes, porém, chequei a informação e constatei que não, não tinha alucinado: o deputado federal pelo PT, Cândido Vaccarezza, realmente dissera o que dissera, literalmente mandando os beneficiários do Bolsa-Família ao boteco da esquina para ajudar, à custa de seus fígados combalidos, a economia nacional. Ironia ou não, foi o que ouvi; tratando-se, na melhor das hipóteses, do primeiro caso, alguém deveria dizer ao político que ironias não ficam bem em pessoas públicas, e que houve quem perdeu cabeça por tais comentários (mesmo que apócrifos).

Imaginem agora o seguinte: o ministro da Fazenda do governo Médici, Delfim Neto, dizendo a mesma coisa numa coletiva, lá nos anos 70. Pois a coletiva nem teria terminado e um funcionário dos Correios viria, resoluto, alcançar-lhe o telegrama de demissão. Só que dessa vez a declaração não vinha de um arauto do capitalismo ferrenho. Ou vinha, não sei – e aí que está o problema. No ano em que o Partido dos Trabalhadores comemora (seria o termo adequado?) seus 31 anos, ver um de seus correligionários estimular, em nome dos “benefícios para a economia”, um vício responsável por 90% das internações psiquiátricas e por mais de 30% dos casos de violência doméstica – e que ademais queima (já que falamos de álcool) recursos anuais do SUS na ordem de milhões – nos desnorteia. O que aconteceu com a tal “ideologia”? Quem defende o que e a que custo? Existe alguma diferença real entre governo e oposição? Parece que nãoe que tudo realmente se dissolvera na tal modernidade líquida de que nos fala Zygmunt Bauman. Ora, líquido por líquido, fiquemos com a cachaça.

Portanto, Sr. pai de família, para que criar caso? Vá tomar sua pinga – e não se esqueça de dar uma para o santo: serão outros milhões de oblações a aquecer o mercado espiritual, que também não anda lá essas coisas...
Alécio Nogueira *Promotor de Justiça
Fonte:Zero Hora

sexta-feira, janeiro 21, 2011

Saúde sem leito:Não ignorem esta causa

Após ler o jornal ZeroHora de hoje(reportagem neste post)enviei esta mensagem aos jornalista:

Prezados jornalistas!

Parabenizo ZH por colocar este tema em destaque na capa.
O caos na saúde é mais que uma vergonha ,é um desrespeito e algo desumano aos cidadãos, não somente aos que necessitam da saúde pública, mas à todos que pagam impostos neste país.
Sugiro
à imprensa divulgar em destaque quanto deveria ser destinado para a saúde e o valor real aplicado.(já perguntei aos políticos e nada, quem sabe vcs tem mais sorte)
Os políticos gritam pelos seus "direitos adquiridos',mas uma saúde pública de qualidade também é um direito adquirido por lei à todos os cidadãos.
Quem deveria "lutar" por nós, não seria os nossos representantes?

Neste mês o governo decidiu reduzir o valor para tratamento do câncer ( http://hype2.me/gnk8 ) e na imprensa gaúcha não saiu uma linha. É preciso "berrar" para estas afrontas à população.( Assim como foi "esperneado" com fervor em todas as páginas e por longos dias sobre os passaportes diplomáticos para os familiares do Lula).
Toda a população merece respeito,um atendimento humano principalmente nos momentos frágeis e de dor.
Cada vez que eu vejo uma reportagem dos doentes sofrendo nos hospitais, eu choro(está certa que sou chorona) de raiva, de indignação.
Não me conformo, não aceito este descaso dos governantes na área da saúde.
Não consigo me acostumar com esta realidade: o colapso nos hospitais.
Solicito aos jornalistas da área da política "cobrarem" com insistência dos políticos mais respeito na área da saúde.
Não é porque eu e vocês não precisamos recorrer à saúde pública que devemos nos isentar desta causa.
No ano passado enviei várias reportagens dos "atendimentos" nos hospitais para o Ministério da Saúde, e ele teve a coragem de responder que a saúde melhorou e que não está um caos. Deduzi que as reportagens não foram assistidas ou a definição de caos não é a mesma que eu tenho. Uma vida com dignidade aos nossos irmãos brasileiros.
Saúde para todos nós.

