quarta-feira, setembro 19, 2012

Nós

Poucas pessoas gostam de viajar sozinhas. O que é compreensível: a melhor modalidade é a dois, também acho. Mas, na ausência momentânea de parceria, por que desconsiderar uma lua de mel consigo mesmo?

Uma amiga psicanalista me disse que não é por medo que as pessoas não viajam sozinhas, e sim por vergonha. Faz sentido: numa sociedade que condena a solidão como se fosse uma doença, é natural que as pessoas se sintam desconfortáveis ao circularem desacompanhadas, dando a impressão de serem portadoras de algum vírus contagioso. Pena. Tão preocupadas com sua autoimagem, perdem de se conhecer mais profundamente e de se divertir com elas próprias.

Vivi recentemente essa experiência. Tirei 10 dias de férias, e não diga que não reparou, ou morrerei de desgosto. Estive em lugares que já conhecia para não me sentir obrigada a conferir as atrações turísticas _ o “aproveitar” não precisa necessariamente ser dinâmico, podemos aproveitar o sossego também. Minha intenção era apenas flanar, ler, rever amigos que moram longe e observar a vida acontecendo ao redor, sem pressa, sem mapas, sem guias. Dormir até mais tarde e almoçar na hora em que batesse a fome, se batesse. Estar disponível para conversar com estranhos, perceber o entorno de forma mais aguçada, circular de bicicleta por cidades estrangeiras. Ave, bicicleta! Diante do incremento de turistas no mundo, não raro impossibilitando a contemplação de certos pontos, alugar uma bike às 7h30min foi a solução para curtir ruas vazias e silenciosas.

Solitários, somos todos, faz parte da nossa essência. Não é um defeito de fabricação ou prova de nossa inadequação ao mundo, ao contrário: muitas vezes, a solidão confirma nossa dignidade quando não se está a fim de negociar nossos desejos em troca de companhia temporária. E a propósito: quem disse que, sozinho, não se está igualmente comprometido?

Numa praça em Roma, um casal de brasileiros se aproximou. Começamos a conversar. Lá pelas tantas, perguntei de onde eles eram. “De São Paulo, e você?” Respondi: “Nós, de Porto Alegre”. Nós!!! Quanta risada rendeu esse ato falho. Eu e eu. Dupla imbatível, amor eterno, afinidade total.

Se você não se atura, melhor não viajar em sua própria companhia. Mas se está tudo bem entre “vocês”, saiam por aí e descubram como é bom sentar num café num dia de sol, pedir algo para beber enquanto lê um bom livro, subir até terraços para apreciar vistas deslumbrantes, entrar em lojas e ficar lá dentro o tempo que desejar, entrar num museu e sair dali quando bem entender, caminhar sem trajeto definido nem hora pra voltar, pedalar ao longo de um rio ouvindo suas músicas preferidas no iPod, em conexão com seus pensamentos e sentimentos, nada mais.

Vergonha? Senti poucas vezes na vida, quando não me reconheci dentro da própria pele. Mas estando em mim, sob qualquer circunstância, jamais estarei só.
Fonte: Zero Hora

quarta-feira, julho 18, 2012

Tirando os olhos do próprio umbigo

Na mesma semana em que fiquei inconsolável por ter perdido (ou terem me roubado) a carteira com todos os documentos dentro, conheci a história de uma moça que já passou por umas chateaçõezinhas também.

Foi criada numa família machista. Apesar de concluir a faculdade de Direito, o pai a proibia de trabalhar. Teve o primeiro relacionamento só aos 25 anos. Casou, porém o parceiro possuía problemas que tornavam a vida comum um inferno. Ela engravidou e deu à luz um filho que, com um ano de idade, foi diagnosticado com uma doença rara que causava retardo motor – talvez nunca viesse a caminhar. Ela largou tudo para cuidar do filho, e tanto pesquisou que conseguiu descobrir um tratamento que reverteu as piores expectativas – hoje seu filho caminha. Em meio a isso tudo, o então ex-marido passou a viver como mendigo, dormia numa obra. Ela não teve dúvida: o resgatou e o encaminhou a um hospital. Foi quando descobriram que ele havia contraído o vírus HIV, e que havia o risco de ela e o filho terem o vírus também. Depois de muitas noites sem dormir, veio o resultado. Não, mãe e filho não haviam sido contaminados. Mas descobriu-se que o menino, agora com cinco anos, tinha um número enorme de pólipos no intestino, o que exigia exames anuais muito desconfortáveis para uma criança. Nisso, o pai do garoto faleceu. Nada fácil dar a notícia.

Trégua: ela conheceu outro homem, finalmente o amor da sua vida, com quem teve alguns anos felizes. Até que ele morreu de uma hora para outra. Dois meses depois, ainda em luto, ela descobriu que tinha um câncer de mama, e não estava em fase inicial: o tumor media 11 centímetros. Debilitada emocionalmente, nem assim entregou os pontos: iniciou quimioterapia, descobriu nódulos no outro seio, perdeu cabelo, cílios e 15 quilos, fez uma mastectomia radical e hoje é uma mulher, segundo palavras dela mesma, que se considera feliz e vitoriosa, pois teve a oportunidade de se tratar com uma equipe excelente e descobriu com a doença o seu potencial para fazer diferença na vida dos outros: atualmente é voluntária do Imama e estuda legislação do Direito Médico. Conclui ela seu depoimento, fazendo graça: “Nada mais me abala, até medo de barata eu perdi”.

Ninguém tem controle sobre o próprio destino, mas podemos nos precaver, nos informar e nos fortalecer. Hoje é o Dia Nacional da Luta contra o Câncer de Mama. Das 8h30min às 18h, no Teatro do Sesc, médicos especialistas em mastologia, oncologia, radioterapia, reconstrução mamária e oncoplastia irão apresentar as últimas novidades no tratamento da doença. É aberto ao público, entrada franca. Ela deverá estar lá.

