Simplesmente abandonei o blog e os meus amigos neste mês.
Não era a minha intenção.
Férias, é sinônimo de filho em casa, e seus amigos.
Minha casa, posso dizer que virou uma Colônia de férias todos os dias na parte da tarde .
Minha sobrinha de 17 anos passou uns 20 dias conosco.
É melhor a casa cheia do que vazia.
É sinônimo de vida e felicidade escutar risadas, gargalhadas e ver sorrisos de adolescentes.
Bem, fiquei sem oportunidade para "blogar", mas por uma causa boa e não por tristeza.
Com o calor imenso que fez aqui no RS, foi preciso "fugir" uma semana para a Bela e Santa Catarina.
Dia 1º de março as aulas nas escolas estaduais, municipais e particulares, enfim todas recomeçam aqui em Gravatai, e tudo voltará ao normal.
E minhas aulas de espanhol também, as reuniões na ONG Alerta, e vamos em frente, para aprender e crescer como ser humano.
Fiquei feliz que ganhei da minha cunhada 3 livros em espanhol do autor Jorge Luis Borges: El Aleph, Ficciones e Antología poética 1923-1977.(maior escritor da literatura da Argentina)
Adorei o presente. Todos sabem que eu adoro ler, ler, ler...
Em dezembro e janeiro reli vários lívros da Martha Medeiros:(os quais eu tinha lido a muito tempo.Livros dela eu não dôo, o máximo que faço é emprestar).
Livros da Martha que reli:Trem-bala, Poesia Reunida, Non-Stop e Coisas da Vida (recomendo todos os livros da Martha, mas sou suspeita, pois adoro).
Voltarei a atualizar o blog e visitar os meus amigos.
A vida é uma só, os momentos felizes são únicos e o blog podia esperar.
Agradeço a todos que aqui passaram.
Desejo para todos um excelente fim de semana.
Estou feliz que o calor insuportável foi embora.
sexta-feira, fevereiro 26, 2010
sexta-feira, janeiro 29, 2010
O Haiti é aqui!
Na terça-feira desta semana foi fechado um posto de saúde em Porto alegre, porque está infestado por ratos.
Os ratos passeiam pelas salas.
Os pacientes estão sendo atendidos ou esperando, enquanto os ratos "desfilam" no local que deveria ser 100% limpo.
É lamentável saber que o prefeito de Porto Alegre(José Fogaça) é candidato a governador do RS e está "muito bem nas pesquisas".
Acredito que a maioria dos eleitores está contente com a administração pública, aliás, a falta dela.
“Eu fico mais que indignada com fatos como este, fico triste porque o ‘povo” não grita, não exige os seus direitos.
Afinal o povo paga, e caro para ter saúde, educação, segurança.
Paga, mas se quiser ter uma vida digna, terá de pagar novamente.
Desejo para todos, mais que um final de semana maravilhoso, eu desejo saúde, saúde, saúde, saúde, saúde...
Até porque o Haiti é aqui!
Os ratos passeiam pelas salas.
Os pacientes estão sendo atendidos ou esperando, enquanto os ratos "desfilam" no local que deveria ser 100% limpo.
É lamentável saber que o prefeito de Porto Alegre(José Fogaça) é candidato a governador do RS e está "muito bem nas pesquisas".
Acredito que a maioria dos eleitores está contente com a administração pública, aliás, a falta dela.
“Eu fico mais que indignada com fatos como este, fico triste porque o ‘povo” não grita, não exige os seus direitos.
Afinal o povo paga, e caro para ter saúde, educação, segurança.
Paga, mas se quiser ter uma vida digna, terá de pagar novamente.
Desejo para todos, mais que um final de semana maravilhoso, eu desejo saúde, saúde, saúde, saúde, saúde...
Até porque o Haiti é aqui!
quarta-feira, janeiro 20, 2010
A nova minoria
"É um grupo formado por poucos integrantes. Acredito que hoje estejam até em menor número do que a comunidade indígena, que se tornou minoria por força da dizimação de suas tribos. A minoria a que me refiro também está sendo exterminada do planeta, e pouca gente tem se dado conta. Me refiro aos sensatos.
A comunidade dos sensatos nunca se organizou formalmente. Seus antepassados acasalaram-se com insensatos, e geraram filhos e netos e bisnetos mistos, o que poderia ser considerada uma bem-vinda diversidade cultural, mas não resultou em grande coisa. Os seres mistos seguiram procriando com outros insensatos, até que a insensatez passou a ser o gene dominante da raça. Restaram poucos sensatos puros.
Reconhecê-los não é difícil. Eles costumam ser objetivos em suas conversas, dizendo claramente o que pensam e baseando seus argumentos no raro e desprestigiado bom senso. Analisam as situações por mais de um ângulo antes de se posicionarem. Tomam decisões justas, mesmo que para isso tenham que ferir suscetibilidades. Não se comovem com os exageros e delírios de seus pares, preferindo manter-se do lado da razão. Serão pessoas frias? É o que dizem deles, mas ninguém imagina como sofrem intimamente por não serem compreendidos.
O sensato age de forma óbvia. Ele conhece o caminho mais curto para fazer as coisas acontecerem, mas as coisas só acontecem quando há um empenho conjunto. Sozinho ele não pode fazer nada contra a avassaladora reação dos que, diferentemente dele, dedicam suas vidas a complicar tudo. Para a maioria, a simplicidade é sempre suspeita, vá entender.
O sensato obedece a regras ancestrais, como, por exemplo, dar valor ao que é emocional e desprezar o que é mesquinho. Ele não ocupa o tempo dos outros com fofocas maldosas e de origem incerta. Ele não concorda com muita coisa que lê e ouve por aí, mas nem por isso exercita o espírito de porco agredindo pessoas que não conhece. Se é impelido a se manifestar, defende sua posição com ideias, sem precisar usar o recurso da violência.
O sensato não considera careta cumprir as leis, é a parte facilitadora do cotidiano. A loucura dele é mais sofisticada, envolve rompimento com algumas convenções, sim, mas convenções particulares, que não afetam a vida pública. O sensato está longe de ser um certinho. Ele tem personalidade, e se as coisas funcionam pra ele, é porque ele tem foco e não se desperdiça, utiliza seu potencial em busca de eficácia, em vez de gastar sua energia com teatralizações que dão em nada.
O sensato privilegia tudo o que possui conteúdo, pois está de acordo com a máxima que diz que mais grave do que ter uma vida curta é ter uma vida pequena. Sendo assim, ele faz valer o seu tempo. Reconhece que o Big Brother é um passatempo curioso, por exemplo, mas não tem estômago para aquela sequência de conversas inaproveitáveis. É o vazio da banalidade passando de geração para geração.
Ouvi de um sensato, dia desses: “Perdi minha turma. Eu convivia com pessoas criativas, que falavam a minha língua, que prezavam a liberdade, pessoas antenadas que não perdiam tempo com mediocridades. A gente se dispersou”. Ele parecia um índio.
Mesmo com poucas chances de sobrevivência, que se morra em combate. Sensatos, resistam."
Martha Medeiros
Fonte:ZH
Amigos, estarei ausente do blog, pois irei trocar por uma semana a Capital das bromélias pela Cidade da Garoa, o chimarrão pelo cafezinho, o churrasco pela pizza, o “tu” pelo “você”.
Irei apresentar ao Matheus( meu filhote) as belezas de São Paulo e mostrar que é possível viajar a lazer para esta grande cidade e não só a trabalho.
Até a volta, dia 28,o qual visitarei a todos que por aqui tem passado.
Desejo proteção divina e deixo um grande abraço.
A comunidade dos sensatos nunca se organizou formalmente. Seus antepassados acasalaram-se com insensatos, e geraram filhos e netos e bisnetos mistos, o que poderia ser considerada uma bem-vinda diversidade cultural, mas não resultou em grande coisa. Os seres mistos seguiram procriando com outros insensatos, até que a insensatez passou a ser o gene dominante da raça. Restaram poucos sensatos puros.
Reconhecê-los não é difícil. Eles costumam ser objetivos em suas conversas, dizendo claramente o que pensam e baseando seus argumentos no raro e desprestigiado bom senso. Analisam as situações por mais de um ângulo antes de se posicionarem. Tomam decisões justas, mesmo que para isso tenham que ferir suscetibilidades. Não se comovem com os exageros e delírios de seus pares, preferindo manter-se do lado da razão. Serão pessoas frias? É o que dizem deles, mas ninguém imagina como sofrem intimamente por não serem compreendidos.
O sensato age de forma óbvia. Ele conhece o caminho mais curto para fazer as coisas acontecerem, mas as coisas só acontecem quando há um empenho conjunto. Sozinho ele não pode fazer nada contra a avassaladora reação dos que, diferentemente dele, dedicam suas vidas a complicar tudo. Para a maioria, a simplicidade é sempre suspeita, vá entender.
O sensato obedece a regras ancestrais, como, por exemplo, dar valor ao que é emocional e desprezar o que é mesquinho. Ele não ocupa o tempo dos outros com fofocas maldosas e de origem incerta. Ele não concorda com muita coisa que lê e ouve por aí, mas nem por isso exercita o espírito de porco agredindo pessoas que não conhece. Se é impelido a se manifestar, defende sua posição com ideias, sem precisar usar o recurso da violência.
