sexta-feira, agosto 14, 2009

Solidariedade não tem idade

Belo exemplo para ler na sexta-feira.
Aposentada é reconhecida em Farroupilha pelo carinho que dispensa aos doentes
Farroupilha – Dulce Tartarotti é uma das personalidades mais conhecidas da cidade. E essa popularidade foi conquistada por causa de uma vocação: colaborar. Seja ajudando a promover atividades sociais e beneficentes, emprestando um pouco de seu carisma em visitas aos hospitais ou ainda doando roupas e alimentos, a aposentada de 82 anos mostra que a solidariedade pode ser praticada em qualquer idade.
O espírito de caridade veio do berço. Dulce conta que, apesar de rígida, a mãe sempre foi muito generosa.
O fato de sua família ter morado por muitos anos junto ao Clube do Comércio, quando ele era chamado de Vicentino, fez a menina crescer em um ambiente marcado pelo trabalho coletivo, na maioria das vezes voluntário.
Dulce foi idealizadora do primeiro baile de debutantes, na década de 1950, e desde então ajuda a organizar todos os bailes da entidade.
Em troca, recebe não mais que o carinho das meninas.– Trabalho voluntário faço desde criança. Sempre colaborei em tudo em Farroupilha, já que não tenho a minha própria família – conta Dulce, solteira, sem filhos e que mora com o irmão.
Dulce começou a trabalhar com 14 anos em um escritório, foi bancária e intensificou as ações solidárias depois de se aposentar.
Hoje, dedica a maior parte do tempo a quem precisa, seja de um carinho ou de uma roupa.– As pessoas que estão no hospital ficam muito felizes com a minha presença porque eu brinco com elas. Elas precisam de alegria. É claro que a gente sabe como lidar também em um momento difícil – ensina.
Nas visitas, Dulce costuma presentear os doentes com terços e escapulários. A casa da aposentada já serviu de central de distribuição de roupas e alimentos no passado, quando o número de entidades de assistência social ainda era incipiente na cidade.
Hoje, ela ajuda essas instituições, mas não perdeu a mania de atender quem passa por sua casa. Como gosta muito de fazer tricô, a aposentada costuma doar as roupas que produz para conhecidos e desconhecidos que batem a sua porta.
– Estou fazendo essa para uma menina que foi adotada – conta Dulce, enquanto termina o ponto de um casaquinho rosa.Dedicando boa parte de sua vida ao voluntariado, Dulce se diz recompensada, mas ainda não está satisfeita.
– Eu me sinto muito feliz, é uma pena que eu não posso ajudar ainda mais.

Jornal Pioneiro

6 comentários:

Mariano P. Sousa disse...

M ariano!
Gostei muito do escrito aqui encontrad, pois ele fala de uma pessoa especial dessas pessoas que o mundo atual precisa!
Abração!

Repositório disse...

Show!
Quem dera houvesse muitas outras Dulces.
Um abração!!!!!!!!!!

Lau Milesi disse...

Olá Mariana!! Obrigada pela visita ao meu blog. Vim retribuir.
O Antonio é um amigão mesmo.
Bela postagem!!!! Solidariedade não tem tempo ruim nem idade.

Um beijo e fiquei.

ONG ALERTA disse...

Realmente um trabalho maravilhoso pena e que muita gente não consegue se doar e fazer sua parte para termos um mundo mais digno para todos.

Antonio Paulo disse...

Bom dia Maria que bom vi aqui já a Lau e o Mariano. Essa interação é muito boa. Mas essa sra. é um belo exemplo. Solidariedade isso faz falta mesmo.

Lisette Feijó disse...

Realmente quantas pessoas reclamam sem ter o que fazer, é spo querer, é tão simples e faz bem.
belo exemplo a ser seguido.