Perder algumas batalhas é natural. Perder os documentos, banal. Perder o medo diante de graves desafios e seguir lutando pela vida, crucial.
Marta Medeiros
Zero Hora 18/07/12

domingo, julho 15, 2012

De alma escancarada

A construção das relações pessoais é regida por atitudes e comportamentos muito claros e permanentes, e que determinam se os vínculos vão ser solidificados ou implodidos.
Neste sentido, o sofrimento talvez seja o balizador mais competente e inflexível. Isso porque não há exercício de aproximação entre duas pessoas mais eficiente do que a solidariedade no desespero, nem instrumento de aversão mais áspero do que o descompasso afetivo.

Carl Gustav Jung já recomendava: “aprenda todas a teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana”, porque é da sintonia afetiva dessa relação que se estabelecerá uma interação emocional para ser lembrada com carinho ou desprezo”.

A maioria das pessoas tem uma vida tão pobre de emoções que uma doença grave, uma passagem pela terapia intensiva ou uma cirurgia de grande porte têm grande chance de serem rememoradas como um marco emocional na vida daquele indivíduo.

Se isso funciona assim, cuidado, meu doutor, ao se aproximar de alguém que sofre, pois você será catalogado no arquivo emocional daquele paciente conforme sua atitude afetiva. E esta classificação não admite revisões.

Quando um médico apressado diz ao paciente no corredor que ele tem um tumor e que depois passará no quarto para conversar sobre o seu caso, esta relação está definitiva e irreparavelmente rota porque foi negada a solenidade proporcional ao momento crítico da vida emocional daquele pobre paciente.

E que ninguém seja ingênuo de supor que esta ruptura possa ser consertada.

Para alguém fragilizado pela doença e terrificado pela fantasia da morte, não há atropelamento afetivo mais doloroso e inesquecível do que a desconsideração.

No extremo oposto, a recepção solidária e carinhosa de dúvidas e medos, angústias e fantasias, tristezas e esperanças, estabelece o vínculo mais sólido e definitivo que se possa imaginar. E todos estes ingredientes estão ali, comprimidos naquele abraço prolongado depois da primeira consulta.

Esta exposição de afeto é que dá ao médico a rara oportunidade, entre todas as profissões, de conhecer verdadeiramente as pessoas em pouco tempo de convívio, visto que premidas pelo sofrimento e pela ameaça da morte, nunca têm animo nem motivação para aparentarem, e desnudas de disfarce, elas simplesmente são.

Esse intercâmbio afetivo intenso, apesar da fugacidade do encontro, enseja a oportunidade – para que aproveitemos ou não – de nos tornarmos especialistas em gente, essa matéria-prima que se renova a cada novo personagem, com sua história pessoal, às vezes caótica, às vezes pungente, mas sempre rica, única e intransferível.

 J. J. CAMARGO
Zero Hora 14/07/12

quarta-feira, outubro 26, 2011

Escutar os enlutados

    " Eram um casal inseparável. Ambos obstetras, trouxeram centenas de bebês ao mundo. Dizem que os partos estão deixando de ser nascimentos, transformados em cirurgias eletivas. Com eles não era assim. Criaram dois filhos, tiveram netos, estavam aproveitando o início de uma nova época, com menos trabalho, curtindo a sensação de dever cumprido. Subitamente ele partiu, sequer teve tempo de perceber a morte. Tranquilo, em casa, em meio a uma frase, foi traído pelo coração. Levou consigo os belos planos de (mais) vida a dois.

Nesse ano minha consulta anual atrasou-se. Não sabia o que dizer a ela, já mais amiga que médica. Nossos papos roubados costumeiramente abarrotavam sua sala de espera. Encontrei-a forte. No consultório que era de ambos, costumava se escutar a voz dele, alta e musical, agora o silêncio se fazia ouvir. Naquele dia fui disposta a inverter as coisas: a consulta era minha, mas queria que os assuntos fossem dela. Sabia que seria difícil escutar o que ela tinha para contar. Também constituo um casal no qual partilhamos o trabalho e o companheirismo dos tempos livres, por isso sempre nos vi neles. É insuportável pensar que um dos dois pode instantaneamente desaparecer. Por isso a missão de escutá-la era difícil. Temia sufocar o encontro com uma verborragia solidária mas vazia.

Descobri que sua relação com a dor foi admirável: deixou-se chorar, enfrentou a solidão, a nova imparidade. Continuou, como de hábito, sendo parteira da vida, desta vez da própria, arrancada a fórceps das suas entranhas. Mas encontrei também o que temia: a infinita solidão dos enlutados. Quando falamos com eles raramente suportamos seus depoimentos. Impomos nossa versão: relatamos o último encontro, nossa reação ao saber da perda, a falta que o falecido nos faz. Sempre temos algo a dizer, não importando se fomos próximos, íntimos ou remotos admiradores. Aliás, quando se trata da dor do outro, raramente conseguimos escutar suas queixas sem interpor nossos depoimentos: “também passei por isso e, veja bem, comigo foi pior”...

Colocar-se na cena serve para partilhar o sofrimento, ajuda na elaboração do trauma. Mas a tagarelice ansiosa que irrompe na hora das condolências é útil mesmo para abafar as palavras do enlutado. Quando estamos fora da dor do viúvo, do órfão, dos que foram privados da presença de um pai, irmão ou, o pior de tudo, um filho, não queremos chegar tão perto. Seu sofrimento assusta. O enlutado nos apavora mais do que o morto no seu caixão. Apesar de ser nossa única certeza, a morte segue tabu e o sobrevivente seu emissário."
Diana Corso
Zero Hora 26/10/11