O sensato não considera careta cumprir as leis, é a parte facilitadora do cotidiano. A loucura dele é mais sofisticada, envolve rompimento com algumas convenções, sim, mas convenções particulares, que não afetam a vida pública. O sensato está longe de ser um certinho. Ele tem personalidade, e se as coisas funcionam pra ele, é porque ele tem foco e não se desperdiça, utiliza seu potencial em busca de eficácia, em vez de gastar sua energia com teatralizações que dão em nada.
O sensato privilegia tudo o que possui conteúdo, pois está de acordo com a máxima que diz que mais grave do que ter uma vida curta é ter uma vida pequena. Sendo assim, ele faz valer o seu tempo. Reconhece que o Big Brother é um passatempo curioso, por exemplo, mas não tem estômago para aquela sequência de conversas inaproveitáveis. É o vazio da banalidade passando de geração para geração.
Ouvi de um sensato, dia desses: “Perdi minha turma. Eu convivia com pessoas criativas, que falavam a minha língua, que prezavam a liberdade, pessoas antenadas que não perdiam tempo com mediocridades. A gente se dispersou”. Ele parecia um índio.
Mesmo com poucas chances de sobrevivência, que se morra em combate. Sensatos, resistam."
Martha Medeiros
Fonte:ZH
Amigos, estarei ausente do blog, pois irei trocar por uma semana a Capital das bromélias pela Cidade da Garoa, o chimarrão pelo cafezinho, o churrasco pela pizza, o “tu” pelo “você”.
Irei apresentar ao Matheus( meu filhote) as belezas de São Paulo e mostrar que é possível viajar a lazer para esta grande cidade e não só a trabalho.
Até a volta, dia 28,o qual visitarei a todos que por aqui tem passado.
Desejo proteção divina e deixo um grande abraço.
terça-feira, janeiro 19, 2010
Um anjo sem asas



Compartilho com vocês belas imagens da Antártica, viagem feita por um grande amigo.
Vejam mais no link. http://teigaadventureantartida2009.nafoto.net/
E a atual é http://teigaadventuredakar2010.nafoto.net/
Este amigo foi na minha vida um anjo sem asas.
Meu carinho, amor, respeito e admiração por ele são sentimentos infinitos.
Temos anjos protetores, e às vezes Deus nos envia anjos em forma de ser humano.
Eu posso dizer que o Jesus (sim, ele tem Jesus no nome) foi um dos anjos na minha vida.
Compartilho com vocês as aventuras do Jesus, claro que com a autorização dele.
Tenham um dia abençoado por Deus.
segunda-feira, janeiro 18, 2010
Os nossos governantes e suas prioridades

Compreendo que o povo do Haiti precisa de ajuda de todos os países, o que não aceito é o Brasil doar 15 milhões de dólares (só perde em valor de doações para os Estados Unidos).
Enquanto nosso país há desabrigados, cidadãos sem moradias, sem saneamentos básicos e assim segue a lista:sem....
Todos “abandonados “pelos governantes.
Para mim isto é inadmissível.
Enquanto nosso país há desabrigados, cidadãos sem moradias, sem saneamentos básicos e assim segue a lista:sem....
Todos “abandonados “pelos governantes.
Para mim isto é inadmissível.
Hj a tarde o Hospital Conceição em Porto Alegre estava com a sua sala de emergência superlotada; um paciente desferiu um soco num médico (como se ele fosse culpado pelo caos).
Tinha paciente com soro aguardando atendimento até do lado de fora da sala.
A responsável pelo hospital disse que parecia um "campo de guerra" devido a quantidade de pacientes.
Aonde está o dinheiro dos impostos?
Aonde está a verba que deveria ir para a saúde?
sexta-feira, janeiro 15, 2010
quarta-feira, janeiro 13, 2010
É obrigação zelar pelo o que é nosso
Se os altos impostos arrecadados fossem realmente destinados para o que foi proposto, isto não aconteceria.Se os eleitores fiscalizassem e cobrassem constantemente dos governantes, "eles" seriam pressionados a agir conforme a lei.
Se falta responsabilidade dos órgãos públicos, sobra acomodação dos eleitores.
Se cuidamos dos bens da nossa casa,porque não cuidar do que também é nosso? O dinheiro público.
Ele só é desviado, porque o dono(o cidadão) permite e nada faz.
Eu faço a minha parte e gostaria muito que todos os eleitores fizessem também.
Fiscalização constante, fará a diferença.
"Asfalto cede e caminhão cai em buraco na Capital
Um caminhão de uma transportadora ficou com o pneu preso em um buraco, depois que o asfalto da via cedeu no centro de Porto Alegre. A cena foi registrada na manhã de ontem na esquina das ruas General Câmara e Andrade Neves. No momento em que o veículo fez a curva, o asfalto cedeu e a roda direita ficou presa. o caminhão quase tombou." Fonte:ZH
segunda-feira, janeiro 11, 2010
A Farra da Impunidade
Neste domingo o jornal Zero Hora trouxe uma matéria de 3 páginas sobre a Farra da impunidade.
Minha opinião:
Não é nenhuma novidade que vivemos num país da impunidade, mesmo assim esta reportagem conseguiu ser rica em conteúdo, pela profundidade abordada e pela qualificação dos entrevistados.
Poderia dizer que a matéria foi fantástica, se a realidade constatada não fosse tão triste e crescente no nosso país.
Espero que tenha servido de alerta para os leitores saberem que é obrigação do cidadão além de votar, escolher com discernimento candidatos que realmente cumprem o papel de legislador e que tenham uma ficha limpa.
Desejo que esta reportagem tenha lançado uma semente neste RS, a da responsabilidade que cada eleitor tem em fiscalizar constantemente os seus representantes.
Quando o povo deixar de ser inerte, acomodado e exercer o seu papel de cidadão com responsabilidade, quem sabe será possível esta farra ter fim.
Afinal vivemos num país democrático e cabe ao eleitor escolher os legisladores com maturidade.
Ao reeleger maus políticos estamos dando carta branca a corrupção e impunidade.
– Diz o antropólogo Luiz Eduardo Soares.
"Quem tem dinheiro para pagar excelentes advogados pode contar com inúmeras artimanhas para protelar o caso. Só pobre vai preso."
A reportagem relata que os advogados sabem que estão recebendo dinheiro da corrpução e que quando o político rouba, guarda uma parte para o pagamento da sua defesa.
Especialistas asseguram que a impunidade alimenta a corrupção.
Para os especialistas "os problemas estão na legislação tolerante, na falta de transparência e fiscalização e em práticas viciadas, como o alto número de cargos em comissão. Há quem aponte também uma questão cultural.
No Brasil, uns poucos têm mais direitos do que a maioria."
No Brasil, só vai para a cadeia quem é pobre”diz: Carlos Eduardo Ribeiro Lemos Juiz da 5ª Vara Criminal de Vitória
10 atitudes anticorrupção
Confira sugestões apontadas por especialistas ouvidos por ZH para acabar com a impunidade:
1 Redução do número de recursos usados para retardar processos judiciais. Hoje, um bom advogado é capaz de levar um crime até a prescrição. Com menos chicanas, a Justiça seria pressionada a ser mais rápida.
2 Ampliação dos prazos de prescrição para atos de improbidade administrativa e para crimes. Isso porque, muitas vezes, irregularidades são apenas descobertas nos governos seguintes.
3 A sociedade civil, principalmente a classe média, tem de descobrir seu papel em defesa do interesse público. Ao lado de órgãos estatais de investigação, cidadãos organizados, sem vínculos partidários, podem acompanhar os gastos públicos.
4 Extinção do foro privilegiado, mecanismo que tem servido para a impunidade de agentes públicos e servidores. Processos de corrupção envolvendo autoridades e desvio de recursos teriam melhor apuração e desfecho mais rápido.
5 Combate à noção de que todos são corruptos e de que não há saída. Ao aceitar esse argumento, o brasileiro se livra da sua responsabilidade, alimenta o ceticismo, a cumplicidade por omissão e a descrença no civismo, nas instituições e na política.
6 Como os atuais parlamentares não demonstram interesse em mudar as regras pelas quais se elegeram, a sociedade brasileira tem de tomar a linha de frente e pressionar a aprovação da reforma política, com um financiamento limpo e transparente.
7 Aprovação da exigência de ficha limpa para candidatos. Com isso, políticos com alguma condenação, com denúncias de crimes graves já aceitas por um tribunal ou que tenham renunciado a cargo público para evitar processos por quebra de decoro seriam impedidos de concorrer.
8 Prioridade na Justiça a processos envolvendo corrupção no serviço público. Seriam julgados primeiro as ações relacionadas a irregularidades cometidas por autoridades e funcionários públicos e a casos de desvio de dinheiro público.
9 Redução de cargos em comissão. Só no governo federal, há mais de 20 mil cargos de nomeação política.
Para ONGs que combatem a corrupção, os CCs são portas abertas para a corrupção no setor público.