A REPORTAGEM:

Colapso na emergência hospitalar
Falta de vagas para internação faz com que setor emergencial dos principais estabelecimentos da Capital enfrentem superlotação
Pacientes de pé, os braços conectados ao pedestal que prende a vasilha do soro. Idosos dormindo em cadeiras, enquanto aguardam o resultado de exames. Doentes graves à espera de um leito para internação há 10 dias. Macas e poltronas nos corredores. Médicos exaustos, enfermeiras se desdobrando para aliviar a sinfonia de gemidos. O cenário não é o de uma improvisada enfermaria em tempos de guerra, mas a emergência do Hospital de Clínicas Porto Alegre (HCPA). O quadro se repete no atendimento emergencial dos outros três principais estabelecimentos da Capital.

Na última semana, o Clínicas entrou em alerta vermelho: a emergência poderia atender a 49 pacientes, mas a média vem oscilando entre 120 e 140. Ontem, às 16h, havia 125 adultos no setor e 16 na sala de espera.

– Até o dobro da capacidade, conseguimos suportar. Depois, fica inviável – avisa o administrador da emergência, Daniel Barcelos.

Transitando há 20 anos na emergência do HCPA, o clínico e nefrologista Gérson Nunes ressalta que o drama “é crônico” e parece não sensibilizar as autoridades. Sobrecarregados e aflitos com a situação, médicos, enfermeiras e auxiliares atuam no limite.

– A gente trabalha com vergonha, chateado, constrangido – diz Nunes.

A causa do esgotamento é a falta de leitos para o pós-emergência. Os pacientes entram no Clínicas e ficam no setor, porque não há vagas para internação depois do atendimento. Mas o número dos que chegam supera o dos que saem. Há doentes que ficam uma semana, 10 dias, à espera de transferência. Já houve quem morresse na emergência, à espera de internação.

Além da falta de leitos, exames entram em fila

É uma questão matemática. Os 700 leitos da ala de internação estão invariavelmente ocupados. Logo, os pacientes da emergência não podem ser removidos. Há leitos em outros hospitais, mas Nunes diz que não são equipados para casos complexos.

– O que precisamos é de leitos com capacidade de resolver. E isso não existe – reclama.

A suposição de que as emergências lotam porque alguns pacientes deveriam, antes, consultar nos postos de saúde não se confirma. O administrador Barcelos esclarece que apenas 2% não precisariam do atendimento especializado. O percentual não influi no excesso. Depois de medicados, eles voltam para suas casas.

– O problema é a falta de leito. Pacientes estão completando o tratamento na emergência, quando deveriam ir para a internação – repete Barcelos.

A saturação se reflete em todos os serviços. A agenda de exames atrasa. Nas tomografias e ecografias, a prioridade é para os pacientes graves. Barcelos nota que muitos procuram o Clínicas em busca de um diagnóstico preciso, depois de peregrinar em vão pela rede do Sistema Único de Saúde (SUS).

Causou surpresa que a emergência superlotasse no verão, no período de férias. O médico Nunes diz que não há novidade. E desabafa:

– Sempre foi assim. Não há crise alguma agora, não há uma explicação nova. Sempre foi ruim. O problema é crônico, às vezes se torna público.

Nunes e seus colegas sentem-se expostos, constrangidos. Ele relata uma conversa que teve com um paciente, ilustrativa da precariedade:

Pensei que ia ser internado hoje – diz o doente.

– Não, o senhor terá de aguardar leito. Isso pode levar dias, semanas – explica o médico.

– Ficarei sentado, esperando? – questiona o paciente, preparando-se para o sacrifício.>– Não, o senhor ficará de pé, porque não tem lugar para se sentar...
Paciente em cadeira desde terça-feira

Sentado em uma cadeira, a cabeça recostada à parede, Leo Miguel Niederle, 65 anos (foto), está na emergência do Clínicas desde às 7h30min de terça-feira. Veio de Ivoti com dores abaixo do abdômen. Às 21h30min de ontem, 62 horas depois de dar entrada no setor, aguardava o resultado de exames.

– Sigo esperando – balbuciou.

Leo Miguel sente dores até para falar. Às vezes, tenta dormir na cadeira, vencido pelo cansaço. Nas noites que passou na emergência, não pôde se deitar. O rosto contraído, uma lágrima escapava-lhe pelo olho esquerdo.

terça-feira, janeiro 18, 2011

A Má Educação Urbana

Hoje faz um mês da última atualização.
Não esperava ficar tanto tempo, enfim,é fato.
Estou numa fase de reflexão,de mudança, talvez Natal,ano novo e aniversário tenham contribuído.
Voltei domingo de SC,levantava as 6:30 h e ia com o meu chimarrão para a beira da praia,apreciar o mar e conversar com ele.
Valeu muito o bate-papo.
Estou bem e estou de volta.
Um forte abraço.