quinta-feira, outubro 06, 2011

Paternalismo desnecessário: Nós, as eternas desprotegidas

"Como é sabido, um comercial de lingerie da qual Gisele Bündchen é garota-propaganda está sendo considerado ofensivo às mulheres. No comercial, se aconselha a melhor maneira de uma esposa dar uma notícia ruim ao marido: primeiro Gisele aparece vestida, dizendo que bateu o carro dele, e depois aparece de calcinha e sutiã dando a mesma notícia. De igual forma quando avisa que estourou o cartão de crédito ou quando comunica que a mãe dela vai morar com eles. Situações clichês entre casais, vistas com bom humor. Se um homem perde o rebolado ao ver uma beldade em trajes sumários (outro clichê), então é assim que se vai amansar a fera.
Seria apenas mais um comercial valendo-se de uma piada, sem nenhuma consequência para a moral da sociedade, mas como temos hoje uma mulher chefiando a nação, a Secretaria de Políticas para Mulheres da Presidência da República se sentiu no dever de pedir que a propaganda saísse do ar. Um tiro no pé. Como se não tivéssemos massa cinzenta suficiente para julgar o que assistimos.
Ter uma presidente demonstra que estamos alinhados com uma mentalidade menos preconceituosa e indica que possivelmente nossa soberana tenha maior sensibilidade para avaliar questões que interessam às mulheres, como desigualdades salariais, ausência de creches, violência doméstica, dificuldade de fazer mamografias e tantos outros fatores cuja interferência do Estado é bem-vinda. Palpites em propaganda de lingerie, não carece.
Mulher nenhuma vai esperar o marido de calcinha e sutiã à luz do dia, no meio da sala, a não ser que tenha perdido o juízo ou seja, de fato, uma übermodel. Mulher não convida a mãe para morar com o casal, salvo em casos de emergência ou como recurso para terminar o casamento de vez. Mulheres não batem o carro mais do que os homens, só arranham um pouquinho. Mas é verdade que toda mulher sonha em ser Gisele. Como jamais será, comprar a calcinha e o sutiã que ela usa dá uma falsa ilusão de parecença.
Propaganda mostrando mulheres frívolas que escolhem um homem por causa do carrão dele, ninguém comenta. Mulheres de avental e com um espanador na mão sendo trocadas por um jogo de futebol (papel que a própria Gisele encarnou numa campanha de canal por assinatura) tampouco causam estranhamento. Homens comparando mulher e cerveja, normal. Por que uma mulher utilizando sua sensualidade em benefício próprio seria uma influência mais danosa?
Chega desse paternalismo com as mulheres, como se a gente fosse umas bobocas que não sabem pensar, não sabem avaliar o que veem e não sabem rir de si mesmas. Os publicitários se valem de estereótipos e não denigrem a imagem de ninguém, a não ser a deles mesmos, quando fazem comerciais ineficientes – o que, pela polêmica gerada, não foi o caso. E o governo tem coisa bem mais séria com que se preocupar. I hope"
Fonte:Zero Hora 05/10/11

segunda-feira, setembro 26, 2011

Experimente outra Vez

Quando as coisas estão erradas e o momento é de crises, não pense em vão, segue.
Talvez tudo seja para melhor.

Sorria...
E experimente outra vez.
Pode ser que o seu aparente fracasso venha a ser a porta mágica que conduzirá
para uma nova felicidade que você jamais conheceu.
Você pode estar enfraquecido pela luta, mas não se considere vencido.
Isso não quer dizer derrota.
Não vale a pena gastar o seu precioso tempo em lágrimas e lamentos.
Levante-se.
Siga em frente outra vez.E, se você guardar em mente o objetivo de suas aspirações, os seus sonhos se realizarão.
Tire proveito dos seus erros.Colha experiência de suas dores.
E então, um dia você dirá:
"Eu ousei experimentar outra vez e
reencontrei a paz, o amor e a felicidade".


(Fênix Faustine).

domingo, setembro 18, 2011

Eu curti o Hotel Pequenino na Serra Gaúcha



Em julho fui contemplada pelo twitter com duas diárias no Hotel Pequenino que fica na serra gaúcha  www.hotelpequenino.com.br
      No primeiro fim de semana de setembro, fui com a minha família, curtir o hotel e a bela cidade que é Canela. 
      O hotel é tudo de bom, é aconchegante, os funcionários tratam os hóspedes com carinho   e não com a "frieza" que estamos acostumados na maioria dos hotéis.
       A decoração é toda diferenciada (poderão conferir nas fotos)
      Lá é impossível sentir-se "só hóspedes" , a sensação que se tem é que estamos na nossa casa.
     O hotel fica bem pertinho da Cascata do Caracol, do Mundo a Vapor  e  em frente a  fábrica de chocolate Florybal.
     Como gaúcha é claro que já conhecia a serra gaúcha, mas não o hotel Pequenino.
     Como fiquei hospedada em Canela, percebi que tudo é mais barato que em Gramado( é muito divulgada no mundo a fora).
     Recomendo o Hotel Pequenino, assim como a gastronomia e as compras.
      Gramado ou Canela, são  duas belas cidades,  porque cada uma tem o seu encanto diferenciado , mas lembrem-se que em Canela o custo para o turista é bem melhor.
     Não coloco aqui nada que não é verdade, até porque se não tivesse gostado do Hotel Pequenino, divulgaria também. E este foi o "risco" que o hotel "correu" ao contemplar alguém que recebeu o apelido de "super sincera". 
     Não sou de mentir, muito menos para agradar .
     Visitem a Serra Gaúcha e descubram o aconchego do Hotel Pequenino.
         
