segunda-feira, maio 31, 2010

O Trabalho Infantil

No jornal Zero Hora de domingo saiu um artigo sobre o fim do trabalho infantil e pergunta ao leitor:
Você é contra qualquer forma de ocupação para crianças ou acha que empregá-las pode ter aspectos positivos em alguns casos?
Esta é a minha opinião e qual a tua?
O ser humano precisa ter responsabilidade desde pequeno, tudo conforme a sua idade e o seu tempo.
No interior,crianças trabalham nas plantações da sua família ou dos patrões dos seus pais,e não são remunerados por isto.Estas crianças estão se formando bons cidadãos,apesar do excesso de trabalho. Acho que precisa ter limitações, zelo e cuidado.
Muitos adolescentes "nas cidades grandes" não sabem o que é responsabilidade.Creio que desde criança devemos ter.
Todo o extremo é prejudicial.O trabalho só enobrece.Não me refiro ao trabalho escravo...
Adolescente trabalhar em um ambiente adequado é saudável, só o fará melhor.Mas como saber se não haverá abuso do patrão?fiscalização e respeito existem neste país?

Publico uma parte do artigo:
O fim do trabalho infantil

Lugar de criança não é no trabalho. A Conferência Mundial sobre o Trabalho Infantil, que o governo da Holanda promoveu em conjunto com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), em Haia, nos dias 10 e 11 de maio, reafirmou o bordão que ninguém nega. Numa sociedade regida pelo politicamente correto, repete-se à exaustão que o tempo da criança deveria ser dividido entre os brinquedos e a escola, única forma de prepará-la para a vida, em benefício próprio e da sociedade como um todo. Mas a realidade é bem diversa do discurso geral: estima-se que 250 milhões de crianças trabalhem no mundo todo, sendo uns 80 milhões só na América Latina (destes, 1,4 milhão no Brasil, segundo a Pnad de 2006).
As dúvidas que se possa levantar quanto à precisão desses números não chegam a abalar a repulsa contra uma situação frontalmente oposta aos direitos reconhecidos às crianças.
Cremos que, através do trabalho devidamente regulado, crianças podem adquirir habilidades que as ajudem a se preparar para a vida profissional adulta; podem contribuir para a renda familiar, o que é uma dura necessidade em famílias pobres; e podem afastar-se da criminalidade, à qual são impelidas quando mantidas em ambientes de ociosidade, sem opções de atividades educacionais. Vejam bem, enfatizamos que as formas de trabalho potencialmente benéficas excluem totalmente as atividades que ameacem a saúde, a moral ou o desenvolvimento futuro das crianças e adolescentes.
Dagoberto Lima Godoy
leia na íntegra:
http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a2920157.xml&template=3898.dwt&edition=14784&section=1012

Escolhi este horário para postagem(7:50 h) pois foi nesta hora que nasceu o Matheus há 14 anos.

25 comentários:

Guará Matos disse...

Concordo com você, Responsabilidades devem ser passadas desde pequenos para as crianças. Temos que evitar a "cabeça vazia" para que amanhã não nos derramemos em lágrimas.
Bjs.

ValeriaC disse...

Amiga, creio que toda criança e adolescente deve se ocupar com a educação formal(escola), e no restante de seu tempo deve sim desenvolver pequenas atividades, para ir adquirindo mais e mais responsabilidade. Pode começar guardando seus brinquedos, arrumando suas roupas, sapatos, enfim conforme for crescendo ir cuidando de suas próprias coisas e ajudando em casa no que for preciso sim.
Isto é uma boa preparação para quando estiverem mais velhos e terem que ter uma profissão e um emprego.
Trabalho na medida, de acordo com a idade,sou a favor, pois trabalho seja ele qual for é sempre benéfico.
Claro que sou contra trabalho escravo, seja na idade que for.

Tenha uma linda e serena semana amiga!
Beijos
Valéria

Chica disse...

