quinta-feira, maio 06, 2010

Doe Palavras

Convido todos que passarem por aqui, a doar palavras

"O Hospital Mário Penna em Belo Horizonte-MG que cuida de doentes de câncer, lançou um projeto sensacional que se chama "DOE PALAVRAS".
Fácil, rápido e todos podem doar um pouquinho.Você acessa o site
http://www.doepalavras.com.br/ ,
escreve uma mensagem de otimismo, curta, e sua mensagem aparece no telão para os pacientes que estão fazendo o tratamento.
É muito bonita a reação dos pacientes.
A gente pode participar quando e a hora que quiser, e até todos os dias.
Doe um pouquinho das suas palavras e de seus pensamentos. "
e http://twitter.com/doepalavras

quarta-feira, maio 05, 2010

AVEC ELEGANCE

Gosto de informar a fonte, e no texto da Martha Medeiros que publiquei ontem, não está nos livros que tenho dela.
Por isto entrei em contato com a Martha para ter a certeza da autoria e da fonte.
Recebi o "verdadeiro" e publico abaixo.


"Hoje a maioria das pessoas que têm acesso à informação sabe que é peruíce usar uma blusa de paetês às duas da tarde e que é deselegante comparecer a um casamento sem gravata. Costanza Pascolato, Gloria Kalil e Claudia Matarazzo são alguns dos jornalistas especializados em ajudar os outros a não cometerem gafes na hora de se vestir ou de se portar à mesa. Mas existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento.
É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza. É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto. É uma elegância desobrigada.
É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam. Nas pessoas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca.
É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir à empregadas domésticas, garçons ou frentistas. Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros. É possível detectá-la em pessoas pontuais.
Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem dá um presente sem data de aniversário por perto, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está.
Oferecer flores é sempre elegante. É elegante não ficar espaçoso demais. É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao de outro. É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais. É elegante retribuir carinho e solidariedade.
Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto. Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante. Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural através da observação, mas tentar imitá-la é improdutivo. A saída é desenvolver em si mesmo a arte de conviver, que independe de status social: é só pedir licencinha para o nosso lado brucutu, que acha que “com amigo não tem que ter estas frescuras”. Se os amigos não merecem uma certa cordialidade, os inimigos é que não irão um dia desfrutá-la.
Educação enferruja por falta de uso. E, detalhe: não é frescura.

Martha Medeiros

terça-feira, maio 04, 2010

Elegância

Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento.
E um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.
É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora dedormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto.
É uma elegância desobrigada.
É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam.
Nas pessoas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca.
É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz aose dirigir aos seus subordinados.
Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazerem humilhar os outros.
É possível detectá-la em pessoas pontuais.
Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, é quem cumpre o que promete.
Oferecer flores é sempre elegante.
É elegante não ficar espaçoso demais.
É elegante fazer algo por alguém, e este alguém jamais saber o que você teveque se esforçar para o fazer...
É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao outro.
É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais.
É elegante retribuir carinho e solidariedade.
É elegante o silêncio, diante de uma rejeição...
Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto.
Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante.
É elegante a gentileza, atitudes gentis falam mais que mil imagens...
...Abrir a porta para alguém...é muito elegante...
Dar o lugar para alguém sentar...é muito elegante...
Sorrir, sempre é muito elegante e faz um bem danado para a alma...
...Oferecer ajuda...é muito elegante...
Olhar nos olhos, ao conversar é essencialmente elegante.
Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural pela observação, mas tentar imitá-la é improdutivo.A saída é desenvolver em si mesmo a arte de conviver, que independe de status social: é só pedir licencinha
Educação Enferruja por Falta de Uso.

segunda-feira, maio 03, 2010

Alerta:Inércia total no congresso

Os nossos parlamentares estão recebendo e não trabalhando pelo país, e sim para os seus interesses pessoais, que é a reeleição.
Amanhã deverá ser votado a lei da "Ficha Limpa". Aonde estarão "eles" no congresso ou pedindo votos Brasil a fora.Vamos ficar Atentos, em prol da cidadania.
Pergunto: Eles merecem serem reeleitos por nós?
Leiam matéria abaixo:
"Centro de decisões que mudam a vida dos brasileiros, o Congresso está estagnado.
Nos últimos meses, as discussões nos plenários, gabinetes e corredores privilegiam a construção de candidaturas e alianças eleitorais, em detrimento da apreciação de projetos.Na Câmara, a última votação ocorreu no dia 10 de março, quando foi aprovado o marco regulatório do pré-sal. Já o Senado não vota temas importantes desde o início de 2010.Se na Câmara as votações estão inviabilizadas há quase dois meses, no Senado o período de inércia é menor, mas não menos grave. Trancada desde 14 de abril por duas MPs, a pauta impede a votação de 80 propostas.
– Se não houver votações agora, a partir de junho nada mais de relevância será votado – reconhece o senador Paulo Paim (PT).*candidato a reeleição."
Fonte:ZH