                                          

terça-feira, setembro 13, 2011

O amor perdoa tudo

 
"Fotos de amor são ridículas, mas ainda mais ridículo é nunca tirar fotos de amor.
Não há como esnobar certas aparições, manter pose de intelectual e prometer que dessa máquina não beberei.
Existem fotografias obrigatórias na nossa existência, fiascos essenciais que continuaremos reproduzindo até o Juízo Final. Representam estreias, nascimento, inaugurações, onde é impossível rejeitar o clique. Guarde a reclamação e a timidez no estojo, ficará condicionado a tolerar o xis, olhar o passarinho, arrumar um lugar na barreira e aceitar as ordens de incentivo do fotógrafo.
São imagens que partilham o mistério da música brega: ninguém conhece, todos sabem a letra.
Referem-se às cenas fundamentais do ciclo da vida, espécie de cartões-postais familiares. Sem eles, a sensação é de que não nascemos, de que não tivemos família, de que não pertencemos à normalidade fotogênica do mundo.
É o mesmo que visitar o Egito e não posar na frente das pirâmides, visitar Paris e não ostentar a Torre Eiffel ao fundo do plano, passar pela China e desdenhar as curvas da Muralha.
De que flagrantes estou falando?
Daqueles que não podemos fugir, senão demonstraremos indiferença, frieza, falta de emoção.
Daqueles que debochamos ao encontrar na gaveta dos outros e que ocupam a maior parte de nossos porta-retratos.
Um deles é a troca de cálices no casamento. Quando o noivo e a noiva embaralham os braços. Apesar do desconforto tentacular, o casal tem que sorrir. Qual o menos pior: este brinde de espumante ou o corte a dois do bolo do casamento? Trata-se de uma disputadíssima concorrência para abrir o álbum.
Lembro também do clássico beijo do pai na barriga da gestante. A grávida sempre está nua, o que é involuntariamente engraçado. O homem surge agachado com roupa social diante de sua companheira pelada. Se não fosse a criança por vir, estaria na parede de uma borracharia.
Não dá para esquecer a grande angular do baile de debutantes: as adolescentes como time de futebol, posicionadas em diferentes degraus. E a nossa foto tomando o primeiro banho, usada pela mãe para nos envergonhar na adolescência. E sem os dentes da frente, e lambuzado de chocolate, e sendo lambido pelo cachorro.
Fotos ridículas e inesquecíveis, adequadas para chantagem e suborno, mas que se tornam – por vias tortas – recompensas do amor.
São justamente as fotos que vamos procurar para sentir saudade. E, ao lado dos filhos, rir e chorar ao mesmo tempo"
 Fonte:Zero Hora 13/09/11
PS: Admiro os textos do Fabrício, mas discordo dele, o amor não perdoa tudo.  Há sentimentos capazes de matar o amor, isto que "ele" é para mim o maior e mais sublime sentimento do coração.

terça-feira, agosto 30, 2011

O Morto Escuta

Sou místico, acredito no sobrenatural, em Deus, em anjos, fantasmas, duendes, rezo ao entrar no carro, faço sinal da cruz ao passar por igreja, enxergo coincidências e sigo rituais.
Quando pequeno, queria ser santo. Hoje, percebo que é difícil ser apenas um homem honesto.
Fiquei abalado pela história real de uma enfermeira mineira. Foi a descoberta espiritual mais importante de minha vida. Não dormi por duas noites seguidas relembrando as verdades ditas por aqueles olhos azuis enormes.
Ela trabalhou por 30 anos na Santa Casa de Misericórdia, cuidando e socorrendo pacientes terminais.
Confessou que a pessoa morre como ela viveu.
Os mais alegres têm despedida leve, tranquila, independente da enfermidade. Vão daqui para o outro lado sonhando. Não realizam drama, tampouco articulam chantagem. Tamanha a suavidade, não dá para identificar o último suspiro. Aceitam o destino, agradecidos pelo amor recebido.
Já os que estavam acostumados a reclamar de qualquer coisa também definham contrariados. Atolados de culpas e dívidas, esbanjam esgares de sofrimento, protestam pelas dificuldades adquiridas na doença, gritam a cada arrepio, lamentam ausência de atenção; o hospital nunca é bom, a dor sempre é insuportável.
Eles falecem com o rosto contraído, fechado, apunhalado. De quem apanhou da morte. Uma feição tensa, de escultura inacabada.
Mas, então, a enfermeira revelou um hábito surpreendente de sua equipe: conversar com o defunto.
Diante do morto sofrido, refratário e penoso, ela cochichava conselhos em sua orelha. Pedia para que ele reconsiderasse sua raiva, que desistisse da cara amarrada e emburrada, que se arrumasse para o velório e abandonasse o ressentimento.
Explicava que os familiares esperavam com ansiedade para vê-lo, que ele precisava se despedir bonito, que os parentes mereciam seu perdão e não valia a pena comprar briga por orgulho e teimosia.
Com as palavras delicadas de incentivo, não é que o morto ia soltando os traços e transformava a aparência na hora: libertava as bochechas, alforriava a boca, relaxava por completo.
O morto incrivelmente escutava. Entendia a súplica da enfermeira mesmo depois do seu fim. Atendia ao pedido e desinchava a amargura e serenava o espírito.
Nossos ouvidos não terminam com a morte. Continuam ouvindo onde quer que estejamos.

FABRÍCIO CARPINEJAR
Zero Hora 30/08/11

terça-feira, agosto 23, 2011

PACIÊNCIA


No parque, uma mulher sentou-se ao lado de um homem.
Ela disse:
Aquele ali é meu filho, o de suéter vermelho deslizando no escorregador.
- Um bonito garoto - respondeu o homem - e completou: - Aquela de vestido branco, pedalando a bicicleta, é minha filha.
Então, olhando o relógio, o homem chamou a sua filha.
- Melissa, o que você acha de irmos?
Mais cinco minutos, pai. Por favor. Só mais cinco minutos!
O homem concordou e Melissa continuou pedalando sua bicicleta, para alegria de seu coração.
Os minutos se passaram, o pai levantou-se e novamente chamou sua filha:
- Hora de irmos, agora?
Mas, outra vez Melissa pediu:
- Mais cinco minutos, pai. Só mais cinco minutos!
O homem sorriu e disse:
- Está certo!
- O senhor é certamente um pai muito paciente - comentou a mulher ao seu lado.
O homem sorriu e disse:
- O irmão mais velho de Melissa foi morto no ano passado por um motorista bêbado, quando montava sua bicicleta perto daqui. Eu nunca passei muito tempo com meu filho e agora eu daria qualquer coisa por apenas mais cinco minutos com ele.
Eu me prometi não cometer o mesmo erro com Melissa.
Ela acha que tem mais cinco minutos para andar de bicicleta.
Na verdade, eu é que tenho mais cinco minutos para vê-lá brincar...
Em tudo na vida estabelecemos prioridades.
Quais são as suas?
Lembre-se: nem tudo o que é importante é prioritário, e nem tudo o que é necessário é indispensável!
Dê, hoje, a alguém que você ama mais cinco minutos de seu tempo.
"Aquele que procura um amigo sem defeitos termina sem amigos."
Recebi do meu amigo Éverton de Santa Maria e compartilho.