Primeira postagem de 2011
A MÁ EDUCAÇÃO URBANA
O custo da falta de civilidade

Em um ano, a Brigada Militar recebe mais de 300 mil trotes no Estado. Todos os meses, 6,6 mil orelhões são danificados. Diariamente, mais de 400 motoristas são multados por estacionar o carro em local proibido.

Os números escancaram como a falta de civilidade conturba a vida de gaúchos e brasileiros, desafiando sociedade e autoridades a encontrar soluções. Em Porto Alegre, deverá ser lançada nas próximas semanas uma campanha destinada a combater a má-educação urbana.

A sociedade não percebe o que é público como seu. O resultado disso é a necessidade de que o Estado esteja presente em tudo o tempo inteiro – avalia, lembrando que o perfil patrimonialista do Estado brasileiro reforça esse sentimento.

As razões

Confira algumas das hipóteses de especialistas para explicar as origens da falta de educação social dos brasileiros: -
Até os anos 50, preponderava no país a cultura interiorana nascida da tradição rural. As relações baseadas no conhecimento interpessoal e no respeito a autoridades, porém, entraram em colapso com a rápida urbanização – e ainda não foram substituídas por outro código de comportamento.
- Os brasileiros têm dificuldade de perceber os bens de uso público como seus, o que favorece o descuido e a depredação. Isso pode ser explicado pelo caráter patrimonialista do Estado, que enfraquece o controle social, e pela tendência da população de esperar soluções sempre dos governantes.
- No Brasil, uma frase comum é “você sabe com quem está falando?”, denotando prepotência associada a poder econômico ou político. Em países desenvolvidos, é mais comum a frase “quem você pensa que é para falar assim?”, indicando maior consciência sobre deveres e direitos iguais.


Pichação
1.254 prédios públicos ou privados da Capital danificados por vândalos nos últimos quatro anos e sete meses. As pichações resultaram em 88 adultos e 159 adolescentes autuados e identificados.A prefeitura de Porto Alegre não dispõe de informações, porém, do quanto a depredação onera os cofres públicos.

Telefones
6,6 mil orelhões 10% dos 66 mil aparelhos do Rio Grande do Sul) sofrem, a cada mês, em média,algum ato de vandalismo. Os casos mais comuns envolvem danos às leitoras de cartões, ao fone, ao teclado, pichações e colagem de propaganda.

Iluminação pública
R$ 188 mil de prejuízo nos últimos três anos em decorrência de atos de vandalismo contra a iluminação pública da Capital, obrigando a reposição de luminárias, cabea mento, reatores e postes.

Trânsito
157 mil multas aplicadas em 2010 por estacionamento indevido em todo o RS
– o 3º tipo mais comum de infração,conforme dados preliminares Detran. Além de prejudicar a circulação dos demais motoristas, essa atitude atrapalha a vida de pedestres.

Segurança pública
327.770 trotes aplicados à Brigada Militar em um ano, apenas em Porto Alegre. São,em média, 37 ligações por hora, feitas geralmente por adolescentes,principalmente nas férias. Em janeiro do ano passado, foram 35.643,superando a média mensal de 27 mil. Além de causar desgastes desnecessários, os trotes ocupam uma das 15 linhas disponíveis no Ciosp da Capital, impedindo que ocorrências reais sejam informadas.

Transporte coletivo
90 ônibus, em média, da empresa Carris, da Capital, voltam para a garagem com algum dano provocado por passageiros mal-intencionados, a cada mês. O desrespeito envolve desde riscos na carroceria, fixação de adesivos e chicletes nos bancos – mais comuns – até ações mais graves como vidros quebrados ou lixeiras arrancadas. Isso significa que, em um mês, até um quarto da frota é vítima de alguma forma de falta de educação.
Fonte:ZH jornalista:Marcelo Gonzatto

domingo, dezembro 12, 2010

Orgulho de Ser Brasileira:Apenas Cinco Motivos



1:Mudança do presidente custará R$ 19,5 mil (ZH 10/12/10)
Para transportar o acervo de presentes, condecorações e cartas recebidas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao longo de seus oito anos de governo, a Presidência pagará R$ 19.499.