sexta-feira, abril 30, 2010

Silicone, botox e educação



O que deveria ser mais importante para um país: educação ou silicone no peito ou nas nádegas? Aula de inglês ou botox?
Curso de informática ou lipoaspiração? Pós-graduação ou implante de cabelo? Quem fez o acerto de contas com o Leão por estes dias o prazo termina amanhã deve ter constatado, com pesar, que não pode deduzir integralmente os gastos com educação, mesmo com todos os recibos guardados, mas pode abater 100% do investimento em médicos, clínicas e hospitais para fazer cirurgias estéticas.
Pode um país que trata a educação assim chegar ao Primeiro Mundo?
Digamos que você tenha dois dependentes menores de 21 anos e tenha investido em 2009 R$ 27,4 mil em colégio e faculdade. Sabe quanto poderá deduzir da base de cálculo do seu imposto? Exatos R$ 5.417.
Cursos de idiomas não devem nem ser informados à Receita, porque não dão direito a nem um centavo de abatimento da sua renda bruta anual. E, fora a educação, um dependente custa, pelas contas do Leão, R$ 1.730 ao ano.
O assalariado, que é quem realmente paga imposto de renda no Brasil, é duplamente penalizado se quiser oferecer educação com um mínimo de qualidade aos filhos: além de o Estado não oferecer o que seria sua obrigação, não permite abater integralmente do Imposto de Renda o valor investido. Ou pode optar por matricular os filhos em escolas públicas de qualidade duvidosa e usar o dinheiro para eliminar as rugas de preocupação com o futuro e deduzir 100% do gasto com o botox.
Não faltará quem diga que escola particular é um luxo em um país de tantas carências e que o governo está certo em extorquir quem conquistou um salário melhor ao longo da vida. A pergunta é outra: por que se pode abater 100% dos gastos com tratamentos estéticos e não com a escola dos filhos?
Essa não é a única distorção do Imposto de Renda. Se você compra um imóvel por X, é obrigado a declarar esse bem pelo mesmo valor por anos a fio, como se não houvesse inflação. Essa regra prejudica o contribuinte em geral na hora da venda e levanta suspeitas sobre a honestidade dos candidatos a cargos eletivos, porque, ao apresentar a declaração de bens, passam a ideia de estar subfaturando o valor dos imóveis.
Rosane de Oliveira (melhor jornalista do RS)
Fonte:Zero Hora

quarta-feira, abril 28, 2010

Candidato ao governo do RS, me bloqueia


Estava seguindo o deputado Lara( @laraptbrs ) no Twitter e enviando perguntas sobre posições em relação ao RS para o candidato. Ele me bloqueou, somente porque eu "cobrava" respostas.(sempre educadamente)
Como deputado ele "nunca" me respondeu, mas eu achava que como candidato ao Piratini o comportamento seria diferente.Imagino como será este "homem" se um dia chegar ao poder.
Na primeira crítica da imprensa, qual atitude ele tomará?
Sempre imaginei que seria bloqueada por algum jornalista, pois faço "deles" o google do RS.
Descobri que fui bloqueada ao fazer minhas listas e "dar falta do Lara" nos que eu sigo, fui lá e cliquei para seguí-lo novamente e apareceu a frase: this user has blocked you from following then
O Matheus disse que "o twitter é do cara e que ele bloqueia quem ele quiser".Confesso para vocês, eu fiquei surpresa.
Se ele não tem (e parece que nunca teve) tempo de responder um que seja dos emails que enviei para ele, que responda a assessoria, para isto ela existe e é paga pelo contribuinte.

Afinal o deputado não é o representante do eleitor?
Nós devemos ou não saber as suas posições, opiniões e atitudes diantes dos fatos do Estado?
Perdemos o "direito" de questioná-los?
O candidato ao governo do RS ( deputado.lara@al.rs.gov.br) deve ter as respostas.
PS:Lara disse hoje que eu fui agressiva, mas para mim eu fui é insistinte. Publiquei nos comentários todas as minhas perguntas para ele.

terça-feira, abril 27, 2010

Guia politicamente incorreto da História do Brasil


Para quem gosta da História do Brasil, eu recomendo.
Este livro conta de uma forma bem humorada e divertida.
Algumas opiniões na contra capa:
"Um ótimo livro e fácil de ler.Uma singular heresia perdida em meio ao mar de unanimidades."
"é um livro divertido de ler.Mas é também um livro que presta um grande serviço ao pensamento crítico. É politicamente sincero e politicamente rigoroso."