sábado, agosto 13, 2011

Amor de pai: pintor larga o trabalho para se dedicar ao filho portador de leucemia

No final de semana do Dia dos Pais, Luís Carlos Albuquerque Gonçalves, 30 anos, tem muitos motivos para comemorar a data ao lado do filho. A história de Kauan Mulhmann Gonçalves, de três anos, causou comoção no Estado. Em dezembro de 2009, o menino de Caxias do Sul recebeu diagnóstico de leucemia.
De um doador norte-americano veio a esperança para a cura e, há pouco mais de três meses, o transplante. Para garantir o futuro a Kauan, Luís transformou sua rotina, com a calma de quem acredita na força da dedicação. Pai e filho dependem de programas do governo, entidades e doações para viver.
Todas as manhãs, por volta das 10h, o pai prepara a papinha de bolachas para o filho. Logo disputam partidas de videogame ou corridas com os carros de brinquedo.
— Eu sou melhor — conta o menino apaixonado por motos e fuscas, com a aparência esperta que, de modo algum, transparece as deficiências do organismo.
Durante as tardes, uma caminhada até o mercado para comprar salgadinho ou uma volta na praça do bairro distraem a dupla. Pausa, somente para tomar os remédios ou viajar ao Hospital de Clínicas de Porto Alegre para fazer exames e receber medicação, duas vezes por semana.
Embora pareça pouco convencional, o dia-a-dia de Luís e Kauan já esteve mais atribulado. Desde que descobriu a doença, o pintor trocou as latas de tinta pelos frascos de remédio. Passou a encarar horas de viagem até a Capital para tratamentos médicos. Acostumou-se a dormir em poltronas de hospitais. Mas não há dificuldades que o abatam.— Sempre levantei a cabeça e fiquei tranquilo. Perdi um irmão por leucemia há mais de 20 anos, isso está sendo uma prova de Deus. Tenho coragem, força e vou lutar pela saúde dele até o fim — diz Luís, enérgico.
Além da ajuda pública  e de entidades, pai e filho receberam doações entre R$ 10 e R$ 2 mil na poupança aberta em nome de Kauan. Os auxílios são suficientes para garantir a rotina que a dupla não escolheu levar. Mas ainda há uma etapa pela frente: conseguir uma casa onde possam morar.
Fonte:Zero Hora 13/08/11

NO ALTAR AOS 85 ANOS

Casamento agita a nobreza europeia

Aos 85 anos, uma das mulheres mais ricas e com mais títulos de nobreza da Europa pretende se casar pela terceira vez – e seus planos agitam não só sua família como também todas as de sangue azul do continente.

A duquesa de Alba, da Espanha, tem uma fortuna estimada entre 600 milhões de euros a 3,5 milhões de euros (R$ 1,3 bilhão a R$ 8,1 bilhões). Vinte e cinco anos mais moço do que ela, o noivo, Alfonso Díez, é funcionário público espanhol e trabalha na Previdência do país. O casal se conhece há décadas – o segundo marido da duquesa era amigo do irmão de Díez. Os seis filhos da duquesa eram contrários ao casamento, pois acreditavam que ele estava apenas interessado na fortuna. Para contentar os filhos e, possivelmente, evitar um longo e complicado processo na Justiça, que poderia até declará-la incapaz de gerir seu próprio patrimônio, María del Rosario Cayetana Alfonsa Victoria Eugenia Francisca Fitz-James Stuart y de Silva – seu nome completo – resolveu, então, dividir a herança ainda em vida.

– Alfonso não quer nada, renunciou a tudo. Ele só quer a mim – disse a duquesa no início do ano.

A decisão de entregar a fortuna aos filhos parece tê-los acalmado. A duquesa, entretanto, acredita que não é tão rica assim.

– Tenho muitas obras de arte, mas não posso comê-las, posso? – diz.

Entre as obras de arte que possui estão pinturas de Goya e Velázquez. Como chefe da Casa de Alba, que existe há 539 anos, seus privilégios incluem não precisar se ajoelhar diante do Papa e um “direito” curioso: o de entrar na catedral de Sevilha a cavalo.
Fonte:Zero Hora 12/08

domingo, julho 31, 2011

Amputações

"Estamos falando de tudo que é nosso, mas que teve que deixar de ser na marra, em troca da nossa sobrevivência emocional
Quando o filme 127 Horas estreou no cinema, resisti à tentação de assisti-lo. Achei que a cena da amputação do braço, filmada com extremo realismo, não faria bem para meu estômago. Mas agora que saiu em DVD, corri para a locadora. Em casa eu estaria livre de dar vexame. Quando a famosa cena se iniciasse, bastaria dar um passeio até a cozinha, tomar um copo d´água, conferir as mensagens no celular, e então voltar para a frente da TV quando a desgraceira estivesse consumada. Foi o que fiz.