A empresa Três Poderes Mudanças e Transporte Ltda, de Brasília, foi selecionada para a tarefa, em pregão eletrônico realizado ontem.

A mudança, que está avaliada em R$ 500 mil, será levada para São Paulo e deve compor o futuro acervo do Instituto Lula, que funcionará na capital paulista.

Por exigência do Planalto, a transportadora terá que providenciar um caminhão climatizado para a adega do presidente, com garrafas de vinho, cachaça, uísque e outras bebidas.

O edital também pede embalagens especiais para transportar roupas e “miudezas em geral”, além de quadros, tapetes, estátuas e “peças especiais em cristais”. Toda a mudança ocupará 11 caminhões. Os objetos começam a ser encaixotados na terça-feira.


2:Móveis para Câmara custarão R$ 587 mil (ZH 11/12/10)
Um mês depois de abrir edital para redecorar cozinha e sala de jantar, a Câmara agora vai reformar os móveis das salas e dos quartos dos apartamentos funcionais usados pelos deputados.
Ao custo estimado de R$ 587 mil, será aberta no próximo dia 20 proposta para prestação de serviço, com fornecimento de material para a troca de tecidos, espumas e estrutura de pufes, cadeiras, sofás, camas e sofás-camas. O custo para a substituição de tecido de cada um dos 200 sofás de dois lugares, por exemplo, é de R$ 490, com gasto total estimado em R$ 98 mil. Já a troca do tecido apenas do encosto de 10 sofás-camas vai sair por R$ 2,4 mil (R$ 240 cada). Em novembro, a Câmara abriu edital para a compra de geladeiras duplex “frost free’’, camas “king-size’’ e mobília.

3:Lula veta vacinas pelo SUS (ZH 12/12/10)
Projeto do Senado obrigava distribuição gratuita de mais cinco imunizantes
O presidente Lula vetou projeto de lei aprovado no Senado que tornava obrigatória a distribuição gratuita de cinco vacinas por meio do Sistema Único de Saúde. A sugestão do veto foi do Ministério da Saúde (MS).

Otexto previa o fornecimento, pela rede pública de saúde, de proteção contra catapora, hepatite A e um tipo de bactéria causadora da pneumonia, além das vacinas meningocócica conjugada C e pneumocócica conjugada valente.

O veto presidencial, publicado no Diário Oficial da União, argumenta que “a inclusão de novas vacinas no calendário básico por meio de lei [...] tornaria mais burocrática e demorada a adoção de novas tecnologias na área de prevenção de doenças”.

O texto, preparado pelo Ministério da Saúde, alega ainda que, pelo menos em um caso – o da vacina pneumocócica conjugada valente –, já estão disponíveis métodos de imunização mais eficazes contra a doença.

“O Brasil é o país que oferece gratuitamente o maior número de vacinas a grupos populacionais alvo, estando disponíveis, atualmente, quarenta e três imunobiológicos”, diz o veto.

Atualmente, o calendário de vacinação é definido exclusivamente pelo Ministérios da Saúde.

4 Cinco emergências de hospitais seguem superlotadas em Porto Alegre ZH online 11/12/10 22h08min

A noite de sábado exige paciência de quem precisa de atendimento médico nas emergências de Porto Alegre. Ao menos cinco unidades de hospitais que atendem pelo SUS estão superlotadas.

A situação mais crítica é do Hospital Conceição onde estão internadas 105 pessoas nas 50 vagas disponíveis. No Clínicas, a situação desta noite está menos grave do que no período da manhã, quando o tempo de espera de casos menos graves chegou a seis horas. Agora à noite, a capacidade da emergência adulta para 49 pacientes está com 90 internados, com o máximo de duas horas de espera para casos com menor gravidade.

O quadro se repete na emergência dos hospitais Ernesto Dornelles, São Lucas e no Santa Clara. No Hospital São Lucas da PUCRS, 35 pessoas estão internadas para apenas 15 leitos, enquanto no Santa Clara são 23 internados para 12 leitos.