Eu estou adorando.
Desejo uma ótima terça-feira para todos.

segunda-feira, abril 26, 2010

Direito de cobrar

Depois de dois acidentes com mortes em locais públicos de Porto Alegre, decorrentes da má prestação de serviços à população, os cidadãos e a imprensa passaram a denunciar outras deficiências e a cobrar respostas dos governantes e dos servidores. Embora as administrações públicas reajam mal e sintam-se perseguidas quando isso ocorre, a fiscalização é um direito do qual os contribuintes não podem abrir mão. Pelo contrário, devem intensificar as cobranças e torná-las rotineiras sempre que verificarem bueiros sem tampa, calçadas esburacadas, canteiros com excessiva vegetação, sinais de trânsito escondidos ou danificados, falta de iluminação, vazamentos de água na rede pública, praças transformadas em redutos de marginais, tudo o que representar desconforto ou perigo para a população.
O ideal seria que os cidadãos nem precisassem reclamar. Em vez de se queixar da cobrança, os órgãos públicos deveriam agir preventivamente, promovendo os serviços necessários e fiscalizando a execução dos trabalhos terceirizados. É para isso que existe a estrutura administrativa, sustentada pelos impostos cobrados aos contribuintes. O inadmissível é o jogo de empurra quando uma irregularidade é constatada.
Cabe reconhecer que, nos dois casos referidos, a administração municipal assumiu as suas responsabilidades, adotando as providências necessárias para atenuar o sofrimento das famílias das vítimas. Mas essa é uma mínima parte de sua obrigação. O que se espera é que passe a atuar preventivamente não apenas para evitar que ocorram novas tragédias, mas também para proporcionar à população serviços compatíveis com suas necessidades. Vale para o município, para o Estado e para a administração federal: os contribuintes têm o direito de exigir eficiência e seriedade dos seus representantes. E, muito mais, de cobrar responsabilidade quando o poder público falha.
Editorial Zero Hora 25/04
Se todos os cidadãos usassem o seu direito de cobrar dos governantes, a situação do nosso país seria melhor. Mas infelizmente a maioria prefere se acomodar na sua inercia diária.
Eu cobro, mas as vezes sinto-me que estou remando contra a maré.
Boa semana para todos.

sexta-feira, abril 23, 2010

50 milhões de figurantes

Todas as manhãs, dirijo pelo mesmo trajeto e fico engarrafada numa mesma esquina, onde há uma obra atrapalhando o trânsito. Mas nada se compara com a dificuldade de uma moça que diariamente atravessa a rua bem em frente ao meu carro. Seria fácil para ela caminhar sobre a parte esburacada da obra e cruzar de uma calçada a outra enquanto o sinal não abre. Seria fácil se ela caminhasse, mas não caminha. Anda numa cadeira de rodas.
Todos os dias, eu presto atenção nela, em como maneja bem sua cadeira, em como parece estar acostumada, apesar de todo o esforço. Naturalmente, me vem à lembrança a personagem de Alline Moraes em Viver a Vida. E me pergunto: não fosse a personagem da novela, eu prestaria tanta atenção assim? Quantas cadeirantes já cruzaram meu caminho e eu não percebi?
Assistindo a uma entrevista da vereadora e psicóloga Mara Gabrilli, também cadeirante, descobri que no Brasil há cerca de 50 milhões de pessoas que possuem alguma deficiência, seja motora, auditiva, visual, mental ou mesmo as deficiências degenerativas da idade, que comprometem o ir e vir autossuficiente. Não é um milhão, nem são dois: são 50 milhões.
Você tem cruzado por essas pessoas pelas ruas? Sim, todos os dias. Mas cruzar por elas não significa enxergá-las.
Não acho que as novelas precisem se engajar em causa alguma, estão aí para entreter, passar o tempo, porém, quando conseguem colocar na trama uma personagem peculiar, que não representa apenas a santinha ou a vilã clássicas, mas que foge do estereótipo, nossos olhos se abrem para uma condição que a gente se acostumou a não ver.
Ainda que a realidade da personagem da novela seja diferente da realidade da maioria dos cadeirantes (raros possuem enfermeira 24 horas, fisioterapeuta de plantão e motorista com carro adaptado), não se pode esquecer que vivemos num país em que a educação se dá mais pela TV do que pelos livros.
Logo, um programa de grande audiência que atinge as classes A, B, C, até Z, contribui muito para a inclusão social daqueles que, por não protagonizarem novelas, também não eram considerados protagonistas aqui fora. Formavam um elenco de apoio, 50 milhões de figurantes.
Não é nada, não é nada, Manoel Carlos deu projeção a uma linda Luciana que saiu das passarelas para a paraplegia, com o ineditismo de a personagem ter até blog e trocar ideias com os telespectadores como se o seu drama existisse de fato. Bizarro? Cafona? Pode ser. Mas hoje vejo com mais nitidez aquela moça que todo dia atravessa a rua manejando sozinha sua cadeira de rodas às sete e meia da manhã, engolindo poeira em meio a uma obra, e penso na falta que faz um outro tipo de passarela, uma rampa ou uma calçada bem pavimentada para aqueles que, diferenças à parte, também são personagens principais.
Martha Medeiros
Zero Hora 21/04/10
Bom fim de semana para todos que por aqui passarem.