O corte, o tão famigerado corte, no entanto, faz parte da solução, não do problema. São cinco minutos de racionalidade, bravura e dor extremas, mas é também um ato de libertação, a verdadeira parte feliz do filme, ainda que tenhamos dificuldade de aceitar que a felicidade pode ser dolorosa. É muito improvável que o que aconteceu com o Aron Ralston da vida real (interpretado no filme por James Franco) aconteça conosco também, e daquele jeito. Mas, metaforicamente, alguns homens e mulheres conhecem a experiência de ficar com um pedaço de si aprisionado, imóvel, apodrecendo, impedindo a continuidade da vida.
Muitos tiveram a sua grande rocha para mover e, não conseguindo movê-la, foram obrigados a uma amputação dramática, porém necessária.
   Sim, estamos falando de amores paralisantes, mas também de profissões que não deram retorno, de laços familiares que tivemos de romper, de raízes que resolvemos abandonar, cidades que deixamos. De tudo que é nosso, mas que teve que deixar de ser, na marra, em troca da nossa sobrevivência emocional. E física, também, já que insatisfação é algo que debilita.
Depois que vi o filme, passei a olhar para pessoas desconhecidas me perguntando: qual será a parte que lhes falta? Não o “Pedaço de Mim” da música do Chico Buarque, aquela do filho que já partiu, mutilação mais arrasadora que há, mas as mutilações escolhidas, o toco de braço que tiveram que deixar para trás a fim de começarem uma nova vida. Se eu juntasse alguns transeuntes, aleatoriamente, duvido que encontrasse um que afirmasse: cheguei até aqui sem nenhuma amputação autoprovocada. Será? Talvez seja um sortudo. Mas é mais provável que tenha faltado coragem.
Às vezes o músculo está estendido, espichado, no limite: há um único nervo que nos mantém presos a algo que não nos serve mais, porém ainda nos pertence. Fazer o talho sangra. Machuca. Dói de dar vertigem, de fazer desmaiar. E dói mais ainda porque se sabe que é irreversível. A partir dali, a vida recomeçará com uma ausência.
Mas é isso ou morrer aprisionado por uma pedra que não vai se mover sozinha. O tempo não vai mudar a situação. Ninguém vai aparecer para salvá-lo. 127 horas, 2.300 horas, 6.450 horas, 22.500 horas que se transformam em anos.
Cada um tem um cânion pelo qual se sente atraído. E um cânion do qual é preciso escapar"
Fonte: Zero Hora 01/08/11

quarta-feira, julho 20, 2011

Dia do Amigo, mas o verdadeiro?

  Como eu, Mariana, defino "amigo"

Amigo é aquele em quem tu podes confiar,
e que sabe ouvir-te..
...e ouvindo não compartilhe com os outros as tuas confidências.
Amigo é aquele que sabe dar-te um abraço em todos os teus momentos,

nas conquistas e nas derrotas.
Para ser amigo não precisa ter dinheiro e nem posição social,
basta ter um bom coração e amar-te de verdade.

Quando eu sou amiga de alguém eu o amo incondicionalmente e confio , pois se não confiar não sou amiga.

Quem é amigo para tirar vantagem (qualquer que seja) não é amigo e sim pobre de espírito.

Amigo não precisa dar nada em troca, além de uma amizade fiel e incondicional.

É mais fácil encher uma mão de bons políticos do que de Amigos Verdadeiros.


Se tu fores um amigo como eu defini nem que seja para uma só pessoa, desde que não seja tu mesmo, hoje é o teu dia.
És raro e o dia é todo teu.
Deus te ilumine e proteja.
 Mariana

sexta-feira, abril 29, 2011

Persistência


             "As dificuldades aparecem na vida de todos nós.

    O mais importante é lidar com os momentos difíceis, poder com as mudanças e superar o problema até chegar ao outro lado em que o sol ainda está brilhando só para você.
É preciso ser uma pessoa forte para lidar com as dificuldades e as escolhas difíceis.
 Mas você é uma pessoa forte. É preciso coragem. Mas você tem a coragem interior necessária para sobreviver.
É preciso ser o ator principal da sua vida. Mas você está no banco do motorista e pode determinar a direção que você quer tomar.
Persista... e tome cuidado para que você não perca de vista a única coisa que é constante, bonita e verdadeira;
Tudo vai terminar bem - e será assim porque você é uma pessoa especial.
Então... a partir de hoje e por toda a vida - persista sempre e não tenha medo de sentir que o sol está brilhando...
          só para você."
Autor: (Douglas Pagels)

      Irei dar uma pausa por aqui. Preciso cuidar de mim, um pouquinho. Em breve voltarei.
 Deixo esta mensagem com um momento mágico que aprecio muito, que me emociona: o pôr-do-sol e este foi em Laguna-SC.
   Desejo que o mês de maio seja de muitos momentos bons e de paz.

quarta-feira, abril 20, 2011

Como saber quando podemos confiar no próximo?

Na semana retrasada, Matheus foi abordado por um rapaz que ofereceu um perfume do “Cristiano Ronaldo”. Informou que no Iguatemi é vendido por R$ 85,00, mas como “será inaugurada a loja em Gravataí, foi oferecido por R$50,00 e depois por R$15,00. Matheus disse que não tinha $ porque estava indo para a aula de inglês.
Contei para o meu filho que as pessoas que nos abortam, geralmente são golpistas, contei o “golpe do bilhete premiado”...
Contei que uma vez uma “velhinha” me abordou numa esquina e disse que tinha vindo de Santo Antonio consultar, blá,blá,blá e precisava completar o valor da passagem. Entreguei para ela, o pequeno valor. Pois no outro dia, lá estava ela contando a mesma história para um moço. Fui “obrigada’ a parar e dizer umas verdades para ela. Fui enganada.
Esta mesma senhora foi ao escritório da minha amiga, e pediu R$2,00 para “completar” o valor do remédio. Minha amiga deu, e ficou cuidando. Esta “santa” ficou na esquina “arrecadando” (com certeza contando a mesma história).
Minha amiga foi até ela, e “exigiu” os R$2,00 de volta e disse q iria chamar a polícia....
ALERTEI o Matheus sobre os perigos das abordagens. E disse que o perfume deveria ser roubado ou falsificado para ser oferecido por R$15,00.
Pois é, na semana passada, uma senhora me abordou dentro do Carrefour e contou uma história triste, que seu pai estava no hospital com câncer, e que naquele dia estava completando 75 anos. Ela tinha feito um empréstimo de R$700,00 para pagar o anestesista (mostrou o RG e o extrato bancário) chorou e perguntou se eu pagaria a compra que ela tinha feito. (pão, um leite, um pacote de massa...)
Fui comovida pelas lágrimas e pela “doença” do pai dela (a mesma que meu pai teve).
Acreditem, paguei as compras (deu R$20,00), fiz justamente o que “alerto” o meu filho para não fazer.