10 Combate à proposta de emenda constitucional 358.
O projeto amplia o foro privilegiado a ex-autoridades e estende a prerrogativa a ações por improbidade administrativa.
Minha opinião:
Não é nenhuma novidade que vivemos num país da impunidade, mesmo assim esta reportagem conseguiu ser rica em conteúdo, pela profundidade abordada e pela qualificação dos entrevistados.
Poderia dizer que a matéria foi fantástica, se a realidade constatada não fosse tão triste e crescente no nosso país.
Espero que tenha servido de alerta para os leitores saberem que é obrigação do cidadão além de votar, escolher com discernimento candidatos que realmente cumprem o papel de legislador e que tenham uma ficha limpa.
Desejo que esta reportagem tenha lançado uma semente neste RS, a da responsabilidade que cada eleitor tem em fiscalizar constantemente os seus representantes.
Quando o povo deixar de ser inerte, acomodado e exercer o seu papel de cidadão com responsabilidade, quem sabe será possível esta farra ter fim.
Afinal vivemos num país democrático e cabe ao eleitor escolher os legisladores com maturidade.
Ao reeleger maus políticos estamos dando carta branca a corrupção e impunidade.
– Diz o antropólogo Luiz Eduardo Soares.
"Quem tem dinheiro para pagar excelentes advogados pode contar com inúmeras artimanhas para protelar o caso. Só pobre vai preso."
A reportagem relata que os advogados sabem que estão recebendo dinheiro da corrpução e que quando o político rouba, guarda uma parte para o pagamento da sua defesa.
Especialistas asseguram que a impunidade alimenta a corrupção.
Para os especialistas "os problemas estão na legislação tolerante, na falta de transparência e fiscalização e em práticas viciadas, como o alto número de cargos em comissão. Há quem aponte também uma questão cultural.
No Brasil, uns poucos têm mais direitos do que a maioria."
No Brasil, só vai para a cadeia quem é pobre”diz: Carlos Eduardo Ribeiro Lemos Juiz da 5ª Vara Criminal de Vitória
10 atitudes anticorrupção
Confira sugestões apontadas por especialistas ouvidos por ZH para acabar com a impunidade:
1 Redução do número de recursos usados para retardar processos judiciais. Hoje, um bom advogado é capaz de levar um crime até a prescrição. Com menos chicanas, a Justiça seria pressionada a ser mais rápida.
2 Ampliação dos prazos de prescrição para atos de improbidade administrativa e para crimes. Isso porque, muitas vezes, irregularidades são apenas descobertas nos governos seguintes.
3 A sociedade civil, principalmente a classe média, tem de descobrir seu papel em defesa do interesse público. Ao lado de órgãos estatais de investigação, cidadãos organizados, sem vínculos partidários, podem acompanhar os gastos públicos.
4 Extinção do foro privilegiado, mecanismo que tem servido para a impunidade de agentes públicos e servidores. Processos de corrupção envolvendo autoridades e desvio de recursos teriam melhor apuração e desfecho mais rápido.
5 Combate à noção de que todos são corruptos e de que não há saída. Ao aceitar esse argumento, o brasileiro se livra da sua responsabilidade, alimenta o ceticismo, a cumplicidade por omissão e a descrença no civismo, nas instituições e na política.
6 Como os atuais parlamentares não demonstram interesse em mudar as regras pelas quais se elegeram, a sociedade brasileira tem de tomar a linha de frente e pressionar a aprovação da reforma política, com um financiamento limpo e transparente.
7 Aprovação da exigência de ficha limpa para candidatos. Com isso, políticos com alguma condenação, com denúncias de crimes graves já aceitas por um tribunal ou que tenham renunciado a cargo público para evitar processos por quebra de decoro seriam impedidos de concorrer.
8 Prioridade na Justiça a processos envolvendo corrupção no serviço público. Seriam julgados primeiro as ações relacionadas a irregularidades cometidas por autoridades e funcionários públicos e a casos de desvio de dinheiro público.
9 Redução de cargos em comissão. Só no governo federal, há mais de 20 mil cargos de nomeação política.
Para ONGs que combatem a corrupção, os CCs são portas abertas para a corrupção no setor público.
10 Combate à proposta de emenda constitucional 358.
O projeto amplia o foro privilegiado a ex-autoridades e estende a prerrogativa a ações por improbidade administrativa.
Avatar, eu adorei
Ontem assisti o excelente "Avatar"!
Avatar" é uma bela experiência em 3D.
Vale a pena ir ao cinema conferir o espetáculo.
Pela primeira vez eu fiquei fascinada pelas belas imagens, pelos efeitos especiais de um filme.
É emocionante, uma história de amor e luta pela preservação do mundo de um povo, a luta pela preservação da natureza...
Sugiro assistir o filme em 3D.
Avatar" é uma bela experiência em 3D.
Vale a pena ir ao cinema conferir o espetáculo.
Pela primeira vez eu fiquei fascinada pelas belas imagens, pelos efeitos especiais de um filme.
É emocionante, uma história de amor e luta pela preservação do mundo de um povo, a luta pela preservação da natureza...
Sugiro assistir o filme em 3D.
Acreditem, é imperdível.
Vale a pena pagar mais caro pelo ingresso.
Além das lindas imagens, a mensagem que o filme passa ao "bicho homem" é fundamental para a sobrevivência da mãe natureza.
Desejo para todos que por aqui passarem uma semana linda, produtiva e iluminada por Deus.
Vale a pena pagar mais caro pelo ingresso.
Além das lindas imagens, a mensagem que o filme passa ao "bicho homem" é fundamental para a sobrevivência da mãe natureza.
Desejo para todos que por aqui passarem uma semana linda, produtiva e iluminada por Deus.
sexta-feira, janeiro 08, 2010
Um belo exemplo na triste realidade brasileira
Um garoto de 11 anos, sai para catar latinhas e encontra uma bolsa que tinha caido do porta-malas de um carro.
Ele não teve dúvida e devolveu ao dono.
Este gesto que deveria ser corriqueiro, fez parar a cidade no interior de SP, virou notícia nacional.
Rendeu homenagens aos pais e ao garoto. Recebeu diploma, troféu, flores da prefeitura entre lágrimas e emoções.
Claro que é um belo exemplo, mas acho triste pois o que deveria ser algo comum, obrigação de todo cidadão, virou um gesto tão raro neste país.
Tempos atrás um gaúcho devolveu uma bolsa cheia de dólares, foi "parar" nas emissoras em rede nacional, ganhou casa...
Outro funcionário de um aeroporto, até homenagem do presidente da república recebeu.
Estes cidadãos anônimos que viraram notícias por praticar a honestidade são a prova que vivemos num país onde a corrupção é uma ato corriqueiro e normal.
E isto é para lamentar e nos fazer pensar nos nossos atos cotidianos.
Ele não teve dúvida e devolveu ao dono.
Este gesto que deveria ser corriqueiro, fez parar a cidade no interior de SP, virou notícia nacional.
Rendeu homenagens aos pais e ao garoto. Recebeu diploma, troféu, flores da prefeitura entre lágrimas e emoções.
Claro que é um belo exemplo, mas acho triste pois o que deveria ser algo comum, obrigação de todo cidadão, virou um gesto tão raro neste país.
Tempos atrás um gaúcho devolveu uma bolsa cheia de dólares, foi "parar" nas emissoras em rede nacional, ganhou casa...
Outro funcionário de um aeroporto, até homenagem do presidente da república recebeu.
Estes cidadãos anônimos que viraram notícias por praticar a honestidade são a prova que vivemos num país onde a corrupção é uma ato corriqueiro e normal.
E isto é para lamentar e nos fazer pensar nos nossos atos cotidianos.
quinta-feira, janeiro 07, 2010
Viajar virou sinônimo de tortura
Fomos para SC dia 31/12 à tarde (não foi possível ir antes) e como sempre, enfrentamos filas e claro motoristas mal educados.
A Free-Way estava congestionada ,a RS 040 também, então fomos pela RS 030.
Não há acostamento (vejam as fotos) e mesmo assim motoristas "furam" a fila.
Eu fico muito indignada quando estou na tranqueira e carros andam pelo acostamento e o pior é quando não há acostamento.
E sempre têm os motoristas que "abrem" e deixam estes maus condutores "entrarem na fila, para mais tarde eles voltarem a furá-la novamente.
Na ida a viagem que seria de 3 horas foi de 5:30 horas e na volta que foi domingo pela manhã foi de 3:30 horas.
Estava movimentado a estrada, mas o fluxo estava bom.
Enquanto a rodovia praias- Porto Alegre estava lotada, o outro sentido estava vazio.(fotos)
Poderiam fazer mão única se quisessem. Dizem que teriam de dispor de mais ambulânicas e policiais (daí complica) .
Quem deixou para voltar domingo a tarde ou a noite ,levou mais de 10 horas de Florianópolis-Porto Alegre.
Para mim isto é uma tortura, e a cada ano ,só aumenta este problema.
Não há solução a curto prazo neste país de 3º mundo, onde a frota dos carros só aumenta, as estradas estão cada vez mais precárias e educação no trânsito continua uma raridade.
Momentos de lazer tornou-se momentos de torturas para quem pega uma estrada.