quinta-feira, abril 22, 2010

Há necessidade de vice-governador?

Após ouvir perguntas do meu filho sobre o que faz o vice-governador, fui à busca de informações, primeiro na constituição federal e estadual:
Consta na constituição do RS:
Art. 70:§ 2º -
O Governador e o Vice-Governador prestarão, no ato de posse, o seguinte compromisso: "Prometo manter, defender e cumprir a Constituição, observar as leis e patrocinar o bem comum do povo rio-grandense".
Art. 80 - O Vice-Governador exercerá as funções de Governador nos casos de impedimento deste, bem como as funções que lhe forem conferidas em lei ou delegadas pelo titular, e suceder-lhe-á em caso de vaga.
Como não ficou claro quais são as funções do vice, procurei a AL, Sec. Fazenda, Casa Civil, Palacinho e jornalistas.
Resumo da ópera: o vice não tem função nenhuma além de substituir o titular, e este pode se ausentar até 15 dias sem a necessidade de transmitir o cargo.
Vice-governador não tem autonomia para fazer com que leis e obrigações sejam cumpridas pelo governo.
Só quem tem o poder nas mãos é quem tem o cargo de governador.
Para quê o cargo de vice? Para termos mais gastos públicos?
O nosso atual vice tem no Palacinho 43% dos funcionários efetivo comparado da gestão anterior, mas e o próximo?
A família do atual não usa o privilégio da lei de ter segurança e motorista, mas e os anteriores e os que virão?
Este é o momento para solicitar que os novos deputados se comprometam para fazer projetos e depois virar lei, conferindo obrigações para este cargo.
Ora, se é a segunda maior autoridade do Estado, porque não ter obrigações, porque não podemos cobrar dele nada? Afinal não pode fazer nada.
Ou acabamos com este cargo (que acho impossível, não acredito em Papai Noel) ou sejamos justos; já que recebe dos cofres públicos, tem uma equipe paga pelo povo, tem sim que ter obrigações diante do seu Estado.
Na minha pesquisa, recebi uma resposta triste, mas real: vice-governador é mesmo que Rainha da Inglaterra, a única diferença é que pode assumir o poder.

Tenho o direito de cobrar do governador, dos deputados e senadores, os quais nós elegemos. Quero ter o direito de cobrar obrigações de quem é vice (prefeito, gov e presidente).
Mas primeiros têm de haver uma lei.

quarta-feira, abril 21, 2010

Ser cidadão é perigoso


Domingo um empresário, pai de uma cadeirante, ao ver um homem estacionar na vaga para deficiente num hipermercado de Porto Alegre, reclamou, e foi agredido com uma barra de ferro na cabeça.
O empresário foi operado, e o caso foi parar na polícia.
Este senhor disse que não tem medo e que continuará a fiscalização para estas vagas.
Este fato mais que me assustou, acendeu a luz do medo, porque eu sempre que vejo alguém estacionar na vaga para deficientes, eu falo " acho que não viu, mas esta vaga é especial para deficientes".
As vezes olham para mim e fazem que não escutaram.
Um dia dois homens que estavam no carro de uma imobiliária tradicional de Gravatai, se olharam e ficaram rindo.
Meu marido sempre diz que um dia irão me xingar.
O máximo que eu pensava é que seria xingada, mas ser agredida? isto é preocupante.
Agora fiquei com medo de continuar "sendo metida".
Até hoje ninguém retirou o carro da vaga após eu "avisar".
Esta agressão é assustadora para nós cidadãos educados.

terça-feira, abril 20, 2010

A pressa é nossa inimiga

"Não faça com a pressa de colher estrague o seu momento de plantar"
Geir Campos
Desejo um lindo dia para todos.