5: Arrecadação de impostos até as 14 h de 12/12/10 http://www.impostometro.com.br/
1 trilhão,192 bilhões,664 milhões de reais em impostos no BRASIL.

quarta-feira, dezembro 08, 2010

Alerta:Brasil decepciona em ranking do ensino


NOTA BAIXA
Ensino avança lentamente no Brasil
Resultados do Pisa mostram que educação do país melhorou, mas segue nas últimas colocações.
O Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa, na sigla em inglês) trouxe uma boa notícia para o Brasil: a média do país subiu 33 pontos entre 2000 e 2009.
Os números, porém, devem ser comemorados com moderação. O Brasil ainda está nos últimos lugares da avaliação – 54º de 65 países e a maioria dos estudantes não passou do primeiro em seis níveis de conhecimento.
Os resultados apontam que nenhum aluno que fez a prova chegou ao nível mais alto em ciências e só 20 chegaram ao nível 6 em leitura e matemática.

O país teve a terceira maior evolução nas médias de 65 nações e conseguiu superar a barreira dos 400 pontos em leitura e ciências, mas ficou abaixo desse patamar em matemática.

O Pisa avalia estudantes de 15 anos completos em todos os países membros da OCDE, mais os convidados – como Brasil, México, Argentina e Chile, entre outros. Em 2009, ano da prova mais recente, foram selecionados 400 mil jovens em todo o mundo, incluindo 20 mil brasileiros de todos os Estados. A escolha pela faixa etária permite uma comparação entre os diferentes países.

A matemática ainda é o ponto mais fraco dos brasileiros. Apesar de ter subido 16 pontos, a média nacional – de 386 – ainda fica 111 pontos abaixo da média da OCDE. Em ciências, a média brasileira subiu 15 pontos e chegou a 405, enquanto em leitura, onde houve a maior evolução – 17 pontos –, alcançou 412.

Os melhores números, no entanto, ainda deixam uma boa parte dos alunos pelo caminho. Em leitura, quase metade dos brasileiros avaliados alcança apenas o nível 1. Em três anos, houve uma melhoria de apenas seis pontos percentuais. O nível 1 significa que esses adolescentes são capazes de encontrar informações explícitas nos textos e relacioná-las com o dia a dia deles. E só. Não são analfabetos, mas têm somente o grau mínimo de habilidade de leitura.

Brasil superou Argentina, mas segue atrás de Chile
Em matemática, 69% dos estudantes do país chegam apenas ao nível 1, contra 73% em 2006. Esses jovens não conseguem ir além dos problemas mais básicos e têm dificuldades de aplicar conceitos e fórmulas.
Em ciências, 54,2% dos brasileiros avaliados ficaram no nível 1 – ou seja, conseguem apenas entender o óbvio e têm enormes dificuldades de usar ou compreender essa disciplina.
A evolução revelada na prova foi comemorada pelo governo, já que em apenas três anos o país conseguiu mostrar, pela primeira vez, resultados consistentes. Nesta edição, o Brasil conseguiu superar, na América Latina, Colômbia e Argentina, mas está atrás do Chile, Uruguai e México.
O MEC considera a posição do Brasil como a 53ª, já que não reconhece a nota de Xangai. Para o ministério, é a nota de apenas uma região, não a de um país.
Fonte:ZH
Desejo uma ótima quarta-feira à todos.

domingo, dezembro 05, 2010

A Ponte do Rio Jacuí

Ponte do Rio Jacuí entre Agudo e Restinga Seca desabou, devido a fortes e imensas chuvas(dia 5 de janeiro com mais de 20 pessoas, fazendo 5 vítimas).
É o principal acesso que liga a capital a região central.
A nova ponte teve um investimento de cerca de R$ 53 milhões do governo estadual.
Foi inaugurada dia 3 de dezembro. A obra durou 7 meses.(fotos após desabar em janeiro, e agora da nova ponte)
Este fato mostra o quanto é possível fazer obras necessárias com um prazo razoável, pois o que mais se vê neste Brasil são obras inacabadas ou feitas em longos anos.
Durante os 11 meses “sem a ponte” o percurso foi feito por estradas sem asfalto e era necessário fazer a travessia por balsa.
(Veja fotos que tirei quando estive em Santa Maria no mês de setembro).