Fico pensando: será que fui feita de trouxa?
E se não tivesse ajudado estaria me perguntando: se aquela história era verdade, por que não ajudei o próximo?
Como e quando acreditar no “outro”?
Fazer julgamentos precipitados estaremos sujeitos a cometer injustiças, MAS se acreditarmos corremos o risco de sermos vítimas de golpe de pessoas oportunistas.
Que dilema e não sei se existe uma resposta ideal.
Aliás, andava desconfiada que o Coelho da Páscoa não existe, após uma investigação, descobri que “acreditei” por muito tempo numa fantasia.
A descoberta de ser feita de “trouxa” dói tanto que impede das lágrimas rolarem.

domingo, abril 17, 2011

Três xícaras de café por dia podem proteger organismos contra problemas do coração

Gostaria de colocar os benefícios do chimarrão, mas só quem entenderia seria a "gauchada". Como a maioria gosta e toma café, esta postagem será mais útil.


Consumo reduz a proteína que provoca ataques cardíacos e AVCs
Já diz a sabedoria popular que a diferença entre o remédio e a veneno está na dose. Um estudo israelense mostra que beber café faz bem para a saúde. Ingerir o equivalente a três xícaras de café por dia ajuda o sistema circulatório e pode proteger o organismo contra ataques cardíacos.

Os exames, que foram realizados em adultos saudável e em cardíacos, revelaram que o consumo reduz a proteína que provoca ataques cardíacos e AVCs e aumenta a que previne as problemas.

A equipe liderada pelo prof. Michael Shechter, diretor de pesquisa clínica no Instituto do Coração de Sheba, fez um estudo com 80 adultos, metade saudável e metade cardíaca. Eles tomaram uma pílula de cafeína que equivalia a três xícaras de café por dia.

Exames realizados posteriormente revelaram que o consumo de cafeína melhora o funcionamento do endotélio em 30%, reduz em 40% a proteína C-reativa (CRP) no corpo — fator que propicia ataques cardíacos e AVCs — e aumenta em 25% a quantidade de adiponectina, proteína que previne ataques cardíacos AVCs.

Os benefícios da cafeína foram detectados nos dois tipos de pacientes. Shechter observou que ainda não está claro quais são as consequências do consumo de café no longo prazo, mas que, ao longo de várias horas, seu efeito é positivo. Os pesquisadores planejam agora estudar os efeitos de longo prazo do consumo de cafeína sobre o sistema cardiovascular.
DONNA DC
Café diminui em até 25% o risco de derrame em mulheres, diz pesquisa
Nova pesquisa, porém, ainda não libera o produto como bebida saudável
Mulheres que bebem mais de uma xícara de café por dia podem diminuir os riscos de um derrame cerebral em até 25%, segundo uma pesquisa do Instituto Nacional de Medicina Comportamental da Suécia.
— Embora seja cedo para recomendar o café como bebida saudável, as descobertas podem aliviar a mente das mulheres culpadas por beberem tanto café — acredita a pesquisadora Susanna Larsson, que acrescenta que o consumo moderado de café pode diminuir o risco de algumas doenças como diabetes, câncer de fígado e, agora, derrame.
A pesquisa acompanhou por mais de uma década a dieta de cerca de 35 mil mulheres entre 49 e 83 anos para comprovar a diminuição dos riscos de derrame entre 22% e 25%.
A conclusão dos pesquisadores é que o café reduz inflamações e aumenta a sensibilidade à insulina, além de contem anti-oxidantes, o que previne a doença.
http://www.clicrbs.com.br/especial/rs/donna/

sexta-feira, abril 15, 2011

Cabra Cega :li, adorei e recomendo



Para quem gosta de uma ficção baseada em tantas histórias que a gente fica sabendo pela mídia.
Cabra Cega é um prato cheio. É daqueles livros que precisamos saber o final, que cada página é cheia de suspense.
Adorei e recomendo.
Estou aguardando o próximo livro. O que será que virá?

Visite o blog da Sheila

http://sherimendonca.blogspot.com/

Por: Sheila Ribeiro Mendonça
"Clara e Gustavo se conhecem, em um Clube de Curitiba, quando ela estava pensando em viajar, antes de começar a fazer faculdade, e então se apaixonam e casam, assim, a vida de Clara muda rapidamente. E literalmente a mudança é radical, pois Gustavo se revela um homem agressivo, ciumento, possessivo, violento, ardiloso e perspicaz, com isso transformando a vida dela numa constante surpresa e esconde-esconde. Não somente de

comportamentos como também de cidades. Com o intuito de não criar laços com ninguém e, principalmente, de não deixar que a família de Clara saiba onde ela está, você vai acompanhar Cabra Cega sem ter a certeza de até quando aquela cidade fará parte dos planos de Gustavo. Em Cabra Cega acompanhamos os escondidos"

quarta-feira, abril 13, 2011

Financiamento público:Nós pagamos.

Se alguém se arrepia de ouvir falar em financiamento público de campanha, talvez não tenha prestado atenção no quanto os partidos políticos recebem de dinheiro dos impostos e de multas aplicadas a eles mesmos quando infringem alguma lei. De janeiro a março deste ano, os 27 partidos legalmente inscritos no Tribunal Superior Eleitoral já receberam R$ 66,3 milhões. Até o final do ano, receberão, juntos, mais R$ 199 milhões, distribuídos de acordo com seu tamanho (veja tabela ao lado).

Do total de R$ 265 milhões do fundo partidário deste ano, somente R$ 36,1 milhões virão das multas. O resto é dinheiro do orçamento, que os partidos usam para manter suas estruturas e produzir os programas de rádio e TV que exibem em horário considerado gratuito, mas que também tem custo para os cofres públicos.