segunda-feira, abril 19, 2010

Tem defeitos q deveriam estar escrito na testa

Moro num condomío fechado, e aqui tinha um senhor que trabalhou para vários moradores e donos de terrenos ainda não construidos, e também fazia serviços para a zeladoria.
Sua mulher trabalhou na casa do meu vizinho.
Eles tem um casal de filhos, menores de 10 anos.
Este senhor sempre foi simpático, educado e trabalhador.
Tempos atrás ele "sumiu". Perguntei ao meu vizinho por ele.
Fiquei de queixo caido:ele está preso porque estuprou uma menor.
Ele não tinha cara de "tarado" ou pedófilo.
Nunca pensei que conheceria um estuprador.
Este perigo deveria estar escrito na testa, para alertar a sociedade.
Digo isto, porque quando eu era criança e tentava mentir, a minha mãe dizia:"Marianinha,tá escrito na tua testa que tu tá mentindo".
Bem que certos defeitos poderiam vir escrito na testa, como sinal de alerta.

sábado, abril 17, 2010

Resposta do Germano Bonow

Em março do ano passado eu postei este texto, e nesta sexta-feira recebi a resposta do deputado.

Germano Bonow não é diferente dos outros políticos

Sempre "tento"fiscalizar o máximo os nossos parlamentares, principalmente os que recebem o meu voto.

Em 2006 quando escolhi o então candidato a dep.federal Germano Bonow, entrei em contato com ele, questionei mil coisas e deixei bem claro, que iria fiscalizá-lo.Avisei que meu voto é multiplicado, mas se ele não me representasse corretamente, faria campanha contra.

Questionei se queria meu voto, mesmo assim ele quis.Bonow foi eleito.

Em 2007 respondia meus e-mails, mas no ano passado , não obtive nenhuma resposta.Acompanho seu trabalho fazendo busca na internet.

Bonow tem feito um bom trabalho na Câmara, seus projetos são bons.Sinceramente eu gosto.

MAS ,nesta semana eu soube que sua esposa Beatriz Paiva Bonow, é funcionária no TCE,e que não comparece "muito" ao trabalho, está sempre apresentando atestado médico.A esposa do deputado não tem necessidade de ser CC, muito menos fantasma.

O Germano Bonow não é diferente dos demais políticos.

Empregar familiares para aumentar os seus rendimentos, é "obrigação" dos nossos representantes.Infelizmente!
Será que um dia, isto terá fim?


Resposta:

de Dep. Germano Bonow <dep.germanobonow@camara.gov.br>

data 16 de abril de 2010 13:02

Prezada Mariana;

Tomei conhecimento hoje (16/04/10), do comentário que colocaste no teu blog sob o título “Germano Bonow não é diferente dos outros políticos”, publicado em 20 de março 2009.

Pensei que já havia respondido no ano passado. Não o fiz. Errei.

De fato, minha esposa, que possui dois cursos superiores, ocupa um cargo no TCE há vários anos e se ali ainda permanece, mesmo tendo passado diversos presidentes, me parece que é fruto da sua competência e profissionalismo.

Sobre os afastamentos do trabalho, admito que causam transtornos, mas todos nós somos passíveis de enfrentarmos problemas de saúde, independente da função, cargo ou atividade profissional que desempenhemos.

Gostaria de que ela tivesse boa saúde, mas infelizmente não a tem. Apesar dos avanços da medicina moderna, ainda não obtivemos sucesso.

No entanto se as tuas afirmações são no sentido de que as eventuais faltas ao trabalho não se devem à doença, quero te dizer que quem te informou não passa de uma pessoa mal intencionada e tendenciosa.

Por essa razão, sugiro que escolhas melhor as pessoas que te usam para atingir terceiros.

Abraços,

Germano Bonow

Deputado Federal(DEM/RS)



PS: A minha fonte não é da política,nem ninguém da família dela, apenas tem amigos que trabalham no Tribunal de Contas do Estado.

Achei junto publicar a resposta do Bonow.

Só que eu acho que os órgãos públicos deveriam ser preenchidos por concursados e não por CC.

sexta-feira, abril 16, 2010

Pref.da Capital mata mais um jovem


Gosto de postar na sexta-feira assunto leve, mas hoje não vai dar.
Nesta semana um jovem de 21 anos morreu após receber um choque elétrico numa parada de ônibus por negligência da prefeitura de Porto alegre, pois não é que hoje a história se repete.
Um jovem de 19 anos, morreu ao perder o controle da sua moto após passar por um buraco mal tapado na pista.
Este buraco ficou três dias jorrando água e a população reclamando. A prefeitura fez um serviço "porco" e está aí o resultado:a vida de um jovem perdida pela irresponsabilidade dos órgãos públicos.
Sei que este tema é da ONG Alerta, mas como este blog aborda assuntos diversos, não posso deixar passar em branco este episódio.
Como ignorar a negligência e incompetência da prefeitura dos gaúchos?
Alguém precisa pagar por isto.
Mas quem irá puní-los?