Tens razão. Esses trabalhinhos dadas à elas fazem com que aprendam a assumir responsabilidades e não tiram pedaços .Claro,com bom senso e muito discernimento!beijos,linda semana,chica

Ana Lúcia Porto disse...

Trabalho infantil é fazer a criança perder a sua infância. Já dá para imaginar como vai ser a vida dela, depois disso...

Beijos,

Elaine Barnes disse...

Antigamente um garoto de 14 anos já trabalhava como oficeboy,creio que conheceram bem todas as regiões,pagaram seus estudos,tornaram-se bastante responsáveis e muito mais espertos. Hoje creio que a maneira de educar mudou,tudo mudou,na sua maioria são uma despeza sem retorno.Sou contra explorar crianças, Creio que a família deve criar seus filhos com limites e responsabilidades e decidirem de acordo com a resposta do filho se é possível coloca-lo no mercado de trabalho ou não. Montão de bjs e abraços

Daniel Savio disse...

Sabe Mariana, até penso que crianças tenham de ter tarefas em casa, na qual ganharia uma mesada, mas nada que prejudicasse a vida deles...

Fique com Deus, menina Mariana.
Um abraço.

Maria Bonfá disse...

oi querida..saudade..estou em falta com vc e com muitos amigos.. tenho ficado meia ausente.. adorei seu post..eu sou a favor do trabalho.. a criaça ou melhor adolescente adquire responsabilidade.. sou contra o trabalho escravo é claro.. mas acho que ir passando responsabilidade só tem a ganhar o adolescente a familia e todos..porque esta se formando um adulto exemplar.. minhas filhas começaram a trabalhar com 14 anos e estudavam a noite...se tornaram..responsaveis e dando valor a todo e qualquer centavo..pois sabiam quanto custava ganhar.. beijão querida

Cibele disse...

mari, que bom que vc veio ao meu cantinho por engano, e ficou, fiquei feliz demais por isso, hoje tive a oportunidade de conhecer um blog bacana, e isso é muito bom!

Seja bem vinda!

Estou te seguindo e vou te linkar, para não perder nada.

Beijokas

Cibele disse...

Vi, qie a minha Mamis virtual, tbm esta por aqui então esyamos em casa.

Elaine Asas na Coruja, amo essa mulher!

Cacá disse...

Primeiramente,parabéns para o Matheus. Muita sáude, muita paz e alegrias além de uma vida fecunda. Quanto ao trabalho infantil, eu o separo bem de responsabilização das crianças desde cedo. Isso não quer dizer trabalho compulsório, mas não quer dizer também que seu ócio não possa ser acompanhado de atividades que estimulem a responsabilidade consigo mesmo, com sua família e com sua comunidade. Isso , creio, já vai formando um caráter integro e o prepara para a dureza da vida adulta. Não podemos aceitar os abusos que existem, também não sou a favor do "deixar correr livre, leve e solto". A gente acaba estragando mais do que educando. Basta ver o quanto é mais problemática a adolescência hoje do que foi há tempos. Ótimo o tema. Abraço grande. Paz e bem.

angela disse...

Dificil falar sobre isso num pais com tanta pobreza e com uma realidade que se impõem a gente goste ou não goste. A importancia do brincar para a criança é inegavel é aí que ela vai ensair papeis socias, exercitar sua imaginação, libertar seus sonhos. Priva-las disso é cruel e ira
amputa-la de parte importante de seu psiquismo, mas a fome também faz seus estragos.
beijos

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

Lindo, querida! Os seus poemas/posts são o reflexo da sua linda Vida***********
Beijos********

*Há uma rosa linda
No meio do meu jardim
Dessa rosa cuida eu
Quem vem cuidar de mim
De manhã desabrochou
À tarde foi escolhida
Pra de noite ser levada
De presente a minha amiga

Feliz de quem possui
Uma rosa em seu jardim
A minha amiga com certeza
Pensa agora só em mim
Quando sopra o vento frio
E o inverno gela o jardim
Eu tenho calor em casa
E fico quietinho assim

Feliz de quem tem o seu teto
Pra ajudar a sua amiga
A fugir do vento ruim
Que deixa gelado o jardim

Macalé e o Bertold Brecht*

Bom dia, cheguei tarde, sempre quando dá, então Boa Tarde*

Marliborges disse...