A maioria depende desse dinheiro para sobreviver. São poucos os que conseguem recursos expressivos com a contribuição de filiados. O PT, que recebe a maior fatia do fundo partidário – foram R$ 10,8 milhões nos primeiros três meses de 2011 –, é também o que mais arrecada, porque tem uma tradição de cobrar mensalidade dos filiados e uma espécie de dízimo dos que ocupam cargos nos governos do partido. Com milhares de cargos no governo federal e outros tantos nos Estados e municípios que administra, o PT chega capitalizado à próxima eleição e com maiores possibilidades de arrecadação, se persistir o financiamento privado das campanhas.

Os números sugerem que vale a pena criar um partido político, mesmo que ele seja um rotundo fracasso em matéria de resultado eleitoral. Sem representantes no Congresso, o folclórico PCO teria direito a receber no trimestre passado R$ 43,9 mil. Só não recebeu porque não está com as prestações de contas em dia. O PSTU, que também não tem deputados nem senadores, recebeu R$ 193,1 mil.

A fatia de cada um: Veja quanto cada partido recebeu do fundo partidário entre janeiro e março

Partido Valor (R$)

PT 10.831.697,14

PMDB 8.216.841,87

PSDB 7.416.130,47

PR 4.979.509,27

PP 4.770.812,22

DEM 4.654.435,61

PSB 4.581.810,74

PDT 3.238.472,41

PTB 2.730.930,94

PV 2.524.839,75

PSC 2.161.349,36

PC do B 1.933.685,52

PPS 1.689.286,65

PRB 1.341.069,34

PSOL 861.627,98

PMN 852.051,98

PHS 644.997,73

PTC 498.608,15

PSL 465.509,14

PT do B 385.969,28

PRTB 339.664,48

PRP 327.921,82

PTN 247.757,05

PSDC 241.670,02

PSTU 193.157,92

PCB 164.119,08

PCO* 43.960,84*

Valor total pago de janeiro a março:

R$ 66.337.886,76
Dotação orçamentária de 2011:

R$ 265.351.547,00
*A quantia destinada ao PCO permanece sem pagamento

Fonte:Zero Hora Rosane de Oliveira 03/04/11

domingo, abril 10, 2011

Cada um com os seus valores

Quando li esta reportagem, me dei conta que meus valores são muito diferentes.
Tenho certeza: não quero mudar os meus valores.
Desejo uma ótima semana para todos, que ela seja iluminada e produtiva.


"Para entender melhor o público que frequenta - e adora - o Fashion Weekend Kids, desfile infantil que está em sua 12.ª edição, apresenta 11 marcas e termina hoje(3/4) no Shopping Iguatemi, o Estado conversou com três mães e uma tia na elitizada plateia:
As empresárias Sandra Mussi, de 39 anos, mãe de Carolina, de 8; Renata Galvão, de 24, de Larissa Flávia, de 8; a advogada Carla Rocha, de 39, mãe de Helora, de 5; a administradora Sofia Menano, de 42, tia de Mariana, de 9. As meninas desfilaram?
Sandra: A Carol sempre desfila. E todo ano sai no Glamurama (coluna social eletrônica).
Mas ela sabe do que se trata?
Sandra: Uma criança de 3 anos sabe.
Como era na sua época?
Sofia: A gente nem sonhava.
Sandra: Eu, com 10 anos, mal falava, pensavam que eu era gaga.
A Carol, com 8, já foi 4 vezes à Disney. Ela é aquela ali (apontando) de blusa cinza de babado e saia de chamois (o traje, diz a mãe, custou R$ 500).
Vocês acham que as meninas sabem discernir as grifes?
Todas: As infantis, sim.
Sandra: A minha filha quer óculos Chanel, Prada. A gente gosta de coisa boa, eles aprendem.
Carla: Se meu marido ouve isso, tem um surto.
Por quê?
Carla: Ele pensa diferente.
Sandra: Ele é intelectual (risos gerais).
Sofia: A criança deveria ser criança por mais tempo.
Sua sobrinha gosta de grife?
Sofia (apontando para a bolsinha Givenchy branca da menina): O que você acha?
Ela sabe dizer o nome?
Sofia: Claro!
Sandra: Sabe o que eu acho? Se a gente comprasse na C&A, na Riachuelo, elas não estariam tão antenadas. Eu não imagino minha filha colocando uma roupa da Renner nem para dormir.
Renata: Espero que elas consigam manter esse padrão.
Sofia: Elas guardam dinheiro.
Pra quê?
As três (rindo muito): Comprar uma Chanel, um Dior.
Sandra: Elas não querem mais bufê infantil. Querem ir para Paris.
Renata: A minha foi para Disney no ano passado, vai de novo e, no ano que vem, quer Paris. Vamos levá-la à Eurodisney.
Sandra: A Carol faz coleção de Torre Eiffel.
Compram muito Disney?
Renata (ri): Fomos com duas malas, voltamos com cinco.
Será que na escola existe uma "alta sociedade infantil"?
Todas: Sim, claro.
Renata: No ano passado, teve até uma polêmica. Quase todas as crianças tinham ido à Disney.
Como fazer com as que não foram?
Sandra: A Carol foi pela primeira vez aos 3 anos.
Os pais têm responsabilidade sobre os valores da criança?
Todas: Total!!
Renata: Eu sou muito simples. Meu marido está em Las Vegas, mas ninguém precisa saber, entende? Eu, em Santos (ela mora lá), dirijo um Vectra. As pessoas pensam: "A Renata comprou um imóvel de R$ 2 milhões e anda de Vectra!"
Sandra: No último aniversário, o presente que a Carol mais gostou foi um forninho de pizza de plástico que custa R$ 20.
Renata: Vou comprar um SUV, mas porque tive um problema de coluna, hérnia de disco, e o Vectra é muito baixo.
O que quer dizer SUV?
Carla (fecha o olho para ver se lembra, vai até o marido e volta): Sport Utility Vehicle.
Fonte:http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110403/not_imp701084,0.php