quinta-feira, abril 15, 2010

Inocentes e culpados

Saudade da infância. A gente fazia molecagens e depois bastava confessar e rezar três ave-marias para ficar quite com Deus. Quando criança, meus pecados eram matar aula ou brigar com meu irmão, e eu imaginava que se meus pecados começassem a se tornar mais radicais, o pior que poderia me acontecer era ter a pena elevada de três para 18 ave-marias.
Dava pra suportar. E assim a Igreja ia me educando para a impunidade, bem diferente do que faziam meus pais: quando eu errava, eles me deixavam sem tevê, sem brincar na rua e sem refri. Isso, sim, era um castigo medonho, mas que visava à reabilitação.
Hoje leio que a Igreja, desastradamente, anda associando pedofilia a homossexualidade, e que um dos castigos propostos é fazer com que o clérigo pecador isole-se e passe a vida entre preces. Quantas ave-marias pra ele?
Abusar de crianças é um escândalo em qualquer circunstância, não importa o motivo do crime e quem o cometeu. Todos os perversos possuem suas razões: ou também foram abusados quando meninos, ou foram abandonados pela família, ou são cruéis por natureza, ou não receberam nenhum princípio moral ou ético, ou passaram por privações, ou são doidos de pedra. O que induz à ação criminosa não é a inclinação sexual do sujeito, mas sua ausência de civilidade.
O Vaticano tem se preocupado em explicar a quantidade incômoda de padres pedófilos denunciados, mas, antes de tentar explicar, deveria julgar e, comprovado o crime, condenar. Punir. Prender. O fato de serem representantes de Deus não pode servir como atenuante, ao contrário. Está-se diante da hipocrisia sacramentada, do “vinde a mim as criancinhas” sem levar em conta nenhum dos preceitos que regem (ou deveriam reger) a religião, qualquer religião.
Enquanto houver condescendência, não haverá paz.
A redução da violência passa pela punição imediata. Falamos muito em investir em educação e esse é o principal caminho, lógico, mas é uma solução a longo prazo.
Para corrigir o agora, tem que se dar o exemplo agora. Vale para o casal Nardoni, vale para o estuprador assassino de Luziânia, vale para o fazendeiro que matou a missionária Dorothy Stang, vale para os mandantes e executores de Eliseu Santos e vale para todos os que escapam da lei porque não há policiais suficientes, nem servidores, nem dinheiro, nem equipamentos, nem espaço nas cadeias e, principalmente, por não termos a cultura do Tolerância Zero.
Tolera-se quase tudo e, o que não se tolera, esquece-se com o tempo.
Aquelas três ave-marias que me mandavam rezar por ter matado aula ou brigado com meu irmão eram inúteis. Não havia crime, não havia pecado: havia inocência.
Não sei o que os adultos hoje dizem no escuro dos confessionários, o que os padres escutam por trás das treliças, só sei que Deus, em sua infinita bondade, perdoa fácil qualquer delito, seja o de uma criança que disse um palavrão até o de um adulto que admite um estelionato, basta ajoelhar, rezar e declarar-se arrependido.
Não por acaso, Arruda saiu da prisão anteontem recepcionado por orações, abençoado seja. Mas, sinceramente, troco a redenção divina pela Justiça terrena, que está fazendo mais falta.
Martha Medeiros
Fonte:Zero Hora

quarta-feira, abril 14, 2010

Descaso da prefeitura da Capital mata jovem

Ontem à noite, um jovem de 21 anos morreu eletrocutado numa parada de ônibus em frente à universidade.
Ele levou um choque elétrico ao encostar-se em uma parada.
A prefeitura já tinha recebido desde o mês passado aviso da população.
A EPTC que é responsável pelas paradas de ônibus confirma a solicitação, e disse que colocaram uma “fita” no local, solicitaram que a CIA de energia verificasse o poste.
A CEEE diz que não recebeu comunicado nenhum, e diz que a responsabilidade é da
SMOV(este órgão não se pronunciou). e a EPTC diz que é da CEEE.
SMOV e EPTC são órgãos da prefeitura e a CEEE é do gov.estadual.
É um jogo de empurra.
Este acontecimento revoltou os gaúchos, e o que mais indigna é as explicações esfarrapadas, o descaso escancarado.
E saber que tanto a prefeitura quanto o governo estadual criaram uma secretaria para a Copa do Mundo.
Não tem cabimento.
Quantas vidas serão perdidas pelo descaso, negligência e irresponsabilidade dos órgãos públicos?