Nas páscoas passadas fomos para a serra, mas já está decidido que ná próxima será para bem pertinho daqui.
A Free-Way estava congestionada ,a RS 040 também, então fomos pela RS 030.
Não há acostamento (vejam as fotos) e mesmo assim motoristas "furam" a fila.
Eu fico muito indignada quando estou na tranqueira e carros andam pelo acostamento e o pior é quando não há acostamento.
E sempre têm os motoristas que "abrem" e deixam estes maus condutores "entrarem na fila, para mais tarde eles voltarem a furá-la novamente.
Na ida a viagem que seria de 3 horas foi de 5:30 horas e na volta que foi domingo pela manhã foi de 3:30 horas.
Estava movimentado a estrada, mas o fluxo estava bom.
Enquanto a rodovia praias- Porto Alegre estava lotada, o outro sentido estava vazio.(fotos)
Poderiam fazer mão única se quisessem. Dizem que teriam de dispor de mais ambulânicas e policiais (daí complica) .
Quem deixou para voltar domingo a tarde ou a noite ,levou mais de 10 horas de Florianópolis-Porto Alegre.
Para mim isto é uma tortura, e a cada ano ,só aumenta este problema.
Não há solução a curto prazo neste país de 3º mundo, onde a frota dos carros só aumenta, as estradas estão cada vez mais precárias e educação no trânsito continua uma raridade.
Momentos de lazer tornou-se momentos de torturas para quem pega uma estrada.
Nas páscoas passadas fomos para a serra, mas já está decidido que ná próxima será para bem pertinho daqui.
E teremos as férias em fevereiro. Aí Meu Deus!
A solução será ficar em casa?
PS: Comercialização de automóveis nas revendas do RS aumentou em 2009 17;5%,enquanto no Brasil o aumento foi de 12,6%.(informações do Hugo Pinto Ribeiro,presidente da Fenebrave e do Sindicato dos concessionários e distribuidores de veículos.Fonte ZH de hoje).
quarta-feira, janeiro 06, 2010
Galopando a Vida
Quando estiveres em dúvida dá o próximo passo.
A vida é muito curta para perdermos tempo odiando alguém.
Não tens que vencer todos os argumentos: Concorda para discordar.
Duas coisas indicam fraqueza:
O calar-se quando é preciso falar, e o falar quando é preciso calar-se.
Exige muito de ti e espera pouco dos outros.
Muito sabe quem conhece a própria ignorância.
O que não te mata torna-te mais forte.
Inveja é perda de tempo. Já tens tudo o que precisas.
Envelhecer é melhor do que morrer jovem.
Aceita por completo a tua presença na Terra e escolhe, a cada momento, a beleza, a bondade, a verdade e a vida, lembrando-te sempre de que, tudo isto e Deus, é a mesma coisa.
Não te armes em vítima e não te comportes como um salvador.
Faz a paz com o teu passado, para que ele não estrague o teu presente.
O que os outros pensam de ti não é da tua conta.
O homem de bem exige tudo de si próprio; o homem medíocre espera tudo dos outros.
Põe definitivamente de parte o hábito de querer mudar os outros.
Mantém a cabeça sempre fria, o coração sempre quente e a mão sempre larga.
Comporta-te como um “curandeiro” que traz alegria e luz, em vez de críticas ou indiferença.
Deixa-te guiar pela intuição pessoal em vez de agires sob a pressão do medo.
A passagem do tempo deve ser uma conquista e não uma perda.
Quem não pode o que quer, que queira o que pode.
É melhor morrer de pé do que viver de joelhos.
Viver é a única coisa que não dá para deixar para depois.
(autor desconhecido, infelizmente)
A vida é muito curta para perdermos tempo odiando alguém.
Não tens que vencer todos os argumentos: Concorda para discordar.
Duas coisas indicam fraqueza:
O calar-se quando é preciso falar, e o falar quando é preciso calar-se.
Exige muito de ti e espera pouco dos outros.
Muito sabe quem conhece a própria ignorância.
O que não te mata torna-te mais forte.
Inveja é perda de tempo. Já tens tudo o que precisas.
Envelhecer é melhor do que morrer jovem.
Aceita por completo a tua presença na Terra e escolhe, a cada momento, a beleza, a bondade, a verdade e a vida, lembrando-te sempre de que, tudo isto e Deus, é a mesma coisa.
Não te armes em vítima e não te comportes como um salvador.
Faz a paz com o teu passado, para que ele não estrague o teu presente.
O que os outros pensam de ti não é da tua conta.
O homem de bem exige tudo de si próprio; o homem medíocre espera tudo dos outros.
Põe definitivamente de parte o hábito de querer mudar os outros.
Mantém a cabeça sempre fria, o coração sempre quente e a mão sempre larga.
Comporta-te como um “curandeiro” que traz alegria e luz, em vez de críticas ou indiferença.
Deixa-te guiar pela intuição pessoal em vez de agires sob a pressão do medo.
A passagem do tempo deve ser uma conquista e não uma perda.
Quem não pode o que quer, que queira o que pode.
É melhor morrer de pé do que viver de joelhos.
Viver é a única coisa que não dá para deixar para depois.
(autor desconhecido, infelizmente)
segunda-feira, janeiro 04, 2010
Carta para 2010
"Seja bem-vindo, Ano-Novo. Que você seja tão bonito quanto o número que traz, redondo. Eu disse redondo, não gordo, tá? Tente ser um ano magro. Não estou sugerindo que nos prive de ter apetite, e sim que seja magro no sentido de leve, diáfano, onírico. Que seja um ano para se passar de pés descalços, espírito aberto, consciência limpa e sorriso licencioso. Não pese.
Inevitável que algumas más notícias virão. Tsunamis acontecem, tragédias sísmicas, epidemias, e algum maluco há de provocar um crime chocante. Nem ouso pedir que você evite essas calamidades, mas que elas sejam raras, raríssimas, e que não atinjam nosso epicentro emocional. Mantenha os horrores afastados.
Por perto, apenas os amigos de boa conversa, os filmes que entrarão para a nossa lista dos 10 mais, os dias de praia sem uma única nuvem no céu e encontros amorosos, gloriosos e numerosos – de preferência com a mesma pessoa, aquela que nos fará acreditar em cartomantes: as cartomantes sempre dizem que o amor está para chegar.
Caso já tenha chegado, que não se vá.
Sendo um ano de eleição, nos inspire a votar com discernimento, sem nos deixar levar por promessas requentadas e sensacionalistas: que a gente saiba perceber quem são os homens e as mulheres que podem fazer diferença.
Na categoria das coisas não tão sérias, mas igualmente bem-vindas: 2010, entre para a história como o ano em que pichadores e depredadores do patrimônio público se darão conta do quanto são tolos, em que os prazos de validade dos produtos serão impressos num tamanho maior, em que os vinhos terão seus preços reduzidos nos restaurantes e em que a gente aprenderá a responder “não” quando alguém perguntar “posso ser sincero?”. Ensine a gente a dizer “não”, 2010. Para sobrar mais tempo pro sim.
E ensine também as pessoas a serem mais gentis no trânsito e fora dele, a não tomarem tanto medicamento por conta própria, a respeitarem seu corpo e sua mente, a não insistirem na infantilização de seus atos e a não se sentirem insultadas pela felicidade dos outros. Se essa última solicitação for utópica demais, então que todo mundo aprenda a viver bem, a seu modo, que assim ninguém contaminará a humanidade com seu mau humor.
2010, seja um ano poético, vibrante, desencanado, musical, livre de vaidades, menos tecnológico, mais humano, solidário, natural, energético, romântico. Um ano hippie, ao melhor estilo paz e amor. Andamos saudosos.
Mas não tão bicho-grilo que nos faça esquecer que a prática de exercícios físicos é de primeira necessidade, que viajar é a melhor terapia que existe e que flores frescas em casa são um luxo que todos deveriam se permitir.
Então, 2010, em todos os sentidos (econômicos, sociais e afetivos): não seja sovina. Crise não é mais desculpa.
Texto:Martha Medeiros
Fonte:ZH
Desejo saúde, solidariedade, respeito,amor, dignidade, justiça, proteção divina...para todos do bem, principlamente para os que estão no meu coração.
Inevitável que algumas más notícias virão. Tsunamis acontecem, tragédias sísmicas, epidemias, e algum maluco há de provocar um crime chocante. Nem ouso pedir que você evite essas calamidades, mas que elas sejam raras, raríssimas, e que não atinjam nosso epicentro emocional. Mantenha os horrores afastados.
Por perto, apenas os amigos de boa conversa, os filmes que entrarão para a nossa lista dos 10 mais, os dias de praia sem uma única nuvem no céu e encontros amorosos, gloriosos e numerosos – de preferência com a mesma pessoa, aquela que nos fará acreditar em cartomantes: as cartomantes sempre dizem que o amor está para chegar.
Caso já tenha chegado, que não se vá.
Sendo um ano de eleição, nos inspire a votar com discernimento, sem nos deixar levar por promessas requentadas e sensacionalistas: que a gente saiba perceber quem são os homens e as mulheres que podem fazer diferença.