Perto deste rio moram os pais de uma grande amiga( Ana Márcia) e muitas vezes eu estive ali, andei de barco, comi peixes do rio, tomei banho...
Ao passar por ali, senti uma saudade grande de momentos que não voltarão.
(Hoje a Ana mora em MT, apesar de ainda termos contato, os bons tempos não serão repetidos.)
Confesso que eu me emocionei bastante ao ver a ponte destruída.
Apenas uma das ótimas lembranças:
A vó da Ana falava em alemão, e lia livros em alemão para mim,e perguntava se eu tinha entendido, respondia que não, daí a vó lia de novo e me perguntava de novo se eu tinha entendido.
Para ela não ficar lendo novamente eu respondia "agora eu entendi" .
Saudades, saudades é o que sinto hoje ao colocar estas fotos aqui.
Sou alguém que amo com intensidade as pessoas que estão no meu coração.
Desejo um ótimo domingo para todos.




domingo, novembro 28, 2010

Desejo Paz e Dignidade ao Povo do RJ


O RJ é uma cidade do Brasil que dispõe de tanta beleza.
Deus caprichou e o homem aperfeiçoou, mas os anos foram passando e infelizmente a realidade é triste.
Os bandidos cada vez mais organizados e equipados, a polícia mal aparelhada e nela muitos bandidos disfarçados usando o poder da lei e há um governo incompetente.
Tudo isto causou esta guerra que hoje os olhos do mundo inteiro estão vendo.
Me recuso a acreditar que é real.
No ano passado surgiu uma oportunidade de transferência para o RJ e meu marido perguntou ao Matheus o que ele achava de irmos morar lá.
Ele pensou e respondeu bem sério:
-Para quê? para morrer baleado.
E em nossas mentes nunca havia passado assistir pela TV cenas de guerra numa cidade tão linda e maravilhosa.
Desejo que o resultado seja positivo, que ações concretas sejam colocadas em prática e que os habitantes honestos e gente do bem consigam viver dignamente e em Paz.
Desejo uma semana iluminada para todos e que Deus dê uma atenção especial ao povo carioca.
Paz!

quinta-feira, novembro 25, 2010

Grande Ideia:Adesivo para Carros



Parlamentares preparam aumento do próprio salário e da Presidência

Uma semana após retomar seus trabalhos, o Congresso prepara um pacote de reajustes salariais para deputados, senadores e até para a presidente eleita, Dilma Rousseff. De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, os congressistas alegam que seus salários estão congelados há três anos, enquanto a inflação no período foi de 17,8%.
Para driblar o desgaste político decorrente do pacote de aumentos, os parlamentares vão insistir em vincular o reajuste do Legislativo ao do Executivo, ou seja, de Dilma, e também dos ministros do governo. Atualmente, os deputados e senadores recebem salário de 16.512,09 reais, além dos benefícios, como verba de gabinete e auxílio moradia. Já o salário do presidente da República é de 11.420,21 reais – com os descontos, cai para cerca de 8.000 reais.

"O valor pago ao presidente é um absurdo. Tinha que ser igual ao pago aos ministros do STF. Temos que deixar de ser hipócritas e equiparar os valores", afirmou ao jornal o deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP), quarto-secretário da Câmara. Os ministros do Supremo Tribunal Federal recebem o teto do funcionalismo público: 26.723,13 reais.

Tanto o líder do governo na Câmara, Cândido Vacarezza (PT-SP), quanto o vice-presidente da Casa, Marco Maia (PT-RS), querem que o assunto seja discutido ainda neste ano.
Fonte:Veja

domingo, outubro 31, 2010

Não era para cortar impostos?

Este é o Brasil que o povo assina embaixo.
A maioria vence. Esta é a Democracia, e devemos respeitar, não quer dizer que temos de concordar.
Desejo um bom final de domingo e uma ótima semana, ou seja um novo mês com muitas coisas boas.
Colocarei aos poucos as visitas em dia.
Um grande abraço
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Não é de hoje que a regulação no Brasil é fonte de armadilhas.
Novas leis são apresentadas como coisa do bem e depois se descobre que embutem alguma maldade.
A Medida provisória 497, publicada em julho, é assim. No cabeçalho que antecede seus 32 artigos anuncia a desoneração de impostos em atividades que visam a inovação e a construção de estádios para a copa de 2014.
Parece um avanço e tanto.No entanto a vida como ela é apenas aparece no artigo 22. Ali como quem não quer nada, o governo amplia o alcance de dois tributos, o PIS e a Confins,. Antes era cobrado apenas dos fabricantes,passarão a recair também sobre atacadistas e distribuidores que sejam responsáveis por 25% ou mais da distribuição de produtos de um mesma empresa.
A medida, válida par setores como os de higiene pessoal, autopeças e remédios, encarece em ao menos 10% o custo de distribuição. Entraria em vigor em novembro.
Depois de muita pressão das empresas, foi prorrogada para março.
Fonte:Revista Exame 03/11/10 edição 979

sábado, outubro 23, 2010

“Impostômetro” atingirá R$ 1 trilhão na próxima terça-feira

O Impostômetro,(ver link ao lado) da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), vai registrar no próximo dia 26 (terça-feira), às 12h30min, R$ 1 trilhão de impostos federais, estaduais e municipais arrecadados desde o primeiro dia deste ano. Em 2009 o valor foi atingido 49 dias mais tarde, em 14 de dezembro. E em 2008, dia 15 de dezembro.