Concordo contigo. "O ser humano precisa ter responsabilidade desde pequeno, tudo conforme a sua idade e o seu tempo. (...) Todo o extremo é prejudicial. Adolescente trabalhar em um ambiente adequado é saudável, só o fará melhor." E acrescento, o trabalho bem conduzido não mata ninguém, ao contrário só faz bem, dá sentido à vida. E as crianças adoram sentirem-se úteis, afinal elas são seres humanos, assim como nós. A quem interessa essa proibição assim tão drástica? Seria bom aprofundar essa questão. Bjsssss
O grande problema é o abuso, que existe com proibição ou sem. Bjsssssss

Mariana disse...

Hola MARIANA:
gracias por pasar por mi casa,pienso igual que vos,aqui tambien hay almitas sin papis o con ellos que los utilizan para toda clase de aberraciones da mucha pena eso,no se que pasa,pareciera que los imperios malignos se desparraman como plaga,espero que Dios aplaque esta maldad.
Un beso Argentino con el alma!,yo amo a LULA si lo ves contaseló :)

lucidreira disse...

Será que por isso que existem tantas crianças e adolecentes no trabalho dos traficantes e nos crimes, munca se viu tantos crimes preticado por crianças/adolecentes.
Eu tenho uma opinião de que trabalhar desde de com coerência de horário e sem deixar de frequentar a escola. Eu fui uma criança/adolecente que trabalou desde os 13 anos e não me marginalizei.
Abraço

Wanderley Elian Lima disse...

Olá Mariana
Para mim essa é a maior demagogia que existe. Criança não pode trabalha, adolescente não pode ser preso, mas podem roubar, matar e não serem punidos. Tudo tem que ser proporcional a idade de cada um e com limites, junto a obrigatoriedade de estarem na escola.
Quando você vem a Minas?
Beijos

jader/zezi disse...

Mariana...um grande abraço ao Matheus, a voce e aoGerson, pela passagem de mais um ANINHO DE VIDA deste menino q é sem duvida um dos que SERÃO O FUTURO DO PAIS, E Q AJUDARÃO A DESENVOLVER ESTE QUERIDO BRASIL...MUITA SAUDE,MUITA ALEGRIA E PAZ...VAI EM FRENTE MATHEUS.- jader/zezi.-

brasildobem disse...

É o velho clichê: lugar de criança é na escola e em casa, brincando estudando e tendo responsabilidades compatíveis com a idade.
Bjs
Janeisa

lis disse...

Oi Mariana
Concordo com vários comentários s respeito do trabalho infantil.Penso que a proridade é sempre a escola, a qualidade o tempo pra estudar etc, isso nao implica em deixá-las desocupadas se podem se ocupar com algo que lhes dará responsabilide e um aprendizado.
Lógico e evidente com limites e cuidados necessários.
A criança precisa ser tratada decentemente e com carinho, pra nao se tornar à margem.
um grande abraço, obrigada por boas publicações.

alfa disse...

Mariana, passei por aqui através do Ricardo de "Viver é Pura Magia" e para além de ter gostado bastante do seu blog que vou passar a seguir, queria agradecer as palavras amáveis que me dirigiu a propósito do meu texto no blog dele - Pontos Protagonistas. Beijos do lado de cá do Atlântico.

Sonhadora disse...

Minha querida Mariana

Um texto muito verdade.
Infelizmente.

deixo beijinhos
Sonhadora

Rosemildo Sales Furtado disse...