Na categoria das coisas não tão sérias, mas igualmente bem-vindas: 2010, entre para a história como o ano em que pichadores e depredadores do patrimônio público se darão conta do quanto são tolos, em que os prazos de validade dos produtos serão impressos num tamanho maior, em que os vinhos terão seus preços reduzidos nos restaurantes e em que a gente aprenderá a responder “não” quando alguém perguntar “posso ser sincero?”. Ensine a gente a dizer “não”, 2010. Para sobrar mais tempo pro sim.
E ensine também as pessoas a serem mais gentis no trânsito e fora dele, a não tomarem tanto medicamento por conta própria, a respeitarem seu corpo e sua mente, a não insistirem na infantilização de seus atos e a não se sentirem insultadas pela felicidade dos outros. Se essa última solicitação for utópica demais, então que todo mundo aprenda a viver bem, a seu modo, que assim ninguém contaminará a humanidade com seu mau humor.
2010, seja um ano poético, vibrante, desencanado, musical, livre de vaidades, menos tecnológico, mais humano, solidário, natural, energético, romântico. Um ano hippie, ao melhor estilo paz e amor. Andamos saudosos.
Mas não tão bicho-grilo que nos faça esquecer que a prática de exercícios físicos é de primeira necessidade, que viajar é a melhor terapia que existe e que flores frescas em casa são um luxo que todos deveriam se permitir.
Então, 2010, em todos os sentidos (econômicos, sociais e afetivos): não seja sovina. Crise não é mais desculpa.
Texto:Martha Medeiros
Fonte:ZH
Desejo saúde, solidariedade, respeito,amor, dignidade, justiça, proteção divina...para todos do bem, principlamente para os que estão no meu coração.
quarta-feira, dezembro 30, 2009
A Hora do desapego
Como último post do ano, deixo aqui uma bela reflexão.
É hora de fazermos uma reforma, neste texto trata de bens materiais, mas vamos aproveitar e desapegarmos dos sentimentos pequenos, dos que machucam o coração, dos que fazem mal para a alma.
Irei viajar dia 31 e retornarei dia 03.
Esperarei o Ano Novo na beira do mar no belo estado de Santa Catarina,e agradecerei pelo ano que está acabando, pela vida, saúde da minha família e dos meus amigos (vocês fazem parte da minha vida).
Desejo saúde, paz, amor, progresso, um ano com punições e justiça neste país.
Desejo que Deus proteja todos os filhos para que pais sempre os tenham por perto.
Desejo um mundo mais justo e mais humano.
Gostaria de no próximo ano escutar mais bom dia, boa tarde, muito obrigada, por favor, com licença, pois percebo que há muitas pessoas que desconhecem estas palavras mágicas.
Agradeço à todos que entraram na minha vida, eu sei que existe muitos corações bons no outro lado da tela.
Compartilhar e aprender com vocês é gratificante para mim, então meu muito obrigada de coração!
Deixo aqui um beijo estalado e um grande e forte abraço.
Até 2010.
Sempre em Alerta.
Mariana
Reforma íntima
"Natal já foi uma época em que todos doavam, compartilhavam, dividiam. Mas ficou pouco desse costume. A sociedade contemporânea transformou a comemoração do nascimento de Cristo no feriado mais consumista do ano, que pode ser redefinido pelos verbos: comprar, ganhar, receber. O resultado: as pessoas têm mais do que precisam e acumulam excessos.
A personal organizer Jane Mattos ensina que é importante não levar objetos inúteis de um ano para o outro, para que se possa fazer um balanço do período. Para se livrar de tanta tranqueira, uma palavra está em voga: desapego.
A regra é simples: entra um, sai um.– Se saírem dois ou três, melhor ainda – diverte-se a personal organizer Cristina Fonseca.
– Temos, em média, mais de 3 mil itens em nossas casas – complementa Jane.
– Há uma eterna insatisfação que faz as pessoas comprarem mais do que precisam.
Muitos acreditam que os objetos podem compensar problemas e evitar que se trabalhem questões internas – reforça a psicóloga Dulcineia Cassis.
Para não chegar à compulsão materialista, o segredo é doar e jogar fora o supérfluo.
Praticar o desapego e entrar 2010 mais leve – material e espiritualmente.– O fim de ano é ideal para arrumar a casa, pois as pessoas estão interessadas e abertas em ter uma vida melhor.
É a hora de se fazer uma reforma íntima – explica a personal organizer Cristiane Joffily.
A consultora de moda Costanza Pascolato argumenta que esse processo todo interfere até no autoconhecimento.
– Ter menos coisas no guarda-roupa ajuda a criar um estilo pessoal – defende.
Todas as especialistas sugerem que o processo seja repetido pelo menos duas vezes por ano.
E não deve ficar restrito ao armário feminino.
Utensílios de cozinha, roupas de cama e banho e o quarto das crianças também devem passar por um pente-fino.
– Há tanto lançamento infantil que os brinquedos são repostos rapidamente – argumenta Jane Mattos.
É importante, entretanto, que as crianças colaborem nesse processo para que elas criem o hábito de limpar o armário.
– Tenho percebido que, quanto mais novo, mais fácil se desprender das coisas materiais – acrescenta Jane.
Vamos: Doar , vender ou reciclar"
Texto:Caderno Donna ZH dominical
P S:Tenho conseguido acessar o blogspot somente numa parte da manhã..não sei qual e-mail a gente reclama.
É hora de fazermos uma reforma, neste texto trata de bens materiais, mas vamos aproveitar e desapegarmos dos sentimentos pequenos, dos que machucam o coração, dos que fazem mal para a alma.
Irei viajar dia 31 e retornarei dia 03.
Esperarei o Ano Novo na beira do mar no belo estado de Santa Catarina,e agradecerei pelo ano que está acabando, pela vida, saúde da minha família e dos meus amigos (vocês fazem parte da minha vida).
Desejo saúde, paz, amor, progresso, um ano com punições e justiça neste país.
Desejo que Deus proteja todos os filhos para que pais sempre os tenham por perto.
Desejo um mundo mais justo e mais humano.
Gostaria de no próximo ano escutar mais bom dia, boa tarde, muito obrigada, por favor, com licença, pois percebo que há muitas pessoas que desconhecem estas palavras mágicas.
Agradeço à todos que entraram na minha vida, eu sei que existe muitos corações bons no outro lado da tela.
Compartilhar e aprender com vocês é gratificante para mim, então meu muito obrigada de coração!
Deixo aqui um beijo estalado e um grande e forte abraço.
Até 2010.
Sempre em Alerta.
Mariana
Reforma íntima
"Natal já foi uma época em que todos doavam, compartilhavam, dividiam. Mas ficou pouco desse costume. A sociedade contemporânea transformou a comemoração do nascimento de Cristo no feriado mais consumista do ano, que pode ser redefinido pelos verbos: comprar, ganhar, receber. O resultado: as pessoas têm mais do que precisam e acumulam excessos.
A personal organizer Jane Mattos ensina que é importante não levar objetos inúteis de um ano para o outro, para que se possa fazer um balanço do período. Para se livrar de tanta tranqueira, uma palavra está em voga: desapego.
A regra é simples: entra um, sai um.– Se saírem dois ou três, melhor ainda – diverte-se a personal organizer Cristina Fonseca.
– Temos, em média, mais de 3 mil itens em nossas casas – complementa Jane.
– Há uma eterna insatisfação que faz as pessoas comprarem mais do que precisam.
Muitos acreditam que os objetos podem compensar problemas e evitar que se trabalhem questões internas – reforça a psicóloga Dulcineia Cassis.
Para não chegar à compulsão materialista, o segredo é doar e jogar fora o supérfluo.
Praticar o desapego e entrar 2010 mais leve – material e espiritualmente.– O fim de ano é ideal para arrumar a casa, pois as pessoas estão interessadas e abertas em ter uma vida melhor.
É a hora de se fazer uma reforma íntima – explica a personal organizer Cristiane Joffily.
A consultora de moda Costanza Pascolato argumenta que esse processo todo interfere até no autoconhecimento.
– Ter menos coisas no guarda-roupa ajuda a criar um estilo pessoal – defende.
Todas as especialistas sugerem que o processo seja repetido pelo menos duas vezes por ano.
E não deve ficar restrito ao armário feminino.
Utensílios de cozinha, roupas de cama e banho e o quarto das crianças também devem passar por um pente-fino.
– Há tanto lançamento infantil que os brinquedos são repostos rapidamente – argumenta Jane Mattos.
É importante, entretanto, que as crianças colaborem nesse processo para que elas criem o hábito de limpar o armário.
– Tenho percebido que, quanto mais novo, mais fácil se desprender das coisas materiais – acrescenta Jane.
Vamos: Doar , vender ou reciclar"
Texto:Caderno Donna ZH dominical
P S:Tenho conseguido acessar o blogspot somente numa parte da manhã..não sei qual e-mail a gente reclama.
terça-feira, dezembro 29, 2009
Nunca imaginei um dia
Até alguns anos atrás, eu costumava dizer frases como “eu jamais vou fazer isso” ou “nem morta eu faço aquilo”, limitando minhas possibilidades de descoberta e emoção. Não é fácil libertar-se do manual de instruções que nos autoimpomos. Às vezes, leva-se uma vida inteira, e nem assim conseguimos viabilizar esse projeto. Por sorte, minha ficha caiu há tempo.