Este ano, há um cálculo aproximado de R$ 112 bilhões a mais do que em 2009, o que equivale a quase três arrecadações da antiga CPMF. _ Não entendemos, portanto, quais as razões que movem políticos a tentar recuperar a CPMF, ao invés de cortar gastos e despesas do governo para obter mais recursos para investimentos em saúde, educação, segurança e na infraestrutura do País _ afirmou o presidente da ACSP e Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Alencar Burti.

Para o presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), João Eloi Olenike, a incidência tributária contribui para esse aumento da carga tributária, por exemplo, o ICMS, alavancando o crescimento de outros tributos como Pis e Cofins. _ A arrecadação tributária está crescendo 14% ao ano nominalmente e, se excluída a inflação, fica próximo de 10%. Esse aumento da arrecadação está diretamente vinculado às características de cobrança dos tributos no Brasil _ disse. Olenike observa que o crescimento do País em 2010 mais o combate à evasão fiscal proporciona resultados extremamente positivos para os cofres públicos.

Fotne: http://wp.clicrbs.com.br/blogdabela

Cadê este dinheiro??????????????

quinta-feira, outubro 21, 2010

Os cinco nomes do segundo turno

Quem são os verdadeiros candidatos à Presidência do Brasil? Quem é o homem ou a mulher que realmente definirá o futuro do país? Nunca vi uma eleição como essa, em que os protagonistas são os que menos importam. É como se Dilma e Serra fossem apenas dois crachás fixados em peitos que não lhes pertencem. Não sei o que realmente pensam, o que realmente podem. São dois candidatos encostados.

Não sou a melhor pessoa para falar de política. Para ser sincera, devo estar entre as piores, o que libera você para virar a página e procurar a opinião de quem entende do assunto de fato. Ainda assim, como cidadã, tenho assistido a alguns programas eleitorais, aos debates, e conto com minha intuição, que não costumo desprezar. O que mais me perturba nesse segundo turno é que os personagens principais, Dilma e Serra, parecem coadjuvantes. Quem realmente está sob julgamento? Não eles.

Erenice e o nepotismo. Paulo Preto e a corrupção. Qual dessas criaturas foi mais acobertada? Qual deles estava mais próximo do poder e se sentindo mais protegido para cometer seus estelionatos contra o patrimônio público? Erenice e Paulo Preto: quem causou mais dano ou menos dano ao país e ao partido a que serviam? Se a gente responder com honestidade, ficaremos sem presidente algum.

Até aqui, estamos falando de escalões subalternos. O estrago feito por empregados. Mas o que dizer dos patrões? Mais uma vez, não é de Dilma e Serra que se está falando, e sim de Lula e Fernando Henrique. Não é reeleição, mas parece. A guerra entre populismo e neoliberalismo não se justifica mais, o mundo evoluiu e já não comporta essa segmentação estanque, porém Dilma e Serra seguem atuando como representantes de duas facções inimigas, e não apenas rivais. Em função disso, em vez de defenderem ideias, gastam latim à toa acusando o “lado de lá”, infantilizando uma eleição que deveria ser mais adulta.E, além de Erenice, Paulo Preto, Lula e FHC, ainda temos um quinto personagem correndo por fora, ele que nem precisa fazer campanha, é um eleito vitalício: Deus. Em seu nome, grande parte da população desarvorada do país não votará na pessoa mais preparada para ser presidente, e sim no servo mais fiel. O quadro é simplório. Subdesenvolvido. Cabe a nós decidir quem teve as falcatruas mais facilitadas, Erenice ou Paulo Preto? Quem tem mais força política, Lula ou Fernando Henrique? Quem desafiará Deus, o eterno bom de voto? Cinco nomes e um destino: o nosso. Aqueles dois cujos rostos aparecerão na urna eletrônica dia 31 viraram meros atores dessa pantomima.
Martha Medeiros
Fonte:ZH