terça-feira, abril 13, 2010

O Homem ideal mas rejeitado:Paulo Feijó


Hoje quero “falar” de um homem público que eu admiro pela sua postura no cargo que ocupa e pelas suas ideias, mas justamente por isto ele é um homem rejeitado “no seu meio”.
Este homem é o Paulo Feijó, o vice-governador do RS.
Sendo ele um empresário conhecido e respeitado e por ter ocupado vários cargos de destaques na área empresarial, foi convidado pelo “seu amigo” Onyx para ingressar na política e em 2006 o DEM o “convocou” para ser vice da Yeda (na época não tinha chances de chegar ao segundo turno).
Feijó aceitou. Ajudaria o PSDB no tempo da TV e também a arrecadar recursos para a campanha.
Ele cobrava planilhas de entradas e saídas dos recursos na campanha, o que não tinha acesso.
Uma das propostas na campanha era não aumentar impostos
.
Antes de a Yeda assumir pediu para o governo anterior encaminhar à AL uma proposta para aumento dos impostos. O Feijó se uniu a oposição e foi para a AL protestar contra o seu próprio governo.
Dali para frente foi só brigas.
A Yeda já tinha conseguido o objetivo dela, e não precisava mais dele.
Para o Palacinho, que é o local de trabalho do vice-governador, ele “levou” somente três pessoas: chefe de gabinete, secretário executivo e assessora de comunicação. Os outros servidores já eram da administração anterior.
O Palacinho tem 17 servidores, 43% do efetivo comparado a gestão anterior.
E o pessoal do DEM que contava com cargos no Piratini e no Palacinho se deu mal.
O vice-governador e sua família têm direito a segurança e motorista, ele não usava, até ser assaltado e ser convencido pela segurança pública a ter segurança, mas motorista ele não aceitou. Sua família não usa deste privilégio que o povo também não tem.
Quando a sua filha Alessandra morreu de acidente de carro, muitos políticos “aproveitaram” da sua dor pessoal, para darem entrevistas na mídia, fazerem promessas vazias e posarem em eventos ao lado de um pai com um coração partido.
Meu Deus, aonde pode chegar os interesses pelos holofotes?
O Chefe da Casa Civil (agora ex) foi no gabinete do vice fazer propostas indecentes para que o Feijó ficasse do lado da Yeda, e também disse que o DETRAN é o caixa dois para o PP e o Banrisul do PMDB.
Feijó gravou “tudo” e o escândalo percorreu os noticiários do Brasil. Ele foi considerado até de louco.
Feijó não se vendeu e não se rendeu ao “encanto” do poder e da politicagem.
Ele é um dos poucos que acredita que cargos públicos devem ser ocupados por pessoas capacitadas, que o governo deve prestar conta dos gastos do governo, afinal o dinheiro é do povo.
Ele é absolutamente contra a pensão de ex- governador e que o benefício deve ser proporcional ao tempo de contribuição.
Sendo contra cabides de empregos, funcionários fantasmas, pessoas incompetentes no poder público somente porque são “amiguinhos ou parentes”, e contra os velhos hábitos da politicagem, foi “deixado de lado” também pela turma do DEM.
Para a eleição deste ano o presidente do DEM “trabalhou” para que o partido fizesse aliança com o PTB, pois ele está pensando em poder se reeleger como dep.federal, na carona dos “votos” que o povão irá dar para o Danlei, ex-goleiro do grêmio.
E a cúpula do DEM gaúcha quer que o Feijó concorra a deputado estadual, para ser “puxador de votos” para os incompetentes, politiqueiros serem eleitos com os votos do Feijó.
Pela sua retidão, por não abusar do cargo que ocupa, ele é o exemplo de um homem que o povo precisa para gerenciar o que é público, mas enquanto houver a politicagem, troca de favores, interesses pessoais comandando os partidos, homens como ele, jamais terão chance de concorrer e chegar ao poder de fato.
Eu como gaúcha e cidadã só tenho a lamentar, pois sonho com pessoas do bem nos três poderes: federal, estadual e municipal.