Começou quando iniciei um relacionamento com alguém completamente diferente de mim, diferente a um ponto radical mesmo: ele, por si só, foi meu primeiro “nunca imaginei um dia”. Feitos para ficarem a dois planetas de distância um do outro. Mas o amor não respeita a lógica, e eu, que sempre me senti tão confortável num mundo planejado, inaugurei a instabilidade emocional na minha vida. Prendi a respiração e dei um belo mergulho.
A partir daí, comecei a fazer coisas que nunca havia feito. Mergulhar, aliás, foi uma delas. Sempre respeitosa com o mar e chata para molhar os cabelos, afundei em busca de tartarugas gigantes e peixes coloridos no mar de Fernando de Noronha. Traumatizada com cavalos (por causa de um equino que quase me levou ao chão quando eu tinha oito anos), participei da minha primeira cavalgada depois dos 40, em São Francisco de Paula. Roqueira convicta e avessa a pagode, assisti a um show do Zeca Pagodinho na Lapa. Para ver o Ronaldo Fenômeno jogar ao vivo, me inflitrei na torcida do Olímpico num jogo entre Grêmio e Corinthians, mesmo sendo colorada. Meu paladar deixou de ser monótono: comecei a provar alimentos que nunca havia provado antes. E muitas outras coisas vetadas por causa do “medo do ridículo” receberam alvará de soltura. O ridículo deixou de existir na minha vida.
Não deixei de ser eu. Apenas abri o leque, me permitindo ser um “eu” mais amplo. E sinto que é um caminho sem volta.
Um mês atrás participei de outro capítulo da série “Nunca imaginei um dia”. Viajei numa excursão, eu que sempre rejeitei essa modalidade turística. Sigo preferindo viajar a dois ou sozinha, mas foi uma experiência fascinante, ainda mais que a viagem não tinha como destino um país do circuito Elizabeth Arden (Paris-Londres-Nova York), mas um país africano, muçulmano e desértico. Aliás, o deserto de Atacama, no Chile, será meu provável “nunca imaginei um dia” de 2010.
E agora cometi a loucura jamais pensada, a insanidade que nunca me permiti, o ato que me faria merecer uma camisa-de-força: eu, que nunca me comovi com bichos de estimação, adotei um gato de rua. Pode colocar a culpa no espírito natalino: trouxe um bichano de três meses pra casa, surpreendendo minhas filhas, que já haviam se acostumado com a ideia de ter uma mãe sem coração. E o que mais me estarrece: estou apaixonada por ele.
Ainda há muitas experiências a conferir: fazer compras pela internet, andar num balão, cozinhar dignamente, me tatuar, ler livros pelo kindle, viajar de navio e mais umas 400 coisas que nunca imaginei fazer um dia, mas que já não duvido. Pois tem essa também: deixei de ser tão cética.
Já que é improvável que 2010 seja diferente de qualquer outro ano, que a novidade sejamos nós."
Martha Medeiros
Fonte:ZH
Amigos, o blogger continua "doido" sai fora do ar e não retorna. Ontem eu consegui pela manhã por pouco tempo e depois nada. Não sei até qd isto vai durar. Portanto se não retribuir as visitas, não foi por má vontade ou falta de educação.
Ontem a tarde eu não tentei pois tive febre de 38.5º e apesar do dia quente, estava embaixo de um cobertor com muito frio.
Começou quando iniciei um relacionamento com alguém completamente diferente de mim, diferente a um ponto radical mesmo: ele, por si só, foi meu primeiro “nunca imaginei um dia”. Feitos para ficarem a dois planetas de distância um do outro. Mas o amor não respeita a lógica, e eu, que sempre me senti tão confortável num mundo planejado, inaugurei a instabilidade emocional na minha vida. Prendi a respiração e dei um belo mergulho.
A partir daí, comecei a fazer coisas que nunca havia feito. Mergulhar, aliás, foi uma delas. Sempre respeitosa com o mar e chata para molhar os cabelos, afundei em busca de tartarugas gigantes e peixes coloridos no mar de Fernando de Noronha. Traumatizada com cavalos (por causa de um equino que quase me levou ao chão quando eu tinha oito anos), participei da minha primeira cavalgada depois dos 40, em São Francisco de Paula. Roqueira convicta e avessa a pagode, assisti a um show do Zeca Pagodinho na Lapa. Para ver o Ronaldo Fenômeno jogar ao vivo, me inflitrei na torcida do Olímpico num jogo entre Grêmio e Corinthians, mesmo sendo colorada. Meu paladar deixou de ser monótono: comecei a provar alimentos que nunca havia provado antes. E muitas outras coisas vetadas por causa do “medo do ridículo” receberam alvará de soltura. O ridículo deixou de existir na minha vida.
Não deixei de ser eu. Apenas abri o leque, me permitindo ser um “eu” mais amplo. E sinto que é um caminho sem volta.
Um mês atrás participei de outro capítulo da série “Nunca imaginei um dia”. Viajei numa excursão, eu que sempre rejeitei essa modalidade turística. Sigo preferindo viajar a dois ou sozinha, mas foi uma experiência fascinante, ainda mais que a viagem não tinha como destino um país do circuito Elizabeth Arden (Paris-Londres-Nova York), mas um país africano, muçulmano e desértico. Aliás, o deserto de Atacama, no Chile, será meu provável “nunca imaginei um dia” de 2010.
E agora cometi a loucura jamais pensada, a insanidade que nunca me permiti, o ato que me faria merecer uma camisa-de-força: eu, que nunca me comovi com bichos de estimação, adotei um gato de rua. Pode colocar a culpa no espírito natalino: trouxe um bichano de três meses pra casa, surpreendendo minhas filhas, que já haviam se acostumado com a ideia de ter uma mãe sem coração. E o que mais me estarrece: estou apaixonada por ele.
Ainda há muitas experiências a conferir: fazer compras pela internet, andar num balão, cozinhar dignamente, me tatuar, ler livros pelo kindle, viajar de navio e mais umas 400 coisas que nunca imaginei fazer um dia, mas que já não duvido. Pois tem essa também: deixei de ser tão cética.
Já que é improvável que 2010 seja diferente de qualquer outro ano, que a novidade sejamos nós."
Martha Medeiros
Fonte:ZH
Amigos, o blogger continua "doido" sai fora do ar e não retorna. Ontem eu consegui pela manhã por pouco tempo e depois nada. Não sei até qd isto vai durar. Portanto se não retribuir as visitas, não foi por má vontade ou falta de educação.
Ontem a tarde eu não tentei pois tive febre de 38.5º e apesar do dia quente, estava embaixo de um cobertor com muito frio.
segunda-feira, dezembro 28, 2009
A vida sob os viadutos
No Colégio Júlio de Castilhos aprendi uma canção francesa chamada Sob as Pontes de Paris (Sous les Ponts de Paris). Dizia mais ou menos o seguinte: “Sob as pontes de Paris/ quando desce a noite/ toda a sorte de vagabundos se infiltra sorrateiramente/ e ficam felizes de encontrar onde dormir”.
...Mesmo muito pobres as pessoas acabam achando uma casa; nem que seja um barraco na periferia. Morar na rua é opção, e resulta, sobretudo, de uma vida infeliz. Quase a metade dessas pessoas tem problemas familiares; 70% vivem sós, uma situação para a qual colaboram o alcoolismo e as drogas.
Ou seja: não é só uma questão social, é mais complicado que isso.
Qual é a condição básica para viver, ou sobreviver, em baixo do viaduto? Eu diria que é a indiferença. Para essas pessoas, aquilo que incomoda a classe média em absoluto não conta. A falta de privacidade, por exemplo. Tudo que os moradores de rua fazem é público, tudo. Eles estão ali, comendo, ou bebendo, ou dormindo, ou fazendo as necessidades, absolutamente indiferentes ao olhar dos outros. Há quem não consiga conciliar o sono com barulho; não é o caso deles. Por sobre suas cabeças, no viaduto, ruge o tráfego urbano, intensíssimo num país em que o carro se tornou um indicador maior de progresso e de afluências. Isso não impede que durmam (é claro que a cachaça atua como um sonífero poderoso).
Também a noção de propriedade para eles é diferente. Sim, têm as suas coisas, que em geral cabem num carrinho de supermercado – em todas as partes do mundo os gerentes desses estabelecimentos já devem ter aceito com resignação o fato de que tais carrinhos serão sumariamente confiscados. Mas, por outro lado, muitas vezes deixam essas poucas coisas abandonadas. Na manhã do domingo passado passei sob o viaduto da Silva Só, onde vivem muitos habitantes de rua. Detive-me a contemplar um colchão. Era um colchão de espuma, velhíssimo, esburacado. Sobre ele, um cobertor, igualmente velho, esburacado. Mas, e esse foi o detalhe que me impressionou, e comoveu, o cobertor estava cuidadosamente dobrado, caprichosamente dobrado. Pensei então no homem ou na mulher que o havia dobrado.