quinta-feira, outubro 14, 2010

Tropa de Elite 2: Imperdível



Neste feriado assisti o "Tropa de Elite 2".
Saí do cinema com a certeza que a corrupção tomou conta do sistema brasileiro e a solução é maior que os nossos ideais.
Será necessário uma mudança total de comportamento da sociedade num todo, caso contrário,cada vez ficará pior.
Creio que não é isto que nós queremos.
Um filme imperdível, recomendo.
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“Tropa de Elite 2” enfatiza que a estrutura de violência urbana que assombra o Brasil interliga as favelas e os gabintes de Brasília."

" Mas o que há de realidade em Tropa de Elite 2?

Tudo. É um falso filme de ficção, baseado na totalidade em fatos que eu e você conhecemos. Para ficar em alguns exemplos:

– A cena inicial: em setembro de 2002, Fernandinho Beira-Mar, líder da maior facção criminosa do Rio (o Comando Vermelho), tomou o presídio Bangu 1 (que de máxima segurança tem só a fama) e trucidou quatro líderes da facção rival Amigos dos Amigos (ADA). Entre eles, Ernaldo Pinto Medeiros, o Uê, que teve a cabeça esmigalhada e o corpo queimado.

– Comunicadores pilantras: o gordinho rebolativo que pede incessantemente que a polícia desça o cacete tem muitos clones Brasil afora.

– Esquerdistas radicais e direitistas cínicos: você conhece aquele agitador dos direitos humanos, sempre pronto a pedir clemência por um bandido, mas cego para os clamores da população em relação à segurança. É inspirado em Marcelo Freixo (PSOL), deputado que presidiu a CPI das Milícias no Rio. Você também já viu aquele defensor da morte impiedosa de criminosos, mas totalmente envolvido em teias mafiosas, esbanjando cinismo. Eles estão por aí... na mídia, na vida real.

– Milicianos: no filme e na realidade, as milícias são o submundo da moda no Rio. Formadas por policiais e ex-policiais corruptos, fazem quase tudo que os bandidos fazem (extorquem, matam, chacinam), menos traficar. Substituem o tráfico nos morros.

O problema é que Tropa de Elite 2, no seu pessimismo desenfreado, deriva para a tentação do panfleto ideológico rasteiro. É que Nascimento tem muito de seu criador, o ex-capitão do Bope Rodrigo Pimentel. Ex-caveira, Pimentel despontou para o mundo matando bandidos na vida real, no documentário Notícias de uma Guerra Particular (1999). Preso pelas fortes opiniões emitidas no documentário, se revoltou, deu baixa da PM e exorcizou seus demônios fazendo o livro Elite da Tropa (dividido em duas partes, que renderam os filmes feitos por José Padilha). Hoje Pimentel flerta com partidos de extrema esquerda, mostrando um desencanto que impregna os livros.

E o que isso tem de errado? É que, na sua abordagem pessimista, Tropa de Elite 2 ignora aquela que é a melhor novidade do Rio nas últimas décadas, as UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora). São postos de policiamento comunitário colocados nas favelas após a expulsão dos bandidos. Acredite se quiser, mas a população tem aplaudido e os bandidos não retornam de onde foram expulsos. Estive lá para conferir, é real. Essa boa nova não aparece no filme. Assunto para um Tropa 3? Talvez não. Os espectadores parecem estar gostando do cético vingador Nascimento."
HUMBERTO TREZZI (jornalista da área da polícia do Zero Hora)
Fonte:ZH 14/10/10

quinta-feira, outubro 07, 2010

Assim age o nosso Governo



Boicote oficial

Os senadores aliados ao presidente Lula foram orientados pelo governo a não comparecer à reunião da comissão que votaria os convites à candidata do PT à Presidência e à ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra para explicar as denúncias de tráfico de influência na pasta.

Fonte:Zero Hora 07/10/10 pg 14
Eu ajo com indignação,revolta e vergonha e tu,como ages?

Fatos como este acontecem porque os eleitores assinam embaixo.
Vou ser obrigada a dizer ao meu filho que ele tem razão?(ele só tem 14 anos)
Matheus diz:O Brasil não tem jeito.
É um dos países mais corruptos.
Os impostos são muito altos.
Eu quero morar na europa.