sábado, abril 10, 2010

Café X Câncer

O café possui substâncias anticancerígenas como polifenóis antioxidantes e o cafestol.
Contrariando o que se pensava no passado de que o café poderia causar câncer, pesquisas modernas sugerem que o consumo moderado e regular de café podem até prevenir alguns tipos de câncer ( cólon, próstata).
Devido ao grande consumo de bebidas com cafeína e à ocorrência crescente de alguns tipos de câncer, chegou-se a pensar no passado que essa substância pudesse ser incluída na lista de produtos cancerígenos. Na década passada, a cafeína foi vinculada a uma maior ocorrência de câncer das vias urinárias inferiores, como câncer renal ou da bexiga. Outros estudos levantaram a suspeita de que o consumo de bebidas com cafeína poderia ser responsável pelo aparecimento do câncer de pâncreas. Entretanto, foi confirmado mais tarde que todos os estudos incriminadores da cafeína eram inadequados, incompletos e insatisfatórios, não sendo possível, na atualidade, atribuir relação alguma entre a ocorrência de qualquer tipo de câncer e a ingestão de bebidas que contém cafeína, devido à realização recente de estudos mais criteriosos, onde foram evidenciados a total segurança e ausência de riscos para o consumidor de cafeína e um possível temor de desenvolver qualquer tipo de câncer. Uma extensa revisão da literatura permite afirmar de forma definitiva que NÃO existem bases científicas para associar o consumo de cafeína com a doença fibrocística da mama, apesar da ignorância de muitas pessoas ainda aceitarem este equívoco como verdadeiro.
Modernos estudos epidemiológicos sugerem que o consumo moderado e regular de café possa atuar na prevenção do câncer de cólon e próstata."
http://www.cafeesaude.com.br/cafeesaude/cancer.htm
Desejo uma ótima semana para todos, cheia de sáude.

'Cuidado com o vão"

Mind the gap
Temos que ter cuidado com o vão, que é a distância entre a vida que você sonha e a vida como ela é.
Quem já viajou para outros países, especialmente os de idioma inglês, e andou de metrô, já deparou com o aviso que há em cada estação subterrânea. Ou está escrito no chão, ou os alto-falantes avisam: Mind the gap. Significa cuidado com o vão. Não caia. Não dê um passo em falso. Fique atrás da linha amarela. Não avance. Não arrisque cair nos trilhos. Mind the gap. Mind the gap.
Estava eu, numa noite de sábado, assistindo em casa ao filme Notas de um Escândalo, cujo atrativo maior é o duelo de duas grandes atrizes, Cate Blanchett e Judi Dench, quando a personagem da insatisfeita Cate saiu-se com essa frase: “Temos que ter cuidado com o vão. Que é a distância entre a vida que você sonha e a vida como ela é”.
A distância entre a vida que você sonha e a vida como ela é.
Mind the gap, pois a queda é dolorosa.
Mantenha-se com os pés firmes na vida que você tem. Claro que a vida sonhada é determinante para a busca da felicidade, claro que é essa vida “do lado de lá” que nos mantém despertos, claro que o sonho é mais inspirador do que a realidade, porém, cuidado com o vão. É onde a gente se machuca.
O túnel de uma estação de metrô costuma ser recheado de cartazes publicitários. Fotos de ilhas caribenhas para vender cartão de crédito, fotos de mulheres sublimes para vender cosméticos, fotos de casais jovens e apaixonados para vender roupas. Um mundo lindo e perfeito, sem tédio, sem dívidas, sem solidão. Ali, do outro lado do vão.
E a gente olhando tudo isso, parado, em pé, segurando uma mochila pesada, enquanto espera o trem.
Se você está viajando a turismo, se está em outra cidade ou em outro país, de certa forma já está do lado de lá do vão, está vivendo um instante de deslumbramento, em que se encontra longe de casa, longe do trabalho, com algum dinheiro pra gastar, com tempo livre, tirando umas férias da rotina e de você mesmo: não seria essa a descrição perfeita de “a vida que você sonha”?Férias é sempre um passeio por essa outra vida, a idealizada.
Mas pense bem: imagine uma vida eterna de prazeres, sem hora para dormir nem para acordar, com o mundo bem resolvido, o céu sempre azul, um amor tranquilo, champanhe e caviar dia e noite. Uma semana, um mês, dez anos sem motivos pra chorar, sem um compromisso a cumprir, sem um desafio.
Fazendo essa transferência, consigo me ver estampada nas paredes de uma estação, eu e minha vida de comercial de cartão de crédito, olhando aquela outra mulher na plataforma oposta, em pé, esperando o trem para levá-la a uma reunião de trabalho, a um encontro que pode frustrá-la ou surpreendê-la, a um bairro em que pode estar chovendo, a um acontecimento que deixará seu coração palpitando, e penso que talvez eu continuasse angustiada com a imensa distância que há entre a vida que a gente sonha e a vida como ela é.
Estamos sempre de olho na outra margem, na plataforma de lá. E o vão nunca some.
Martha Medeiros
Fonte:ZH dominical 11/04/10
Com este belo texto da Martha desejo um ótimo fim de semana. E lembre sempre:cuidado com o vão.