Ao fazê-lo, talvez num ato automático e reminiscente de uma infância quem sabe vivida de uma maneira melhor, essa pessoa colocara um pouco de ordem em sua vida. Uma partícula de ordem, por assim dizer, mas que deve ter contribuído para restaurar algo da dignidade que existe em qualquer ser humano, por mais precária que seja sua existência. Ao ver o cobertor dobrado, a pessoa deve ter ficado satisfeita consigo mesma: eu não sou um traste completo, eu sou alguém, ainda existe esperança para mim.
Ou seja: sob os viadutos de Porto Alegre, como sob as pontes de Paris, a vida resiste."
Autor:Moacyr Scliar
Fonte:jornal ZH
PS:Neste final de semana eu não consegui acessar a página do blogspot(somente sábado pela manhã).Tomara que este problema tenha acabado.
...Mesmo muito pobres as pessoas acabam achando uma casa; nem que seja um barraco na periferia. Morar na rua é opção, e resulta, sobretudo, de uma vida infeliz. Quase a metade dessas pessoas tem problemas familiares; 70% vivem sós, uma situação para a qual colaboram o alcoolismo e as drogas.
Ou seja: não é só uma questão social, é mais complicado que isso.
Qual é a condição básica para viver, ou sobreviver, em baixo do viaduto? Eu diria que é a indiferença. Para essas pessoas, aquilo que incomoda a classe média em absoluto não conta. A falta de privacidade, por exemplo. Tudo que os moradores de rua fazem é público, tudo. Eles estão ali, comendo, ou bebendo, ou dormindo, ou fazendo as necessidades, absolutamente indiferentes ao olhar dos outros. Há quem não consiga conciliar o sono com barulho; não é o caso deles. Por sobre suas cabeças, no viaduto, ruge o tráfego urbano, intensíssimo num país em que o carro se tornou um indicador maior de progresso e de afluências. Isso não impede que durmam (é claro que a cachaça atua como um sonífero poderoso).
Também a noção de propriedade para eles é diferente. Sim, têm as suas coisas, que em geral cabem num carrinho de supermercado – em todas as partes do mundo os gerentes desses estabelecimentos já devem ter aceito com resignação o fato de que tais carrinhos serão sumariamente confiscados. Mas, por outro lado, muitas vezes deixam essas poucas coisas abandonadas. Na manhã do domingo passado passei sob o viaduto da Silva Só, onde vivem muitos habitantes de rua. Detive-me a contemplar um colchão. Era um colchão de espuma, velhíssimo, esburacado. Sobre ele, um cobertor, igualmente velho, esburacado. Mas, e esse foi o detalhe que me impressionou, e comoveu, o cobertor estava cuidadosamente dobrado, caprichosamente dobrado. Pensei então no homem ou na mulher que o havia dobrado.
Ao fazê-lo, talvez num ato automático e reminiscente de uma infância quem sabe vivida de uma maneira melhor, essa pessoa colocara um pouco de ordem em sua vida. Uma partícula de ordem, por assim dizer, mas que deve ter contribuído para restaurar algo da dignidade que existe em qualquer ser humano, por mais precária que seja sua existência. Ao ver o cobertor dobrado, a pessoa deve ter ficado satisfeita consigo mesma: eu não sou um traste completo, eu sou alguém, ainda existe esperança para mim.
Ou seja: sob os viadutos de Porto Alegre, como sob as pontes de Paris, a vida resiste."
Autor:Moacyr Scliar
Fonte:jornal ZH
PS:Neste final de semana eu não consegui acessar a página do blogspot(somente sábado pela manhã).Tomara que este problema tenha acabado.
sábado, dezembro 26, 2009
Paternidade à brasileira

"Histórias de família são sempre mais complexas do que as aparências sugerem. Nenhuma análise externa é capaz de esgotar todas as sutilezas de uma relação entre pais e filhos, marido e mulher, irmãos, avós. Quando a tragédia de uma família vira notícia de jornal, facilmente somos tentados a transformar pessoas reais, e portanto contraditórias, em personagens como os de novela – esquemáticos, previsíveis e movidos por sentimentos bons ou maus, certos ou errados. Em um caso como o do menino Sean Goldman, que envolve não apenas duas famílias, mas dois países disputando a guarda de uma criança, multiplicaram-se as tolices ditas com a tranquilidade de quem comenta o último capítulo de Viver a Vida – emboladas, em alguns casos, com estapafúrdios argumentos nacionalistas de um lado e de outro e até com questões de comércio internacional (o Senado americano teria aprovado a extensão do programa de isenção tarifária que beneficia as exportações brasileiras depois que o Supremo Tribunal Federal determinou a entrega de Sean ao pai, o americano David Goldman, na última terça-feira).
Existem leis, costumes, palpites, mas nada disso, infelizmente, garante que uma criança seja mais feliz com uma família do que com a outra. Não sabemos que tipo de pai é o americano David Goldman ou que tipo de avó é a brasileira Silvana Bianchi. A única evidência inquestionável nessa história toda é o sofrimento de um menino que perdeu a mãe aos sete anos e aos nove enfrenta uma disputa familiar dilacerante e exageradamente pública.
Mas, para além de todo o sofrimento real de um menino de verdade, o episódio tem um significado simbólico: recolocar a figura paterna no lugar que é seu de direito. O que para algumas pessoas parece óbvio, que pai e mãe deveriam ter direitos iguais na hora de decidir o destino do filho, permanece, para outras, contaminado por uma visão culturalmente afetada que coloca o homem em uma posição de “sócio minoritário” – não apenas em relação à mãe, mas até mesmo em relação à avó materna. Na carta aberta que dirigiu ao presidente Lula, Silvana Bianchi, em meio a todo o compreensível sofrimento da situação, revelou parte da visão de mundo que dá origem a disputas como essa: “Nossa formação valoriza o papel da mãe. Na ausência da mãe, a criação incumbe a avó. Assim é em todo o Brasil, de Norte a Sul, independentemente de raça, cor, religião ou classe social. É natural que estrangeiros, com formação diferente, não entendam esses sentimentos tão autenticamente brasileiros”.
Esses sentimentos “autenticamente brasileiros” estão mudando, felizmente. Muitas mulheres brasileiras gostariam que os pais lutassem pelo direito de criar seus filhos com a mesma paixão que se costuma associar às mães – que não abrem mão de seus filhos mesmo quando as circunstâncias sociais, políticas ou culturais são adversas. Queremos os Pais da Praça de Maio, os pais que vão ao presídio visitar os filhos, os pais que passam a noite velando a saúde de uma criança, os pais que orientam, sustentam, apoiam – e, quando a família se dissolve, exigem a guarda compartilhada. Se tantos homens, no Brasil, abandonam os filhos (o pai do presidente Lula é um caso típico), talvez seja porque o país ainda não tenha conseguido fundar uma paternidade “autenticamente brasileira”, baseada na convicção de que um homem e uma mulher são igualmente responsáveis pela criança que geram, e que isso é ao mesmo tempo um direito e um dever.
Não conheço David Goldman e não imagino como ele vai ajudar Sean a superar o trauma dessa disputa judicial, mas sei, sim, que tipo de pai ele é: o tipo que luta para ficar ao lado do filho."
Cláudia Laitano
Fonte: ZH 26/12
Desejo um ótimo fim de semana para todos. Um fim de semana cheio de vida, de amor e paz.
segunda-feira, dezembro 21, 2009
Alerta: O anjo da Morte está “feliz”, leve e solto
Não gostaria de entrar num tema tão “pesado”, mas achei necessário.Neste final de semana 24 vidas foram interrompidas, somente no RS, e sem contar com as que mais tarde morrerão devido ao acidente.
24 vidas que tiveram os seus sonhos interrompidos.
24 famílias que não poderão mais abraçar e beijar alguém que para si é tão importante.
É preciso responsabilidade, zelo, cuidados redobrados, pois as festas de Natal e Ano Novo estão chegando.
Peço amor pela tua vida, piedade pelos que te amam, pelo próximo.
Teria muito que expressar neste texto, mas deixo para o blog da ONG Alerta.
A ONG Alerta a qual eu faço parte por acreditar que educação, prevenção e responsabilidade são capazes de impedir que sonhos sejam interrompidos pela esta Guerra do Trânsito, que precisa e pode ter fim.
Fique Atento, fique Vivo.
“Há muito descaso na condução dos veículos, como se dirigir fosse a mesma coisa que sair da cama...” Alessandro Castro. Chefe de comunicação da PF do RS (fonte ZH)
Em vez de eu desejar um Feliz Natal e Ano Novo, prefiro desejar:
Alerta Sempre:Fiquem Atentos, Fiquem Vivos.
quinta-feira, dezembro 17, 2009
Escute o teu Coração:365 dias ao Ano


Lucas, um garoto de cinco anos enviou a cartinha para o Papai Noel de Santa Maria, pedindo uma piscina para tomar banho.
“Lucas conta que “quando era pequeno” isso não o incomodava, mas agora, que já é quase um moço, precisa de outra solução, pois seu pai disse que não tem dinheiro para fazer um banheiro.”
Ele disse que é constrangido na hora do banho. Sua mãe com o sabão na mão o coloca no tanque velho, e quando está ocupado, o Lucas e suas irmãs tomam banho de mangueira.