Olá Mariana! Fiquei muito feliz com a visita, comentários e, principalmente, pelo fato de teres te tornadoseguidora do nosso humilde espaço. Isso somente aumenta a minha responsabilidade de melhorar tudo aquilo que crio e escrevo. espero que voltes mais vezes, pois será sempre um prazer renovado. Com certeza, aqui voltarei mais vezes, pois tens um espaço muito bonito e bastante aconchegante. Fico feliz também que tenhas gostado de Natal, minha terra do coração, mas, minha terra natal mesmo é Recife, também uma linda cidade.

Quanto ao assunto em pauta, fui criança de origem pobre, brinquei, estudei e trabalhei, inclusive, com carteira assinada, pois antigamente, tínhamos a Carteira Profissional do Menor. Portanto, concordo que o menor tenha de trabalhar para sentir o peso da responsabilidade e se preparar profissionalmente. Só que, tudo dentro das suas limitações e obedecendo as normas e preceitos.

Apresento meus parabéns para o Mateus pelo seu aniversário, e que DEUS lhe proteja e lhe ilumine por toda a sua vida.

Beijos e ótima semana pra ti e para os teus.

Furtado.

Anônimo disse...

Querida Mariana, renovo meus votos de felicidades ao Matheus! Que a vida dele seja repleta de grandes e agradáveis emoções! E o tema de hoje é realmente complexo, em se tratando de Brasil, embora a lei seja explícita sobre. Então, gostaria de falar sobre como é na Nova Zelândia. Aqui as crianças podem realizar pequenas tarefas com remuneração. Por exemplo, é muito comum ver nas ruas elas deixando folhetos de propaganda ou jornais de bairro, nas caixas de correio das casas. Geralmente, acompanhadas por algum adulto, um dos pais ou irmão mais velho. Isso no horário inverso ao da escola. Aliás, aos cinco anos a criança é obrigada a freqüentar a escola primária. Se ela completa 5 anos hoje, no máximo, na próxima semana deverá estar numa escola do bairro que mora. E a sociedade é muito rígida quanto a isso. Também é comum os adolescentes trabalharem, a partir dos 14 anos no horário inverso da escola, mas não todos os dias e poucas horas, chamado part time. Acho que os kiwis (nativos da NZ) devem saber o que estão fazendo, já que é o país reconhecido, mundialmente, como o mais pacífico e menos corrupto do planeta. Finalizando, discordo de quem acha uma boa idéia pagar as crianças ou adolescentes, por realizarem alguns trabalhos domésticos. Meus filhos têm tarefas diárias que devem cumprir. Não recebem e nunca receberam nada por isso, porque a solidariedade também se aprende em casa. Um grande beijo! Márcia de Noriê

Pena disse...

Olhe, Doce e Maravilhosa Amiga:
O trabalho infantil em Portugal antes de concluída a escolaridade obrigatória é punido por Lei.
Sabe, nem sei que pensar.
Fica a eterna dúvida.
Mas, repare, as crianças no seu trabalho são exploradas e sujeitas a abusos que os brinquedos e a escola preocupam-se em não transmitir. Nem podem.
Com o cansaço imposto pelo trabalho, as crianças chegam à escola cansados com vontade apenas de descansar. Quase todas têm insucesso escolar.
Que pensar?
Beijinhos amigos de pura amizade e respeito imenso pelo fabuloso Ser Humano que é.
MUITO OBRIGADO

pena

Excelente! Como SEMPRE.
Adorei. A problemática é complexa.

Sônia Silvino disse...

Bom diiia, meu coração!
Vim te visitar para tornar o meu dia mais feliz!
Não acho que ocupar um adolescente de forma positiva possa prejudicá-lo. É melhor do que eles andarem pelas ruas fazendo sabe-se lá o quê.
"Não devemos permitir que alguém saia de nossa presença sem se sentir melhor e mais feliz." Madre Teresa de Calcutá
Bjkas, muuuitas!
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