O sonho da sua mãe de 37 anos é ter um banheiro.
Banheiro é o sonho desta mulher.
Não tomar banho no tanque velho é o sonho de uma criança de cinco anos.
Tenho um amigo de 11 anos que o sonho era ter um pinheiro (e grande) na sua sala. Eu sabendo, dei um pinheiro para ele, o qual ficou feliz. Ele me presenteou com a sua alegria, o seu agradecimento sincero.
Um amigo de 14 anos só tinha uma calça jeans e curta, presenteei-o dando uma calça nova.
Ele não sabe, mas a sua felicidade demonstrada, o seu carinho sincero, foi um presentão para mim.
Tem um empresário de Gravataí, que também têm filiais no Brasil. Ele fica semanas na sua mansão em Gramado, somente com os empregados, nenhum filho ou neto o visita.
Será que este homem tem tudo?
Ele não precisa fazer uma cartinha para o Papai Noel para nós sabermos que presente o faria feliz.
Ouço muito no final do ano, “não vou presentear ninguém”.
Será que muitos não sabem que há presentes que não é possível comprar nas lojas?
Tem pessoas que só querem um lar, outros serem visitados pelos familiares, e muita, mas muita gente mesmo, só quer carinho, atenção, um abraço sincero.
Tem pais quer querem amor dos filhos. Há filhos que querem atenção dos pais...
Então antes de abrir a carteira e correr para as lojas, escute o teu coração e verás que é possível presentear um milhão de pessoas sem gastar “nenhum tostão”.
Pense nisto não só em dezembro, mas todos os dias da tua vida.
Sejas feliz e faça muita gente feliz, não é difícil.
“Lucas conta que “quando era pequeno” isso não o incomodava, mas agora, que já é quase um moço, precisa de outra solução, pois seu pai disse que não tem dinheiro para fazer um banheiro.”
Ele disse que é constrangido na hora do banho. Sua mãe com o sabão na mão o coloca no tanque velho, e quando está ocupado, o Lucas e suas irmãs tomam banho de mangueira.
O sonho da sua mãe de 37 anos é ter um banheiro.
Banheiro é o sonho desta mulher.
Não tomar banho no tanque velho é o sonho de uma criança de cinco anos.
Tenho um amigo de 11 anos que o sonho era ter um pinheiro (e grande) na sua sala. Eu sabendo, dei um pinheiro para ele, o qual ficou feliz. Ele me presenteou com a sua alegria, o seu agradecimento sincero.
Um amigo de 14 anos só tinha uma calça jeans e curta, presenteei-o dando uma calça nova.
Ele não sabe, mas a sua felicidade demonstrada, o seu carinho sincero, foi um presentão para mim.
Tem um empresário de Gravataí, que também têm filiais no Brasil. Ele fica semanas na sua mansão em Gramado, somente com os empregados, nenhum filho ou neto o visita.
Será que este homem tem tudo?
Ele não precisa fazer uma cartinha para o Papai Noel para nós sabermos que presente o faria feliz.
Ouço muito no final do ano, “não vou presentear ninguém”.
Será que muitos não sabem que há presentes que não é possível comprar nas lojas?
Tem pessoas que só querem um lar, outros serem visitados pelos familiares, e muita, mas muita gente mesmo, só quer carinho, atenção, um abraço sincero.
Tem pais quer querem amor dos filhos. Há filhos que querem atenção dos pais...
Então antes de abrir a carteira e correr para as lojas, escute o teu coração e verás que é possível presentear um milhão de pessoas sem gastar “nenhum tostão”.
Pense nisto não só em dezembro, mas todos os dias da tua vida.
Sejas feliz e faça muita gente feliz, não é difícil.
Desejo um ótimo fim de semana!
quarta-feira, dezembro 16, 2009
Caro amigo secreto
Achei esta "carta" muito criativa, por isso divido com vocês.
Inspirem-se e façam a sua.
" Sei que a escolha do presente é uma prerrogativa de quem dá e não de quem recebe. Acontece que, nos últimos anos, tenho sido vítima de certas “lembrancinhas”, sempre que chega o Natal. Acredito que cada um desses presentes é dado com a melhor das intenções, mas isso não é o suficiente. Como diz a grande pensadora catalã Francine de Cuellar, “gosto é que nem c..., cada um tem o seu”. Portanto, o meu precisa ser levado em conta.
Para evitar constrangimentos de parte a parte, este ano resolvi fazer uma lista do que pode e, principalmente, do que não pode, caso você tenha tirado o meu nome no sorteio do amigo-secreto. Assim, quando eu abrir um sorriso e disser que adorei o presente, pode acreditar, é verdade.
Vamos ao que não pode. Gostaria de lembrar, mais uma vez, que sou alérgico. Portanto não insista em me dar vidros de perfume. Outra coisa, eu não bebo. Ano passado ganhei uma caixa de garrafas de uísque. Não sei se você já notou, mas eu não uso gravata. Nem lenço. Também é pública e notória minha opção por uma alimentação vegetariana. Há anos! Então, não me dê espetos para churrasco, nem facas, nem grelhas. Por favor, não me dê vale-viagem, para onde quer que seja. Nem pro Caribe. Eu viajo o ano inteiro e, quando sobra um tempo, tudo o que quero é ficar em casa, quieto. E, definitivamente, pega muito mal dar de presente CD e DVD pirata.
Para ajudar sua compra, fiz uma breve lista de coisas que me fazem falta. A começar pela nova Ferrari 458 Italia. De preferência na cor vermelha e com o IPVA pago. Outra sugestão: minha TV LCD, Full HD, 42 polegadas, queimou. Taí uma boa ideia. Aproveita e manda embrulhar também um aparelho de Blu Ray. Aqui em casa a gente usa o PlayStation pra ver filmes, mas o guri não sai do Winning Eleven. Minha geladeira, caiu a porta. Tá na hora de trocar. Pode ser daquelas grandes, de aço inoxidável, pra não enferrujar mais. Mas tem que vir com o freezer e o fogão junto, senão vai bagunçar a decoração da cozinha.
Agora, se por acaso esse ano o seu orçamento anda apertado e você está pensando em me dar só uma “lembrancinha”, vamos combinar o seguinte. Esquece presente, me dá um abraço bem apertado, desejando do fundo do coração que Deus me dê saúde, paz de espírito, felicidade e dinheiro. Não necessariamente nessa ordem.
É o que também desejo pra você. E todos os meus leitores."
Cantor:Kledir Ramil (ZH:14/12)
Inspirem-se e façam a sua.
" Sei que a escolha do presente é uma prerrogativa de quem dá e não de quem recebe. Acontece que, nos últimos anos, tenho sido vítima de certas “lembrancinhas”, sempre que chega o Natal. Acredito que cada um desses presentes é dado com a melhor das intenções, mas isso não é o suficiente. Como diz a grande pensadora catalã Francine de Cuellar, “gosto é que nem c..., cada um tem o seu”. Portanto, o meu precisa ser levado em conta.
Para evitar constrangimentos de parte a parte, este ano resolvi fazer uma lista do que pode e, principalmente, do que não pode, caso você tenha tirado o meu nome no sorteio do amigo-secreto. Assim, quando eu abrir um sorriso e disser que adorei o presente, pode acreditar, é verdade.
Vamos ao que não pode. Gostaria de lembrar, mais uma vez, que sou alérgico. Portanto não insista em me dar vidros de perfume. Outra coisa, eu não bebo. Ano passado ganhei uma caixa de garrafas de uísque. Não sei se você já notou, mas eu não uso gravata. Nem lenço. Também é pública e notória minha opção por uma alimentação vegetariana. Há anos! Então, não me dê espetos para churrasco, nem facas, nem grelhas. Por favor, não me dê vale-viagem, para onde quer que seja. Nem pro Caribe. Eu viajo o ano inteiro e, quando sobra um tempo, tudo o que quero é ficar em casa, quieto. E, definitivamente, pega muito mal dar de presente CD e DVD pirata.
Para ajudar sua compra, fiz uma breve lista de coisas que me fazem falta. A começar pela nova Ferrari 458 Italia. De preferência na cor vermelha e com o IPVA pago. Outra sugestão: minha TV LCD, Full HD, 42 polegadas, queimou. Taí uma boa ideia. Aproveita e manda embrulhar também um aparelho de Blu Ray. Aqui em casa a gente usa o PlayStation pra ver filmes, mas o guri não sai do Winning Eleven. Minha geladeira, caiu a porta. Tá na hora de trocar. Pode ser daquelas grandes, de aço inoxidável, pra não enferrujar mais. Mas tem que vir com o freezer e o fogão junto, senão vai bagunçar a decoração da cozinha.
Agora, se por acaso esse ano o seu orçamento anda apertado e você está pensando em me dar só uma “lembrancinha”, vamos combinar o seguinte. Esquece presente, me dá um abraço bem apertado, desejando do fundo do coração que Deus me dê saúde, paz de espírito, felicidade e dinheiro. Não necessariamente nessa ordem.
É o que também desejo pra você. E todos os meus leitores."
Cantor:Kledir Ramil (ZH:14/12)
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